25 junho, 2006

"QUE CENA , MEU...!"



Surgem hoje em catadupa, em cada esquina e ao pontapé, heróis inimagináveis. Acabaram-se os "Batman", o "Zorro", os "Power Rangers", o "Dragon Ball".

Agora, temos o Marco, Zé Maria, Telmo, Cicinhas, Carminhas, Lilis. Hoje os heróis fazem-se nas revistas, visitam a ilha da caras, falam como "gajos que dão porrada nas gajas", e "gajas maradas", e "prontos", e "que cena, meu.." e Ya, está-se bem...".

Já não me interessa o "Rin-Tin-Tin", nem o cromo mais dificil que no meu tempo era o bacalhau, para passar a gostar mais do rabo das ditas.

Estes sim, são os novos heróis deste belo País.

Já não me lembro do Queijo Limiano regado a Campelos, da partida de Guterres, do Porto 2001 e a Casa da Musica, de Paulo Portas e os ex-combatentes, do Euro-2004.

Pouco me importa as intelectualisses de Manuel de Oliveira e Saramago, o que queremos é grandes temas galináceos, debates intensos sobre a abóbora e a folha de nevoeiro e filosofias de caserna das Quintas cá do sitio.

Venha daí o Zé das Galinhas, o filme erótico do Otelo e o negro ecran do João César Monteiro. Não quero saber de votações na especialidade, de orçamentos do Estado, nem do preço dos transportes.

Afaste-se Sílvia Alberto, Catarina Furtado, e José Rodrigues dos Santos, acabe-se com o fado e Carlos do Carmo, exporte-se a Mariza e recambie-se os Madre Deus. Chame-se o Toy e o Marco, a Lili e a Cinha. Eles são cantores, actores, publicitários e entretainer´s, modelos, e jornalistas, dão autografos, são capa de revista e o mais que se verá.

Promova-se o pontapé e acabe-se com a literatura. Eles são os novos heróis nacionais.

Falar de galinhas e ou com galinhas, dar beijos repenicados embrulhados nos lençois em hora de ponta, de medalhas que receberão no 10 de Junho, de frases insonoras ditas com boca cheia de bolo, de traques impestados de elegância moderna, das idolatrias recebidas, das cenas que mais tarde, passarão. Que cena meu.

E a cena do tipo que fez o 25 de Abril, que ao participar num filme erótico, que passou no erótico sexappeal, com uma menina erótica que se atira a ele dentro do quartel, e no meio do chão, rodeados de cravos vermelhos, não o deixou levantar-se para fazer a dita revolução, não é também um herói ? - Que cena, meu!

E no meio disto, beijos do Telmo à "nha Mãe" e à "nha irmã", apenas poucos se lamentam com os custos do gás e das taxas, das intermináveis obras e dos desastres em tolerância zero, que zero é aquilo a que assistimos.

Mas valha a verdade, cada um tem aquilo que merece. E nós ?

"Que cena, meu"

ISTO ESTÁ BONITO, ESTÁ ... !

Relatórios colocam Portugal com um atraso considerável de mais de 50 anos em relação aos principais Países Europeus. Na realidade, sempre sentimos o vizinho Espanhol, com um avanço de cerca de 20 anos, agora para a Europa 50 de distância...
.
..ISTO ESTÁ BONITO, ESTÁ...!

