<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305</id><updated>2012-01-30T21:03:53.043Z</updated><title type='text'>1000CONVERSAS</title><subtitle type='html'>Mil conversas, mil temas, mil opiniões, falar de tudo ou quase nada. Desabafos, alegrias e tristezas, risos e cantos, choros e gritos aflitos, saltos na rede e sem rede, liberdade total e inteira responsabilidade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>375</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1420188568425692055</id><published>2012-01-09T22:33:00.001Z</published><updated>2012-01-09T23:08:28.222Z</updated><title type='text'>Ai de ti...</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/CJDAmXHHfuM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mexo-me e encolho-me na tua presença. Saio de mim e entro num caminho sem sentido.&lt;br /&gt;Bifurcações ou desvios acidentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre a tua presença, a tua imagem, as fotos na praia, o meu biquini preto com laçarote do lado esquerdo que teimavas desapertar, o teu peito no meu em ânsias de morte e asfixia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ausência faz tempo. Os teus não-diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não me respondes, mata-me. Se não me matas morro à mesma, pronto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não te desejo mais nenhum 'Bom Dia', nem 'Boa Noite', nem digo 'Olá'. &lt;br /&gt;Não te chamo 'meu querido', 'meu Anjo-da-guarda'. Não te trato do cão.&lt;br /&gt;Não te leio, não olho para os teus olhos de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falo mais de ti a mim.&lt;br /&gt;E tu, descaradamente respondes… &lt;br /&gt;-"E eu com isso?" e pronto. Morro mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto tudo depois de sair do teu peito, hoje à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão tinha a minha avó Maria, não se pode confiar nos Homens. &lt;br /&gt;Ela que engravidou cedo de um tropa de partida para África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse que nunca quis saber dela e a coitada a carpir mágoas, rezando pelo seu bem-estar. Até hoje… pelo que sei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, vou por uma mordaça na boca e vou-me algemar para não ter a tentação de falar contigo.&lt;br /&gt;Vou suster a respiração até "rebentar".&lt;br /&gt;E vou-me anestesiar para não sentir o teu feitiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda assim, volto a perguntar porque não me olhas, não me tocas, nem me queres… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;… será o teu feitiço? Ou serei eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velinhas e rezas à Sra de Fátima, o teu cheiro ainda nas paredes, o frigorífico pela metade, os “tupperwares” da tua mãe…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo que o menino não comesse, que eu não te alimentasse… eu que tirava da boca para ti, do peito para ti, do corpo todo para ti… E, no entanto, as orquídeas que secaram, o bouquet dos cinco anos e três meses, a tua não-lembrança, a minha mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rédea curta, dizias tu. E eu a imaginar-te corredor de fundo, papa-léguas, saltitão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não me queres, diz. Afasta-me com forcep´s, atira-me de supetão, faz de mim o enclave na guerra norte-sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão tinha a Avó, por não crer nos Homens. Valha-me Deus ou o apregoado Senhor dos Anjos aflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dormir semana e meia, desconjuntar-me toda. Vou a reparar na oficina, trocar peças, rolamentos e cabeça. Os “pistons” também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe dás por mim, ou te apoquenta a minha figura, o meu novo traje, gente por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou mando retirar a tua chávena, a fotografia na mesa de cabeceira a três-quartos, o teu cheiro invasor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre que és chato. Se não me respondes, mata-me.  Se não me matas, morro à mesma, pronto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1420188568425692055?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1420188568425692055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1420188568425692055' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1420188568425692055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1420188568425692055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2012/01/ai-de-ti.html' title='Ai de ti...'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/CJDAmXHHfuM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-3749992880438299500</id><published>2011-12-23T00:40:00.001Z</published><updated>2011-12-23T00:41:58.005Z</updated><title type='text'>RELOGIOS DE TODAS AS DEMORAS</title><content type='html'>&lt;iframe width="520" height="305" src="http://www.youtube.com/embed/8EFMojiDY2k" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estalido de fechadura nas minhas costas. &lt;br /&gt;Tu em reticências, um peito de delito a qualquer hora. Pescoço e pernas delgadas como desnorte de náufrago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectro lívido na tua presença. O meu protesto à porta do teu corpo.&lt;br /&gt;Juras de amor sôfregas, promessas e suspiros de devoção. Paixão como semáforo intermitente, beicinhos e choros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regresso ao teu corpo diluído, antipartículas, sonho em fragmentos.