DAS CARAVELAS ÀS ILHAS


Não tinham ciências dos céus nem dos mares, não sabiam ler nem escrever, sabiam apenas rezar e contar, encomendando a Deus os sonhos e ambições alimentados pela esperança.
Atados a remos por mando de El-Rey, agarrados á fé, armados de receios e temores, disfarçados em preces, promessas e orações, fizeram-se ao mar e ao destino, o nosso destino.
Para eles era o fascínio de navegar e conquistar.
Recheados de coragem e ilusão, chegaram á India, atracaram nas costas Arábicas, instalaram-se em África e no Brasil, arrebataram Malaca, sulcaram mares da China e do Japão, com o atrevimento dos seus feitos e a coragem de ser Lusitano.
Fundaram cidades, desenharam Países, por eles e deles se fizeram mapas, foram amados e amaram em toda a latitude e longitude, descobriram mares e abriram mundos ao Mundo, fizeram a história, são a história.
Conquistaram o respeito e o reconhecimento, com preço de sangue e lágrimas, legando aos vindouros o dever de os conservar na memória e de honrarem a sua dignidade.
E o que acontece ?
Encontramos hoje, projectos de patriotismo, num País de brincar, enroupado em actos de conquista.
Ninguém nega que é em momentos de conflito, crise, devastação, guerra, competição, ou quando nos sacodem o esqueleto, que surge a quadratura ideal para entrar em cena a paixão patriota.
Foi necessário, como sempre o futebol, para mexer com as almas, e um Brasileiro, para abanar o samba do coração.
É essa fé, esse sentimento, que mantém viva e forte a procura de um novo Astrolábio, capaz de nos levar por diante, na dobragem do Bojador e das tormentas das Indias próximas e distantes. , para nos sustentar que a história não chegou ao fim e manda recriar o mito, não para ficar preso ao passado, mas para nos renovar rumo ao futuro.
É irmanados neste espirito dos navegadores portugueses, que temos de explicar a quem nos entrouxa no mesmo saco de continentais, alguém extravagante com responsabilidades num Governo Regional, que dá saltos no tranpolim do exibicionismo, que isto, este País de brincar, também não é própriamente uma Républica das Bananas, e tem de haver decoro, sobretudo em quem tem tamanha responsabilidade.
Está provado que o vedetismo nunca favoreceu a coesão de um grupo, mesmo quando o actor se julga iluminado moralizador dos costumes da Ilha.
Cuide-se ele bem, não lhe vá caír o céu em cima.

Comentários

Anónimo disse…
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