"Acredito que a imaginação pode mais que o conhecimento.
Que o mito pode mais que a história.
Que os sonhos podem mais que a realidade.
Que a esperança vence sempre a experiência.
Que só o riso cura a tristeza.
E acredito que o Amor pode mais que a Morte"

Robert Fulghum

Luto algumas vezes contra a falta de assunto para escrever. Escritos regulares, não são tarefa fácil, sobretudo para quem não é do "metier". Aquilo de que mais precisamos é de ideias. Até para poder tirar partido das poucas ideias que temos.

As ideias e conhecimentos são instrumentos que nos acompanham pela vida,e nos permitem ver pouco, muito ou nada do Mundo. A pobreza ou a riqueza das nossas ideias mostra o grau de relacionamento que temos com o Mundo, com a vida, o entendimento e compreensão com nós próprios.

Quando me sento a escrever, por vezes tardiamente, saem escritos azedos e violentos, de revolta contra a fome, a pobreza, a guerra, a mentira, a calúnia, falsidades e mentiras, indignidades, insensatez e burrice. Então, nessa altura, mastigo mais um pouco do meu amigo chocolate (que me acompanha sempre nestas horas, daí as adiposidades resistentes) e enveredo pelas tonalidades mais doces, de tinta fresca e colorida.

Sei que é importante vir a terreiro dar caneladas contra o marasmo e a coisificação, e que não devemos abalar a determinação de denunciar o ridiculo e a mediocridade, mas pronto, lá vem outro dia, e o arco-íris e a tal tinta fresca e colorida...

Procuro por vezes nos meus "canhenhos", temas a aflorar, ideias a reinventar. Procuro temperar os artigos com pimenta, coentros, ou outros temperos, mas interrogo-me sobre o resultado final. Sairá bem ? Sairá mal ? É que nem assim, consigo disfarçar a minha inépcia culinária.

Tenho-me sentido na escrita, como numa peladinha de futebol. Fingindo que sei jogar, mas raramente toco na bola, mesmo quando passa a um palmo de distãncia. Gasto o tempo á procura do esférico, sem lhe acertar em cheio. Não vou além de uns pontapés em bico, e de ressaltos nas canelas e joelhos. Bem tento por vezes, adornar a linguagem, vindo buscar ideias á linha lateral, mas dá-me mais vontade de pedir água, ou uma substituição, ao fim de poucos minutos.

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