Quando miúdo, tive uma sereia que cantava na minha banheira, um pássaro que espreitava na clarabóia do sótão, um gato que me olhava como se me quisesse falar, o homem do saco (um velho que vendia castanhas em saco de serapilheira) de longas barbas brancas, todos eles povoavam a minha imaginação e tornavam nocturnos dias solarengos.

Pensava eu, que os meus receios nocturnos tinham ficado por lá, onde as corujas piam, os galos cantam, as folhas secas das árvores embalam odes matinais, e os gatos correm atrás de novelos de lã...

Mas que raio…

Já conheço explicações racionais, mas porque não consigo dormir?

Se o velho das barbas já vendeu todas as castanhas do saco, se a cotovia perdeu o pio e as folhas já não se agitam… será do gato?

Hum, aqui há gato…!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O MUNDO DE PERNAS PARA O AR

Deixa ficar assim…

DESEJOS E DEMÓNIOS