&lt;br /&gt;Intermitências onde se abriga nocturna a lua pálida e pérfida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vês como se aninham parados os relógios de todas as demoras ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me medo que a saudade liquidifique, trémulo bambu, beijos melosos percorrendo o caminho sinuoso das tuas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redime-me. Absolve-me em confissão. Multa-me por engano cósmico, sangra-me a pele, repete-me tresloucada a boca no meu beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas, minutos e segundos, que se amontoam na aridez sedenta da pele.&lt;br /&gt;A fonte de todos os males, uma boca de alimento nos frutos dos teus ramos.&lt;br /&gt;Os teus braços. &lt;br /&gt;Braços, sim. Braços de envolver, de embalar meninices e entoar baixinho as emoções de outros rios, outros lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, em desuso, noves-fora-nada, raiz quadrada entre nós, oxidação do tempo, esbelta madrugada, querubim que te protege, relógio atrasado na desordem do encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teus lábios pretensiosos a morder-me mundo e fundo, mãos no teu vestido cintado, batidas cardíacas em ritmo de samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volúpia de sombra, lábios espelhos de alma, lágrimas secas e sofridas.&lt;br /&gt;Foram parados por nós os relógios de todos as demoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Latido de cão, trancas na porta, mímica de silêncio quando me puxas o corpo, abafos de dor, um trilho seguro, camadas de pó em três assoalhadas e uma mansarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos entrelaçadas num expirar de prazo, eco sem uso, rascunhos sem preconceito, lua nova mapeada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua vida caligrafada em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grilhões do tempo, contorno da tua boca, um olhar cristalino e uma língua sem temor num tempo sem demoras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-3749992880438299500?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/3749992880438299500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=3749992880438299500' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3749992880438299500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3749992880438299500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/12/relogios-de-todas-as-demoras.html' title='RELOGIOS DE TODAS AS DEMORAS'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/8EFMojiDY2k/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2131161084066461398</id><published>2011-12-20T00:20:00.004Z</published><updated>2011-12-20T00:29:40.608Z</updated><title type='text'>Escrutinio do tempo</title><content type='html'>&lt;iframe width="520" height="305" src="http://www.youtube.com/embed/oRrb1Eip4rk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A angustia do sentido da vida e o relacionamento com ela, &lt;br /&gt;Defeitos que se afiguram mais nítidos, as insuficiências e os erros. &lt;br /&gt;O caminho da coragem. O sorriso feito coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho apressado para os cinquenta. A idade fica apenas mais nítida e aumenta o encanto.&lt;br /&gt;Nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é Dezembro como sempre. Frio, chuvoso, inquietante.&lt;br /&gt;Flores e pétalas avermelhadas, nuvens sujas. Plantas que entortam o muro do quintal. &lt;br /&gt;O gato imóvel &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parvo do gato que quando miava se queixava de mim à minha Mãe...medricas. &lt;br /&gt;- Mariquinhas é o que és. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo embaciado como os óculos do meu tio na ponta do nariz.&lt;br /&gt;Ele, elegante, chapéu aprumado.&lt;br /&gt;- A bênção Tio. – Deus te abençoe, sobrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros que não acabam nunca. O cheiro agradável do "after-shave" do meu Pai.&lt;br /&gt;Domingo de nuvens sujas, a tarde triste, um sol escondido sobre o Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus quinze anos. O parvo do gato, ainda imóvel. &lt;br /&gt;As fisgadas nos pássaros, as bochechas rosadas da minha vizinha da frente. &lt;br /&gt;Sombras das árvores no quintal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hospital das “Guelas de Pau” , o porteiro numa caixinha de vidro. Correrias rampa acima aos pontapés na bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vizinha rosadinha que me atira bilhetinhos. Um dia destes vamos comer “fava-rica”. Eu, ela o Almeida e o Chico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casas com cheiro a antigo, tarecos nos móveis, naperons com argolinhas, flores de plástico. O Hospital com cheiro a infeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo cheira menos o gato... Imóvel.&lt;br /&gt;Só pode estar embalsamado, o parvo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias que se socorrem de outros dias. Percurso encharcado na manhã, e eu, distraído, tocando-te nas margens da pele. &lt;br /&gt;Conversas noite fora, bocejos de fome e diálogos guardados como relíquias.&lt;br /&gt;Não pela verve, sim por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava de tempo a fundo perdido.