Portugal encontra-se no último lugar das estatísticas da escolaridade minima, das condições e esperança de vida, da produtividade, também nas questões da saúde e também na justiça, sobretudo nesta, com inenarráveis desfechos, anos tardios e outros que se esgotam no tempo e espaço. E são tantos, tantos casos, que a justiça virá um dia reclamar justiça.
E a esta estatística, que porventura, vale o que vale, mas vale, juntamos também o de sermos o País dos "coitadinhos" e dos "subsídios".
São os "coitadinhos" dos arrumadores, que ao denunciarem um lugar por nós visto minutos antes, nos "ajudam" em manobras, p´ra frente e p´ra trás que chega a incomodar. E toma lá 1 euro e não me risquem o carro.
São estes e os outros, os coitadinhos dos que nada fazem nem querem fazer, e que vivendo à boleia dos que trabalham (descontam e pagam impostos), aguardam subsídios e praticam uns biscates, que isto de trabalho constante não é para eles.
Alguns, aproveitaram as "vacas gordas" da CEE e instalaram-se em belos palacetes rodeados de belos jardins e piscinas, com o subsídio para o campo agrícola, outros passeiam-se em topos de gama, provenientes de chorudos subsídios ao regadio, á pevide ou ao tremoço, e a tudo isto, o belo povo diz......nada!

...ISTO ESTÁ BONITO, ESTÁ...!

E lá vão andando, deixando continuadores nesta "nobre profissão" dos que nada querem fazer, porque nisto, como em muito mais, "filho de peixe sabe nadar".
E são subsídios para tudo e todos, fomentando-se uma nova classe social que prolifera por todos os cantos deste País.
São os pedidos/esmola para os desprotegidos sociais, autocolantes para carenciados e rifas para outros que tal.
Habituado o povo, aguarda-se o subsídio, do 1º emprego, do último e o do entretanto. Do ser jovem, adulto ou idoso, mulher grávida ou pai a tempo inteiro, do doente, do toxicodependetente, de quando chove ou faz sol, do vinho, da cebola ou do tomate, do pão, do milho ou do porco, do orvalho ou trovoada, das marés boas ou más, do barco, barquinho ou arrastão, da ervilha ou da árvore, do queijo ou do papel, do teatro ou do cinema, do isto ou daquilo.
Juntemos tudo, com o facto do analfabetismo atingir cerca de 11% da nossa população, consubstanciado a um nivel superior de iliteracia (conforme registos recentes) e está descoberto parte deste segredo.

... ISTO ESTÁ BONITO, ESTÁ...!

Portugal, tenta aos poucos recuperar de uma letargia evidenciada nos ultimos anos, regressando lenta e intermitente à realidade das paixões dos nosso governantes. As leis da economia voltaram a assolar os corações e as almas inquietas.
Fica o nosso dia a dia repleto de dúvidas e duvidosas esperanças. Mostram-nos que o futuro existe, é já ali, mas não está totalmente garantido.
Eles são os juros, os défices, os bens de consumo e de necessidade, os preços, a gasolina, o Sr João do talho, mais o Ti Manel da mercearia e a D. Elvira da padaria. Ele é tudo a subir na proporção inversa das bonificações. E tudo sobe, menos os índices de confiança, que este povo está garantidamente descrente.
... É QUE ISTO ESTÁ BONITO, ESTÁ... !

18 junho, 2006

TRIBUTO A MÁRIO QUINTANA











Natural de Alegrete, RS - Brasil
Nasceu em 30.07.1906
faleceu em 05.05.1994
"Poeta das coisas simples"



Não importa saber se a gente acredita em Deus;
o importante é saber se Deus acredita na gente...!

Quem não compreende um olhar,
tão pouco compreenderá uma longa explicação.

O sorriso enriquece os recebedores,
sem empobrecer os doadores.
O segredo é não correr atrás das borboletas,
mas cuidar do jardim para que elas venham até você.




Bilhete

Se tu me amas,
ama-me baixinho

Não o grites de cima dos telhados
deixa em paz os passarinhos.

Deixa em paz a mim!

Se me queres,
enfim,

tem de ser bem devagarinho,
amada,

que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.

Sentir primeiro, pensar depois
perdoar primeiro, julgar depois.
Amar primeiro, educar depois,
esquecer primeiro, aprender depois.
Libertar primeiro, ensinar depois,
alimentar primeiro, cantar depois.
Possuir primeiro, contemplar depois
agir primeiro, julgar depois.
Navegar primeiro, aportar depois,
viver primeiro, morrer depois!
BILHETE
Amar:
Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro...

