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A mostrar mensagens de Setembro, 2013

MOMENTO

Abres o corpo em pétalas de lágrimas, cor de bronze e cheiro doce de memórias invisíveis e palavras por dizer.
Derramas suspiros pelo peito em alvoradas firmes de existência.

Abro janelas, recorto portas e vidraças e rasgo-me no arame farpado do meu interior.
Dilato-me enquanto te escrevo postal de arco-íris perfeito, com pó das amêndoas e figos por descascar.
Figuras esquálidas como fantasmas que nos habitam num  sorriso dente-sim,  dente-não. São assomos de coragem, flor de anseio vertical num poema que demora.
Suspendo o tempo, esvazio as palavras e adorno a língua que se abre ao sol, e espremo a prece na paz dos teus braços e no aconchego dos teus olhos.
Palavras que envelhecem comigo como a tua luz e o meu Anjo que a guia.
Não há pontes nem atalhos, linhas rectas ou circulares na dádiva das tuas mãos, nem passos nos teus dedos que me cruzam caminhos, em frases e frases dilacerantes, enquanto me reduzo ao silêncio de um hálito quente.
Holograma colorido, riso fácil, dedos empertigados e fi…