&lt;br /&gt;Noite como se nunca acabasse. As contas do dia. Cada vez mais contas e menos dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, com quinze anos, paixão como cegueira, solidão no meio do mundo, as miúdas como figuras santas, altares engalanados, o frenesim e a dor de barriga na preparação do baile de garagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingimentos de Princesas de Fábulas a reboque de sete anões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho sinuoso da paixão. A minha mãe que me olha pelo canto do olho, o nariz torcido da minha avó, e eu, nuvens e pássaros e musicas e bailados e encantos no corpo delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afecções na saúde e uma perda de tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Borbulhas na cara, a clarividência do meu sorriso quando te vejo.&lt;br /&gt;-Criancices... - Dizem uns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingos engalanados na missa das onze. &lt;br /&gt;A noite que se faz escura sem limite de tempo. O seu aconchego que trato por tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrutínio da vida. Céu sem nuvens. O traço incerto dos teus dedos minúsculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As incisões na pele aos cinquenta, memórias e retratos que acompanham.&lt;br /&gt;O prazer do silêncio e a mesma angustia no sentido da vida.&lt;br /&gt;Hoje precisamos de mais caminho para a coragem e um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parvo do gato e o seu miar imóvel.&lt;br /&gt;- Mariquinhas, é o que és!.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2131161084066461398?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2131161084066461398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2131161084066461398' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2131161084066461398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2131161084066461398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/12/angustia-do-sentido-da-vida-e-o.html' title='Escrutinio do tempo'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/oRrb1Eip4rk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-3373942016130663029</id><published>2011-12-02T21:26:00.000Z</published><updated>2011-12-02T21:26:47.571Z</updated><title type='text'>Trovoadas e tempestade</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/E1W5lFW-vUY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, Tu e as trovoadas. Raios e relâmpagos. Trovões como paquidermes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua Tia carregadinha de cremes, debruçada na varanda.&lt;br /&gt;A minha Avó de bengala. Monogramas nas fronhas que vai cosendo. Fímbrias douradas e azul celeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, menina. Tosse rouca que partilhavas num vendaval brônquico qual relâmpago em aguaceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois no entreposto entre as duas portas. Pé aqui, pé ali.&lt;br /&gt;Inocentes de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reza a Santa Bárbara. O céu iluminado e nós desafiando paquidermes grotescos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltinhos entre quadrados desenhados no chão, voltas e voltas, um beijo na face esquerda, protegida dos olhares certeiros da Tia e o trovão a espreitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio nas entranhas da casa. Água tépida. Três assoalhadas. Esgares de gente que não conheço em molduras marteladas na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naperons com argolinhas, afectos em repouso, rugas de mansinho na cara da minha Avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuva em bátegas na vidraça, o gato fru-fru enrolado nas tuas pernas tentadoras. Eu destemido invasor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tabuleiro de xadrez. Torres derrubadas, cavalo aos pinotes numa correria de xeque-mate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua Tia carregadinha, lápis de cor no lugar das sobrancelhas e tu, dedos muitos, a atrapalharem-se nos botões. Eu quase em pânico. Os botões atrapalhados também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha os detalhes do teu corpo ancorado em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu com medo que os pulsos disparassem com o batimento sistólico e que as tuas mãos sejam mãos outra vez, ou que a tua geometria baile no espaço entre os nossos pontos convexos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto silencio da minha Avó. A quantidade de medo dentro do silêncio da minha Avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos e dedos e o teu ar rarefeito no meu lóbulo esquerdo. O ar que não multiplico mas que me falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltam vidraças num bater de porta aflito... solto as amarras na tua cintura. &lt;br /&gt;A redenção dos pecados nos cremes da tua Tia. &lt;br /&gt;Um lábio acima outro abaixo, pinceladas rupestres e a serenidade da experiência na voz do silêncio que a minha Avó desperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meninos, cuidado com os trovões. Pode vir aí mau tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-3373942016130663029?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/3373942016130663029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=3373942016130663029' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3373942016130663029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3373942016130663029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/12/trovoadas-e-tempestade.html' title='Trovoadas e tempestade'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/E1W5lFW-vUY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-906944442666603102</id><published>2011-11-29T13:12:00.003Z</published><updated>2011-11-29T14:49:31.062Z</updated><title type='text'>Poções Mágicas  e um Sorriso</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/M807Ks9N3fs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove imenso neste dia e é quase Dezembro.