24 novembro, 2007







Dançamos de novo?

Todos os outros ruídos se silenciam para ficar apenas a melodia liquida de
uma união entre dois corpos que se embalam numa corrente de harmonia melodiosa.

Hoje, apetece-me dançar de novo…

Colaste-te a mim como tatuagem e o teu cheiro cobriu-me como pétalas coloridas

Fazes a minha alma dançar ao ritmo do tango em voltas e voltas que não param mais.

“Carlos Gardel” seria aluno de tão brilhante professora, eu, apenas ritmava passo em compasso de uma doce espera por ti.

Enrolo, viro e reviro e passo a passo conquisto o espaço entre nós.

Voltas-me e enlaças-me, esticas o braço e afastas-me num doce tornear de ancas e o meu coração é uma pergunta difícil que não encontra resposta a não ser em ti.

Agarrei-te de novo e num assomo de importância levantei a cabeça e rodei contigo colada e ombros nos ombros e braços nos braços e coxas nas pernas ou pernas nas coxas que já de mim nem sei…

E perdi-me no tempo e no espaço e atirei com o dia ao chão pontapeei as horas e liquidei os minutos…

E vamos “a volver” e “el dia que me quieras” não acabam nunca, num sapateado que me enlouquece.

Hoje apetece-me dançar contigo…

Porque a vida inteira é pouco para o abraço imenso que te quero dar

3 comentários:

Ana disse...

Gosto quando fazes posts optimistas :-)

tcl disse...

ora nem mais. concordo aqui com a ana.

Paula disse...

E é na dança que os instintos se elevam em movimentos frenéticos que nos conduzem ao extase!

Senti-me dançar!