09 outubro, 2007



















São tuas as histórias sem nome e sem rosto…

Palavras que lês sofregamente e me fazes perder num deserto de emoções.

Tiveste-me como uma miragem! Tocas-te e desvaneceste
(Não eu! a imagem que querias ver em mim!)

Procuras e não vês, eu vejo que não vês, mas tu não vês nada de mim.

Quando te olho não preciso de palavras

Quando te oiço não preciso da tua presença

São tuas as histórias sem nome e sem rosto…
Tal como as flores em que mexes e exalam perfume que te acompanha
Como folhas no coração.

Por não me quereres ouvir…
Morderás teus lábios deslumbrados e saberás a sangue dos sentidos

Lábios sedentos que tocaram no mais fundo do âmago e encontraram
Palavras escritas por mim.

Porque esperas meu Deus,
Para me cravares de palavras petrificadas
De sangue que jorra como lava
Por dentro de mim como vulcão.

Porque me tornei efígie de sal
Como mito, aguarela de espanto
E “obrigo” outros a ouvir-me e a entender o que sonho.

Para mim traço desafio… por querer tanto
Dou o peito às balas com incenso e encanto.

E prendem-me língua, seguram-me dedo
amarrotam-me a alma e censuram a escrita
Proíbem palavras.

Lanço-me então ao céu em asas
E esvoaço entre nuvens de ciprestes
Como Anjo.

Fui
Esfumei
Perdi-me em nuvens ancestrais penduradas em arco-íris.

São tuas as histórias sem nome e sem rosto…

Quando te olho não preciso de palavras
Quando te oiço não preciso da tua presença

Quando me lês não precisas de mim
Porque tantas vezes me silencio e são tão poucas as pessoas que sabem…
Chegar a mim…!

5 comentários:

Paula disse...

Meu Deus! Subi ao céu e ainda por lá estou a flutuar!
O que a mente humana pode fazer com as palavras!!!
E que poder têm as palavras na mente humana!!!

Abraço

Anónimo disse...

Quando te leio, sinto-me a mim... Tomo consciência de tantos vácuos em mim á espera de serem preenchidos... Quase tão inacessíveis quanto essa tua concha...

Som do Silêncio disse...

Gosto imenso de te ler...sabias?

Beijo Silencioso

Azulrei disse...

Usas roupagens de palavras coloridas de Arco Iris, esvoaçantes como pássaros alegres num Céu de Maio...
Passas, roçando levemente, como seda em pele ansiosa, emanando perfumes de mil flores exóticas vindas de Jardins Perdidos, embriagando os sentidos de quem te lê, com sílabas inaúditas e mágicas como água cristalina de Lagos Encantados...

Tal o mundo que ofereces aos olhos que nunca deixam de te ler...

A COR DO MAR disse...

Gostei muito do teu blog ;9
Beijoca