Fala-se que o Homem foi criado por Deus ao sexto dia e a mulher tirada de uma costela sua, provavelmente num domingo ou dia feriado.

Diz-se até, que misturando carbono 14 com São Paulo, no Salmo X ao quadrado vezes 2 com a bênção de S. Pedro e o Acto dos Apóstolos mais a intervenção do Gallup Institute nos EUA e fazendo a contagem através da Bíblia, chega-se a uma conclusão à qual não dou importância, pois para mim, pobre criatura, com essas contas ainda nos baralham mais... o que é difícil... de baralhados que estamos.

Afiançam também que os Halos do Polónio são as impressões digitais do Deus Criador, tal como escrito no Génesis. Se é ou não... vou deixar para um dos episódios do CSI.

Mas o nosso mundo é como é.
Aos olhos de Deus, aos nossos, aos de alguém ou outro qualquer. Um mundo no qual temos diariamente de gerir o que vai aparecendo, com os nossos limites, a nossa insegurança, os desafios que nos são impostos, a confrontação com o efémero, o transitório.

Crescemos apoiados nestas verdades ou noutras certezas, depende de cada um e do seu trajecto, do que fez, ou do que virá a fazer.
Mas sabemos que tudo vale o que vale, dura o que dura e tende a ser mais ou menos importante consoante o grau ou hierarquia que lhe damos.
E vivemos assim numa "amizade", em que necessitamos de um autocolante para dizermos ao outro que o consideramos amigo, ou passamos a ser apenas mais um atrelado neste comboio de conhecimentos por que passamos.
Os "amores" ora são ora já eram, as "ideologias" vão e voltam, os "deveres" poucos, "obrigações" muitas, a "bipolaridade" é que está a dar, acordamos de manhã com um sorriso e adormecemos de costas para o mundo e de "beiço caído" lá pela noitinha.

Entretanto, “viajamos” de menino para homem, de pobre para rico, “enfatiamos” com uma roupagem que não é nossa e apercebemo-nos que não cabemos nele passado tempo e provações. De corridas de cem metros passamos à maratona e de desapaixonados, para um romantismo atroz.
Sonhamos neste tempo sem tempo e espalhamos frustrações.
Queremos pertencer a algo ou alguém, ou adensamos a nuvem que traz chuva e trovoada se alguém não nos quer a nós.
Tememos o que desejamos e arranjamos escapatórias fugindo em ziguezagues titubeantes.

Tornamo-nos peixinho em aquário. Boca aberta na procura do ar que nos escapa.
Quando pressentimos desejo, abanamos a cauda, quando não, fazemos bolinhas de ar.
Vimos à tona respirar e damos “marradinhas” no aquário quando estamos” meio-tortos” e mais para lá do que para cá.

Esta é uma parte da história que descobrimos quando levantamos parte da pele que nos cobre.
A restante somos nós que a fazemos, bem ou mal, muito ou pouco, do agrado de muitos ou de ninguém, com audácia e perspicácia ou sem coisa nenhuma.
Mas como da pele de cada um sabe o próprio, deixemos que ela se solte ou se agarre, consoante o desejo.
Misturemos então o Carbono 14 com S. Paulo e abençoe-nos S. Pedro.
Assim seja!

Comentários

anna disse…
Continuas a escrever bem! Gosto de te ler... e tens razão: cada um sabe a pele que veste e a hora a que a veste! Pior é quando, apesar disso, sentimos que nenhuma pele é aquela que nos agasalha e nos dá conforto... vamo-nos embrulhando na procura de protecção e segurança para não morrermos de alma gelada!

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