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A mostrar mensagens de Setembro, 2014

Através de uma lâmpada...

Eu não te disse que era hoje, ontem ou amanhã... nem que o tempo da colheita terminou ou que a chuva parava de me arreliar.
Nunca pensei atrasar o tempo nem parar o coração para não disparar ou escapulir tenebroso. Jamais te abriria a alma como ventre nem semeava o terreno fértil da tua memória.
No entanto o rio corre entre as árvores, giestas estendem-se a céu aberto cobrindo a mancha urbana da cidade. Temos jardins de buxos, magnólias cor-de-rosa vento gelado e chuva pelo empedrado granítico. O Porto como só o Porto.
O mundo dormia, ou parte dele, e eu estava no silêncio da cidade rouca de cansaço, gente na ribeira acocorada entre vielas, os guindais em sobressalto, tascas com gente dentro. Nunca totalmente adormecida. 
Aos poucos, alguns transeuntes deambulam saindo dos fundos das ruas convergindo em várias direcções. Uns nos transportes, outros no granítico da baixa, outros ainda no “cimbalino” para começarem o dia.
 Bátegas de chuva na vidraça como se chorasse. Edifícios desbota…