07 janeiro, 2008














Agraciada por uma silhueta intermitente,
Inteligência rara e óbvia presunção.

Arrasta um olhar flamejante pela rua fora
Olhando de soslaio para agruras de vida
Quadros inacabados de uma paisagem incerta,
Cuja linha de horizonte, todavia, adivinha...

Páginas escritas sem sentido, desconexas, cruéis e vagas
Frias com memórias vivas e escassas permanências
Vai vida fora sem sentido, bamboleante, gracejando inquietação
Solta-se a bombordo
Ajeita-se a estibordo
Como Éros, bela e irresistível, mas unificadora
Navega em mares como Ulisses sob o canto das Tágides.

Riqueza interior amealhada
Tesouros por partilhar,
uma alma incauta em gestos que anulam distâncias
Como luz fragmentada sob um Deus nu.

2 comentários:

Anónimo disse...

No teu melhor....!

Anónimo disse...

bem bom...