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A mostrar mensagens de Maio, 2007
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Por vezes ausento-me para parte incerta, fechado numa concha de que já vos falei, e da qual só eu tenho a chave.
Vagueio dentro dela como vagueio por dentro de mim.
Procuro palavras, frases, significados que me façam ressurgir.

Tenho vontade de ver sem que me vejam, tenho vontade de me trocar todo.
Sinto nas costas olhos que me perseguem, mãos que me agarram, forças que me impelem a transpor obstáculos para um qualquer lugar.
Os olhos são mudos e as mãos cegas, por isso esta loucura tem tendência a passar.

Gostaria de guardar e poder usar todos os segundos que me mantêm acordado.
Coloco uma pastilha elástica no tampo de uma mesa, atiro o cinzeiro para o chão e piso o jornal do vizinho da mesa em frente. Faço uma careta a uma mulher de mini-saia e cabelo anos 60, e canto em voz alta para sentir o resultado desta fraca voz. Subo para uma cadeira e finjo-me estátua.
Saio porta fora de costas fazendo marcha-atrás engatando mudança após mudança. Acho que não passei da terceira, mas isso também pou…
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Durante muito tempo desgovernei-me em pânico, encostava o mais que podia o automóvel à direita nas filas de trânsito, parava e afastava-me o mais que podia para respirar.

Quando entrava num centro comercial era certo que minutos depois toda aquela movimentação, o pesadelo de cores, cheiros e decibéis elevados, fazia-me perder a noção com o pânico a emergir á porta da loucura. Também no cinema a inquietação apoderava-se e raras vezes terminava os filmes, mais centrado na minha respiração e nos suores frios que me toldavam o corpo.

Aos poucos eu e a vida e a vida comigo, mais a alma que resolveu encher e o coração que avisava, ensinaram-me a distinguir e a ver com olhos de falcão, assim como uns abanões no esqueleto que não permitiram que fosse imolado em lume brando.

Não raras vezes senti pontapés na consciência.
Dirigia-me ao espelho mais próximo para visualizar o que se passava por aqui, mas como é óbvio a consciência fechava-se numa concha e não deixava vislumbrar para dentro de si.

Pass…
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Imagina que sou uma estrela e que vagueio neste infindável Universo, habitando um cantinho onde me escondo e quase ninguém dá por isso.
Aí, habito um silêncio que me devolve a alma.
É no silêncio que vivo melhor, que escuto melhor, que vislumbro melhor, que sou melhor.
Foi no silêncio que te vi e por lá fiquei.
Sorrias de cada vez que te olhava e abrias novo sorriso por cada vez que te falava.
Tal como a vida que se torna num jogo, trazias contigo um do monopólio.
… retroceda 3 casas…

Os teus lábios falam sem se mexerem…
Sentia-me o teu herói, tal a forma como imaginava cada gesto teu por cada frase tua, uma reacção por cada ideia que salta para o papel onde docemente penetrava na tua caligrafia mágica.
Sonhava cada pensamento teu por conteúdo mais profundo, cada olhar por cada alcance.
Lançavam-se os dados…
… avance 6 casa…, se passar na casa partida será penalizado…

Sabia que me querias dizer, mas eu precisava sentir.
Sabemos que não basta tocar é preciso querer, como não basta um adeus quando p…
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Este Blog tem sido "atacado" por publicidade não autorizada e que está a ser dificil combater.
Aos visitantes, as minhas desculpas, na certeza de que tudo farei para eliminar estes invasores.
Como compreenderão sou completamente alheio a esta situação, pelo que nada mais me resta do que pedir desculpa.

JP
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Maltrapilho e abjecto vilão.
Compulsivamente chato, rebuscado interesseiro e cinicamente falso.
Usa capa e espada mas não nos defende, ataca pelos flancos e não dá o flanco.
Pior que muitos vilões da história, não teme nada nem ninguém.
Não guarda respeito, não respeita regras e apetece-me desafiá-lo numa luta em tudo desigual.
Parece ter vida eterna.
A espada não mata nem magoa, e deve usar poção mágica tamanha a sua capacidade de resistência.
Olha-me nos olhos e diz: - “ Apenas faço o que tem de ser feito…”
Inquietante.
Corro imenso mas chego sempre atrasado, não me sobra espaço nem tempo.
Procuro esticá-lo mas sou imediatamente derrubado.
Indomável para qualquer um, mesmo os que vivem 36 em 24.
Grande safado que me martiriza e apoquenta e consome toda a energia que me resta.
Ri sobre e para mim, digere bem as ameaças, enfrenta muitos de uma só vez, trata o medo por tu e olha em frente para os desafios.
Tem olhos de quem vive do frio e revela profundidade sem limites.
Tento conhecê-lo melhor, mas …