05 agosto, 2007


As palavras perdem-se, algumas nem se dão por achadas, os gestos tocam e encontram-nos.

As palavras atiram-se, mordem, cantam-se e ferem, os gestos apoderam-se, enlaçam remexem-nos e soltam-se.

As palavras esfumam-se, os gestos entranham-se, mas ambas vivem em nós.

As palavras amordaçam, descontrolam, desorientam, um gesto afaga, aquece, prende, recicla e orienta.

Quando as palavras são poucas ou indefinidas, e o gesto se esquece, a imaginação faz o resto!

4 comentários:

Anónimo disse...

Eu ainda acredito que um gesto vale mais que mil palavras...

tcl disse...

Entre palavras e gestos, prefiro os gestos.

Da imaginação, é melhor nem falar.

lamia disse...

É quase sempre verdade que o silêncio é necessário e os gestos imprescindíveis.

Anónimo disse...

No meu ponto de vista o gesto e as palavras têm de dar as mãos, pois complementam-se. Existem gestos que necessitam de palavras como palavras em que são indispensáveis os gestos.

csm