As palavras perdem-se, algumas nem se dão por achadas, os gestos tocam e encontram-nos.

As palavras atiram-se, mordem, cantam-se e ferem, os gestos apoderam-se, enlaçam remexem-nos e soltam-se.

As palavras esfumam-se, os gestos entranham-se, mas ambas vivem em nós.

As palavras amordaçam, descontrolam, desorientam, um gesto afaga, aquece, prende, recicla e orienta.

Quando as palavras são poucas ou indefinidas, e o gesto se esquece, a imaginação faz o resto!

Comentários

Anónimo disse…
Eu ainda acredito que um gesto vale mais que mil palavras...
tcl disse…
Entre palavras e gestos, prefiro os gestos.

Da imaginação, é melhor nem falar.
lamia disse…
É quase sempre verdade que o silêncio é necessário e os gestos imprescindíveis.
Anónimo disse…
No meu ponto de vista o gesto e as palavras têm de dar as mãos, pois complementam-se. Existem gestos que necessitam de palavras como palavras em que são indispensáveis os gestos.

csm

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