Dedilhas palavras numa escrita indecifrável para mim, como se escrevesses em partituras para piano e violino, palavras rendilhadas com notas de alma e emoção.

Solfejas lábios em mim, num contorno retorno de doces morangos em pele humedecida pelo toque
de frutos silvestres em gelado feito eu.

Percorres o teu no meu tempo, em acordes madrigais num dó menor em sol maior.
Cheiras meu corpo em tua pele e desatas a rir como nunca o fizeras,
sentindo alegria de dois em prosas dobradas em quatro.

Sei que o coração me arrasta a cabeça, mas quantas vezes ela estala de pulsações antagónicas, em que pequenos nadas travam enormes correntes de sangue em veias a ferver.

E quero ter locais de culto onde rezo e choro e peço e sofro e cresço e vivo para depois morrer em ti.
Como dedilho e canto e solfejo e rio e sopro e acordo em mim
... pedaço de mau caminho.

Comentários

tcl disse…
Estás cada vez mais poeta, Pedro
Anónimo disse…
Não sei...como pequenas e tao poucas palavras nos tocam e nos dizem tanto...Felicidades!!!!

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