DAS CARAVELAS ÀS ILHAS


Não tinham ciências dos céus nem dos mares, não sabiam ler nem escrever, sabiam apenas rezar e contar, encomendando a Deus os sonhos e ambições alimentados pela esperança.
Atados a remos por mando de El-Rey, agarrados á fé, armados de receios e temores, disfarçados em preces, promessas e orações, fizeram-se ao mar e ao destino, o nosso destino.
Para eles era o fascínio de navegar e conquistar.
Recheados de coragem e ilusão, chegaram á India, atracaram nas costas Arábicas, instalaram-se em África e no Brasil, arrebataram Malaca, sulcaram mares da China e do Japão, com o atrevimento dos seus feitos e a coragem de ser Lusitano.
Fundaram cidades, desenharam Países, por eles e deles se fizeram mapas, foram amados e amaram em toda a latitude e longitude, descobriram mares e abriram mundos ao Mundo, fizeram a história, são a história.
Conquistaram o respeito e o reconhecimento, com preço de sangue e lágrimas, legando aos vindouros o dever de os conservar na memória e de honrarem a sua dignidade.
E o que acontece ?
Encontramos hoje, projectos de patriotismo, num País de brincar, enroupado em actos de conquista.
Ninguém nega que é em momentos de conflito, crise, devastação, guerra, competição, ou quando nos sacodem o esqueleto, que surge a quadratura ideal para entrar em cena a paixão patriota.
Foi necessário, como sempre o futebol, para mexer com as almas, e um Brasileiro, para abanar o samba do coração.
É essa fé, esse sentimento, que mantém viva e forte a procura de um novo Astrolábio, capaz de nos levar por diante, na dobragem do Bojador e das tormentas das Indias próximas e distantes. , para nos sustentar que a história não chegou ao fim e manda recriar o mito, não para ficar preso ao passado, mas para nos renovar rumo ao futuro.
É irmanados neste espirito dos navegadores portugueses, que temos de explicar a quem nos entrouxa no mesmo saco de continentais, alguém extravagante com responsabilidades num Governo Regional, que dá saltos no tranpolim do exibicionismo, que isto, este País de brincar, também não é própriamente uma Républica das Bananas, e tem de haver decoro, sobretudo em quem tem tamanha responsabilidade.
Está provado que o vedetismo nunca favoreceu a coesão de um grupo, mesmo quando o actor se julga iluminado moralizador dos costumes da Ilha.
Cuide-se ele bem, não lhe vá caír o céu em cima.

