Efémera a noite em que me encantei por ti
Num sonho de desejo em que te invado de mim
Pêndulo instável num desequilíbrio permanente e eu… sem ti.

Vou à procura do sonho em mares revoltos,
Um sonho em que desenho nos teus lábios trajectórias com os meus dedos e os contornos de luz que me invade antes do beijo.

Vou à procura do sonho em que me vejo
Numa doce sensação de te invadir pernas e ancas
Em que rodopio e te procuro, afago no pescoço e deleito no leito, contigo quente em meus braços vigorosos.

Gestos que me incendeiam as veias, sopro de ar que me encurrala na tua garganta enquanto vislumbro a curvatura do teu joelho e no qual adoro o sorriso do teu umbigo.

Vou à procura do sonho em que sei dos caminhos em ti, que desejo percorrer,
caminhos de ti.

Desejos ternos rebuscados nos ombros largos que te acolhem, enquanto perscruto a tua imagem de mãos macias como cego em Braille.

E ao teu lado me deito cansado, de voltas e revoltas, de corrupios e rodopios, de mãos entrelaçadas em apertos bruscos do teu corpo no meu.

Vou à procura do sonho em que te vejo enrolada em mares revoltos,
como sereia que me canta e encanta, enquanto me torço, viro e reviro e desespero,
porque…
Se me faltas…
eu morro

Comentários

av disse…
Um sonho bem erótico, Pedro.
Acordomar disse…
Ola Pedro :)

gostei do poema

deixo-te um beijinho
Anónimo disse…
Um momento lindo de amor......
Anónimo disse…
tudo o q nos faz falta nos faz morrer um pouco...
lamia disse…
Linda a paixão impressa nestas linhas.
Por vezes até a dependência é doce.
tcl disse…
bendita a musa que te inspirou desta vez!

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