26 dezembro, 2007







Sabias-me de cor pelo cheiro, aroma fresco de ternura
Pela música translúcida dos teus lábios em mim

E sabendo-me partido em pedaços, colavas com beijos, saliva e suor na pele rasgada
…e descobríamos o Mundo,
pintando em aguarelas de cor, almas unidas num só gozo.

olhando-te no teu corpo de mulher
Esboçavas rabiscos teus em mim
Como só nós podíamos inventar, novas cores, novos aromas, novos e renovados desejos.

E quando exaustos fechavam os olhos, ainda éramos nós, pinturas soltas e alegres de amantes pendurados no desejo de aguarelas nuas como Van Gogh.

E ver-te nem que pela ultima vez,
Inebriante desejo de orgasmos infindos, como pétalas que se soltam em lugares recônditos do teu corpo, em cheiros e formas e desejos

E ver-te feliz

Com solfejos de lábios em mim, ardendo num contorno, retorno de doces morangos em pele humedecida pelo toque de frutos silvestres em chocolate feito eu.

E busco e rebusco imagem de ti
Com ganas de te engolir inteira, de um trago, de uma só vez
E desapareceres em mim, como eu em ti.

E já soltos e mortos para o mundo voamos em paletes de cores garridas por quadros de pintores famosos como asas de Anjos que sentimos, mas não vemos.

2 comentários:

Paula disse...

Meu Deus!!!... ...

Anónimo disse...

tanto amor.......tanta paixão!!!