01 abril, 2008





Quero o meu amor entre os dentes, apertado nos meus lábios de morango,
feita baunilha e caramelo.

Quero o meu amor, nem largo nem apertado, nem alto nem baixo, mas na medida exacta do termo e o termo exacto na medida.

Quero o meu amor aos pedaços, aos molhos, por inteiro ou entretanto.

Quero o meu amor aconchegado, inquieto, beijoqueiro, atrevido e bem apertado.

Quero o meu amor sem antes nem depois, no momento exacto e presente.

Quero o meu amor pela cintura, e na medida dos pés à cabeça.

Quero o meu amor enquanto dure, com todos os predicados, sujeitos e complementos directos.

Quero-o, livre e solto, acordado e a dormir, com fins, princípios e preliminares, doce e amargo, corajoso e divertido, aos pulos e amarrado, seguro e inseguro, no antes e no depois.

Quero o meu amor, com os defeitos, planos e virtudes, a pé ou de carro, frágil ou confortável.

Quero o meu amor, de olhos claros,

Azuis de água salgada, perfeita dentro de mim.

2 comentários:

av disse...

Lindo.
Beijinho

ariana luna disse...

Se o queres assim tanto, irás tê-lo.