11 junho, 2006

(DES)INFORMAÇÃO


Vivemos na época das noticias Online, dos Megabytes de informação. temos Televisão 24 horas por dia, Internet, Tv por cabo, Rádios, Jornais diários e semanários, tudo para tudo e todos os gostos. Também temos revistas do social, do bem e maldizer e escribas do a favor e do contra.
Debitam-nos informação e sentimo-nos o centro do mundo, em que tudo gira à nossa volta. Atiram-nos com todo o tipo de coisas e julgamos saber tudo.
Nomes de politicos locais e internacionais, dá-nos um ar sabedor. As receitas dos cozinheiros ou os nomes das modelos ou costureiros de alta moda, dá-nos estatuto de cosmopolitas. Nomes de Cidades, Países, Capitais, Povos e Religiões, atira-nos para qualquer concurso televisivo ou até mesmo a jogar no "Trivial".
Carregam-nos com temas e conversas desconexas, absurdas e bafientas como os "Big Brother", "Bares da TV" "Quintas" de qualquer coisa, e ficamos com ideias de "Aldeia Global", mas esquecemos o nome do vizinho, ou a data de aniversário do parente mais próximo.
Recebemos "Gigas" de informação e contribuímos para um crescente aumento de "Share´s" e embrutecemos com imagens de tipos boçais e tatuados que contracenam com meninas de "Streap". As rotativas dos jornais não descansam, a publicidade passa a velocidade supersónica e todos nós sabemos menos, entendemos menos, educamos menos, conversamos menos, somos menos atentos e menos tolerantes e vivemos com a convicção de cumprirmos papéis, previamente desenhados por alguém.
Numa época de tão grande informação, os nossos filhos falam em "Pokémon" e "Dragon Ball", "Nody´s", "Power Ranger" e "Telle Tubies". As velhas gasosas com pirolito foram substituídas por Coca Cola, o jogo da carica e das bolas de trapo por "Playstation".
O grotesco é impingido e fugimos das imagens fazendo "Zapping" no aparelho.
Assuntos pobres, temas sem interesse e sempre os mesmos, ditados por ideias fixas e obsessivas, onde para se estar "informado" tanto dá ver a edição do dia como a da próxima semana, raramente se vislumbrando referências a causas nobres ou a um facto humanamente relevante. Roubam-nos a afectividade e generosidade, pincelando-nos com "Zés Castelos Brancos" surreais, incendiando as balizas do civismo e da consciência, afectando-nos a alma.
Muita dessa gente tenta fazer do país um vazadouro de mediocridade, e a não ser que se faça um cordão sanitário, dificilmente poderemos impedir o alastrar e contaminar dessa desinformação.

PELA VOZ DO DONO...!



Segundo alguém, existem actualmente três tipos de Homems.

O Homem Erecto - aquele que é elevado, aprumado, de espinha direita.

O Homem Curvado - aquele que não levanta a cabeça, que diz sempre que sim, cujo tronco está sempre curvado para a frente em constante subserviência.

E o Homem deitado - aquele que passa ao lado da vida, que não se esforça, que não luta, que só de se levantar, já cansa.

Dos três, o Homem Curvado, segundo ele, é aquele que prolifera nas Empresas, na Sociedade, na Política.

É o que "morde" pela calada, que é cínico, não olha a meios para atingir os fins. É o que fala pela voz do dono. O que não tem identificação própria. Faz o que o dono diz, não pensa, não executa, apenas cumpre.

Cai sempre na tendência de imitar o dono. Gosta contudo, de se exibir, de mostrar que sabe, que tem poder. Aí, falha redondamente. O discurso (?) é plagiado, nunca é exacto, e repete normalmente frases do dono.

Por vezes, pela sua atitude, surgem desrespeitos e abusos. Não raras vezes, demosntra falta de estatuta moral e de ética, indicador do nível com que lidam connosco, com outros, com principios, normas e regras.

Alia-se ao dono sem autonomia de pensamento e acção.

Subordina à racionalidade a avidez irracional. Baixa aos patamares inferiores da estrutura humana.

Normalmente, confina as suas acções à vida politica e profissional, mas transporta-as para a sua vida particular, pois não consegue dissociar umas das outras.

Entre o princípio e a sua observância, vai uma grande distância. Não raras vezes afasta a realidade do ideal.

Como dizia Vergílio Ferreira, " a condição humana é proletária". Querendo com isto dizer que ela é o produto do trabalho de formação do Homem em si mesmo.

É que a vida politica, profissional ou social na sua essência, engloba trocas e perguntas. Medos, receios e pesadelos por confianças e optimismos. Negações e inseguranças por afirmações e seguranças, de indiferenças por sonhos. O tal trabalho proletário na condição humana.

O que fala pela voz do dono, não consegue renovar e alargar os horizontes, não cria e nada acrescenta à natureza dos princípios.

É que um Homem, afirma-se, determina-se e distingue-se com base na referência a valores e normativos convencionais.

Este não. Este é um seguidista. Dorme corcunda na consciência e tem farrapos na alma. É coxo de espirito, sofre de cegueira merdosa e gaguez crónica.

Como raramente pensa, não exercita as meninges, ficando senil precocemente.

