Estranho beber dos teus lábios
Ensinamentos com mil histórias, mil nada inacabados, em notas de violino num musical em dó menor.

Estranho beber dos teus lábios
Frases inacabadas, conversas cruzadas, entrelaçadas, temas por decifrar.

Estranho beber dos teus lábios
O suster da respiração e sentir apenas a leve brisa do teu perfume,
que me atormenta a alma.

Estranho beber dos teus lábios,
Regras, leis, ritmos, musicalidade, esperanças e pinturas em tons de pastel.

Estranho beber dos teus lábios
E rodopiar pela tua pele em gestos sublimes de te tocar em cada lágrima, num arco-íris de movimentos,

Estranho beber dos teus lábios
E não conseguir mover-me ansioso às voltas da órbita que me impões, fora do trajecto que tinha traçado.

Estranho beber dos teus lábios
Palavras murmuradas que me atingem na carne como bolas de fogo

Estranho beber dos teus lábios
Inquietação por não ter conseguido oferecer-te as nuvens, o mar e o sol.

Estranho beber dos teus lábios
O relógio e a despedida a flor e o acenar na partida.

Estranho beber dos teus lábios
A falta de ser mais eu, mais tu, mais outros, de mais e mais sendo só e apenas eu.

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