As luzes tinham sido amantes nas margens do rio, numa volúpia dançante com jeitos de bailarina.
O espelho de água reflectia cor, tempo, alma e desejo, devolvendo tudo como só o rio o faz.
O tempo, seco e distante não permitia avanços nem recuos.
Era assim e ali.... Só.

A noite era curta para a lassidão de um abraço apertado que te prometera faz tempo.
Escondi as mãos nas tuas costas e soprei-te para te vampirizar pescoço e coração.
O sangue que te percorria gelou, e fincaste unhas na minha direcção.
Interrompi respiração por um abraço. O rio gritou... as margens transbordaram.

As luzes, como néons brilharam mais e mais, fazendo com que a lua se envergonhasse de tanta cor.

Era colorida a noite e tu jazias nos meus braços, quente, intensa, num aconchego doce que inventei só para ti.

Comentários

cocas disse…
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Cocas disse…
Divino, esse aconchego que descreves...

Adoro estes textos.
Beijinho

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