Este, infelizmente, fala sempre pela Voz do Dono.

02 junho, 2006

O ELOGIO DA TOLERÂNCIA


"Tolerância:
qualidade de tolerante.
Indulgência.
Condescendência.
Permissão.
Consentimento tácito do que merece censura,
castigo ou correcção. Perdão"

in " o nosso dicionário" de Alfredo Camacho



A escalada da violência por esse mundo fora, querelas mortiferas de natureza étnica, religiosa, social. Um rol de conflitos que ceifam vidas, destroiem familias.
Mas a intolerância não consiste apenas em matar por razões étnicas, religiosas ou territoriais. Ela pode revelar-se de formas mais ou menos subtis, mas nem por isso menos nefastas.
Quando um chefe se recusa a ouvir um subordinado, quando partidários de um dado grupo politico ofendem os que se lhe opõem em vez de atacarem as suas ideias, quando atribuimos culpas a tudo e todos e não olhamos para nós próprios, estamos a semear a intolerância.
Temos manifestamente de alterar a nossa forma de ser, para alcançarmos a convivência entre os que pensam, crêem e agem de maneira diferente.
É óbvio que a tolerância não significa aquiescência ou concordância, obrigatoriamente.
A tolerância é firme, mas serena, suave. Ao ser amigo de alguém que não é da minha cor politica, rácica ou ideal religioso, estou a viver a tolerância. Isto não significa adormecimento para com os meus ideais, mas sim que, com serenidade, afirme as minhas convicções, particular ou publicamente.
Que fazer então ?
Penso que mais importante do que longos discursos ou programas de ensino, o que nós imitamos são os comportamentos daqueles que pelo papel que desempenham social, profissional, hierárquicamente, constituem modelos para nós: pais, professores, administradores, politicos, governantes.
Por isso com lideres tolerantes, qualquer que seja a sua situação no tecido social, teremos, certamente uma sociedade mais tolerante.

PORTUGAL
















Simbologia da bandeira portuguesa

Bandeira instituída em Novembro de 1910, pouco depois da implantação da República em Portugal (5 de Outubro de 1910)

Verde: O verde no ideário positivista e republicano (séculos XIX e XX), simboliza as nações que são guiadas pela ciência. Na versão popular simboliza a esperança no futuro.

Vermelho rubro: O vermelho é a cor das revoluções democráticas desde o século XVIII percorreram a Europa, como a revoluções de 1848, a Comuna de Paris (1871) ou a revolução republicana em Portugal de 31 de Janeiro de 1891. Simboliza a luta dos povos pelos grandes ideais de Igualdade, Faternidade e Liberdade. Na versão popular simboliza os sacrifícios do povo português ao longo da sua história.

Esfera armilar: Emblema do rei D. Manuel I (1469 -1521) e que desde então esteve sempre presente nas bandeiras de Portugal. Simboliza o Universo e a vocação universal dos portugueses. Na versão popular simboliza os descobrimentos portugueses.

Escudo. O Escudo de Armas remete para a fundação de Portugal. Simboliza a afirmação da cultura ocidental no mundo, e em particular dos seus valores cristãos. Os castelos, quinas e os besantes evocam conquistas, vitórias e lendas ligadas à fundação de Portugal por D.Afonso Henriques (1109-1185).



LETRA

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!

Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d`amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!

Sobre a terra sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!

Sobre aterra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!






Sou um Europeísta convicto, mas AMO PORTUGAL.
A nossa história, os nossos costumes, as tradições.
A moeda (escudo) que se perdeu, a letra da Portuguesa, que muitos desconhecem e outros esqueceram, o significado da bandeira.
Não é saudosismo, nem arremesso politico.
Adorei ouvir milhares cantarem o hino na inauguração do novo Campo Pequeno.
Emociono-me com a letra cantada a plenos pulmões e vibro com a bandeira,
Tenho ORGULHO em SER PORTUGUÊS.