(DES)INFORMAÇÃO


Vivemos na época das noticias Online, dos Megabytes de informação. temos Televisão 24 horas por dia, Internet, Tv por cabo, Rádios, Jornais diários e semanários, tudo para tudo e todos os gostos. Também temos revistas do social, do bem e maldizer e escribas do a favor e do contra.
Debitam-nos informação e sentimo-nos o centro do mundo, em que tudo gira à nossa volta. Atiram-nos com todo o tipo de coisas e julgamos saber tudo.
Nomes de politicos locais e internacionais, dá-nos um ar sabedor. As receitas dos cozinheiros ou os nomes das modelos ou costureiros de alta moda, dá-nos estatuto de cosmopolitas. Nomes de Cidades, Países, Capitais, Povos e Religiões, atira-nos para qualquer concurso televisivo ou até mesmo a jogar no "Trivial".
Carregam-nos com temas e conversas desconexas, absurdas e bafientas como os "Big Brother", "Bares da TV" "Quintas" de qualquer coisa, e ficamos com ideias de "Aldeia Global", mas esquecemos o nome do vizinho, ou a data de aniversário do parente mais próximo.
Recebemos "Gigas" de informação e contribuímos para um crescente aumento de "Share´s" e embrutecemos com imagens de tipos boçais e tatuados que contracenam com meninas de "Streap". As rotativas dos jornais não descansam, a publicidade passa a velocidade supersónica e todos nós sabemos menos, entendemos menos, educamos menos, conversamos menos, somos menos atentos e menos tolerantes e vivemos com a convicção de cumprirmos papéis, previamente desenhados por alguém.
Numa época de tão grande informação, os nossos filhos falam em "Pokémon" e "Dragon Ball", "Nody´s", "Power Ranger" e "Telle Tubies". As velhas gasosas com pirolito foram substituídas por Coca Cola, o jogo da carica e das bolas de trapo por "Playstation".
O grotesco é impingido e fugimos das imagens fazendo "Zapping" no aparelho.
Assuntos pobres, temas sem interesse e sempre os mesmos, ditados por ideias fixas e obsessivas, onde para se estar "informado" tanto dá ver a edição do dia como a da próxima semana, raramente se vislumbrando referências a causas nobres ou a um facto humanamente relevante. Roubam-nos a afectividade e generosidade, pincelando-nos com "Zés Castelos Brancos" surreais, incendiando as balizas do civismo e da consciência, afectando-nos a alma.
Muita dessa gente tenta fazer do país um vazadouro de mediocridade, e a não ser que se faça um cordão sanitário, dificilmente poderemos impedir o alastrar e contaminar dessa desinformação.

Comentários

Anónimo disse…
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Anónimo disse…
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