20 fevereiro, 2007


Neste País de brandos costumes mas maus vícios, um dos mais costumeiros é o de impedir que um qualquer, faça algo de positivo por algo ou alguém em qualquer actividade, alterando muito do imobilismo que é a vida de muita gente, quantas das vezes base de sustentação para os nossos jovens não se afundarem em vícios ou os idosos não aguardarem impotentes pela "sua hora".
Surgem então alguns iluminados, porventura mal ensinados ou de lição pouco estudada num qualquer partido politico, "lobby" ou mesa de café.
Novos conceitos, nascidos no momento, de forma a não afectar o “modus vivendi” de alguns, poucos, muito poucos, graças a Deus.
Não move a essa gente, ideias de renovação e revigoramento, de costumes e processos, apenas pretendem não deixar abanar o existente, contando com cumplicidades permanentes e omissões deliberadas.
Vamo-nos infelizmente habituando, já que estamos no tempo em que as asneiras são apresentadas como verdades profundas.
Sobre qualidade de vida como também sobre muitas outras questões, estamos habituados a que se escolha a pior, como a melhor das soluções.
São doutos conhecedores, que proliferam em redor de tudo, não colaborando com nada, uns bem falantes outros nem por isso, uns de fato e gravata de seda dos melhores costureiros, outros de ganga, sarja, blusão e camisa desabotoada, qualquer deles pertencendo a uma determinada “família ou “grupo” um regalo para todos os sentidos e paladares e uma requintada sinfonia, dado que nos dão um manancial de verdades feitas, certezas imutáveis e conclusões peremptórias.
O “chinfrim” por eles protagonizado já não se tolera, tamanha a magnitude do ruído, já condenado por decibéis acima do tolerável.
A alguns, convém que as ideias e conhecimentos com amplitude não vençam, porque a teoria do quadrado, o mais pequeno possível e bem fechado é que interessa.
O imobilismo sentido, provocará desencanto, pois olha-se em volta e estes “doutos pedagogos” que podemos encontrar nas Autarquias, Empresas, Escolas, na TV, no Parlamento, a dormir, a polir esquinas e em toda a parte, jamais tiveram actividade digna de relevo, nem profissão conhecida.
São os colocados da situação, funcionários políticos, pregadores de feiras, encostados da actualidade.
A sua vida é muitas vezes, um vazio sentimental, familiar, social, servindo estas atitudes como forma de auto-promoção ou afirmação, que até lhes dará um grande jeito lá pelos 30 de cada mês.

1 comentário:

Som do Silêncio disse...

Olá!

Obrigada pelo simpático comentário que me deixaste.
Não conhecia o teu blog, mas voltarei certamente.

Beijo Silencioso