22 novembro, 2008





As luzes tinham sido amantes nas margens do rio, numa volúpia dançante com jeitos de bailarina.
O espelho de água reflectia cor, tempo, alma e desejo, devolvendo tudo como só o rio o faz.
O tempo, seco e distante não permitia avanços nem recuos.
Era assim e ali.... Só.

A noite era curta para a lassidão de um abraço apertado que te prometera faz tempo.
Escondi as mãos nas tuas costas e soprei-te para te vampirizar pescoço e coração.
O sangue que te percorria gelou, e fincaste unhas na minha direcção.
Interrompi respiração por um abraço. O rio gritou... as margens transbordaram.

As luzes, como néons brilharam mais e mais, fazendo com que a lua se envergonhasse de tanta cor.

Era colorida a noite e tu jazias nos meus braços, quente, intensa, num aconchego doce que inventei só para ti.

2 comentários:

cocas disse...
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Cocas disse...

Divino, esse aconchego que descreves...

Adoro estes textos.
Beijinho