05 junho, 2008

O meu Amigo...!












Andam aí umas figurinhas patéticas de rapapé, que lambisgóias, julgam ter o mundo na mão e um homem na outra...

Isto a propósito de um amigo que anda a "bater mal" (agora me lembro que ele nunca bateu bem...), porque uma dessas insensíveis criaturas de poleiro, arrebatou-lhe coração, alma, e bolsos.

Ok, ela era um modelito, talvez mais um avião, mas aquele tipo nunca se contentou com um simples Fiat 500...

Eu cá, quero um amor de armas. Revolucionário.

Daquelas de "estrafegar" tudo na proporção do tempo que levamos a limpar uma Kalashnikov ou uma G3.

Daquelas tipo "Tomb Raider", arma no coldre, amor num abraço e arrebatador despertar dos sentidos. Aquele amor que não caia no comodismo nem o comodismo se incomode com ela.

Aquela que mesmo na maior das refregas, na luta titânica, no incomensurável ataque bélico, seja capaz de me chamar, para lhe passar o creme esfoliante.

Essa que me arranha as entranhas, que me espreita a garganta e com um simples toque na cavidade me exalta freneticamente o coração, passando de uma arritmia incerta para um bater compassado, como mão de cirurgião.

Quero socializar-me com ela, aculturar-me com ela e trocar experiências cientificas no maior arranha-céus do mundo, como se o mundo fosse um metro quadrado em volta.

Agora sim, estaria na penumbra da vida e na indiferença dos olhares como qualquer mortal que se preze.

Com este amor, comprava um terceiro-direito em Xabregas e volteava em danças de lençol, numa distância entre o Cristo-Rei e a Ponte sobre o Tejo.

O meu amigo está recuperado, apesar das meninges atabalhoadas.

Deixou-se de criaturas imberbes da Linha com geminações de sítios brasileiros que até de pronunciar faz doer o céu da boca.

Eu faço-me feliz.

Entre o Azerbaijão e a Arménia, o Kazaquistão e o prémio Pullitzer e uma espingarda de ponta com uma ponta de cair p´ro lado.

Eu e o meu amigo vamos morrer com um sorriso, outros ficarão com rugas na alma e fechos no coração.

... Deixá-los,pobres criaturas...!

3 comentários:

T!na disse...

» Essa que me arranha as entranhas, que me espreita a garganta e com um simples toque na cavidade me exalta freneticamente o coração, passando de uma arritmia incerta para um bater compassado, como mão de cirurgião. «
Nâo encontro palavras para comentar,alias mais uma vez ... Bravo

Paula disse...

Muito bem! Se tivesse de escolher um amor, também quereria um que não caisse no comodismo e com um simples toque me exaltasse, aliás com um simples olhar ou palavra!
Infelizmente também andam para aí uns "lambisgóios"!

antonia disse...

José
Existe esse amor que descreves tão bem?
Se tens a fórmula, por favor, repasse. Tenho sonhado com ele minha vida inteira... e até agora, nada.
Se forem somente palavras, parabéns, elas são lindas... e deixam o desejo de provar.