&lt;br /&gt;Estou em pedaços. Incompleto. Esquartejado em meia-lua ou quarto-minguante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta-me fazer magia para completar o círculo da vida. A magia que tu fazias em azul. Os teus olhos em azul. &lt;br /&gt;E eu piso de novo os meus passos numa procura de alma em labirintos inquietos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu é um lençol pejado de estrelas, e o arco-íris, um caminho para lá chegar. &lt;br /&gt;Resta-nos o caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo em combustão entre a saudade e o devir. Arrumo coisas que julgava terem tido o seu lugar.&lt;br /&gt;Volta-não-volta, desarrumo gavetas onde as deixei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto, a sombra da voz e o teu sorriso. &lt;br /&gt;O beijo que envolve, a mão que protege, o grito que abafo, o musculo que absorve. &lt;br /&gt;Parágrafos que deslassam emoções, risos inocentes, enxurradas de sílabas a matarem esta saudade que corrói. &lt;br /&gt;Versos que largaste, o abraço que me deixou e um coração com as cores em agonia. &lt;br /&gt;Frases soltas, que não sei como encaixar. Um espaço sobrante… o teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou entre lugares que não me pertencem, lugares que não conheço, algures entre dois caminhos. &lt;br /&gt;Pedaços que me faltam, vozes em correntes desenfreadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o silêncio da noite. Sempre noite.&lt;br /&gt;A noite e os meus dedos musicais que falam dedilhando.&lt;br /&gt;Dedos que percorrem e revolvem emoções pirateadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove imenso neste dia e é quase Dezembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a idade numa curva mal calculada, um amor que me enrola em mantas de palavras ditas no contorno da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós que desato como as dores, uma a uma. Ciclos que não encerrei e sonhos descortinados e repaginados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho poções mágicas e um sorriso.&lt;br /&gt;Um sorriso dos teus em Dezembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-906944442666603102?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/906944442666603102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=906944442666603102' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/906944442666603102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/906944442666603102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/11/pocoes-magicas-e-um-sorriso.html' title='Poções Mágicas  e um Sorriso'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/M807Ks9N3fs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8949591331960383485</id><published>2011-11-04T21:12:00.000Z</published><updated>2011-11-04T21:12:49.341Z</updated><title type='text'>IN MY PLACE...!</title><content type='html'>&lt;iframe width="520" height="305" src="http://www.youtube.com/embed/yEoHFzEmld0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o meu lugar. Um lugar novo.&lt;br /&gt;Um espaço fechado de silêncio e paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedaços de algodão como flocos de neve. Fiapos de luz tecida num candeeiro bifurcado em complexo de teia.&lt;br /&gt;Almas e gentes, diabretes e aflições, tudo na alma. Tudo numa alma.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu corpo quente ancorado nos meus lábios, enquanto solfejo palavras perto do ponto final deste texto. &lt;br /&gt;E neste lugar vazio de gente, cheio de mim em ti e de ti em mim, cirandamos descalços pelos trilhos misteriosos da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Deuses devem ter enlouquecido e semeiam segredos na voz desavinda das pessoas. &lt;br /&gt;As pessoas enlouqueceram e desafiam os Deuses sem complexo nem voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cabelos em cascata dos Anjos, prendemos gestos para esconder a saudade.&lt;br /&gt;As nuvens vistosas repisam desejos e o rio repleto de carisma alonga os seus dedos rodeando os nossos corpos enlaçados e invisíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sãos os teus sonhos que se fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua teima em não se envolver, depositando nas paredes nuas dos prédios a minha sombra. &lt;br /&gt;O eco da fala morde o meu sossego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato mia no silêncio…. &lt;i&gt;É de ouro, … -dizem!....O gato…-ripostam&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horizonte é frio e húmido. O teu fôlego aconchegado a mim. Um caos a parir nova ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua boca que me faz desordem. Fragmentos inconciliáveis nos desenhos que traçamos. &lt;br /&gt;Rosto acostado em rosto, mão em mão, textura quente do corpo a querer acordar sob o signo de outro tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é sem duvida o meu lugar. Um lugar novo.&lt;br /&gt;Feito de silêncios, queixumes atirados ao desconcerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desalinho no tempo, bátegas de chuva, nuvens ritmadas a pousarem lençóis de água em mim.&lt;br /&gt;Preciso do sol neste espaço como amor em drageias bebidas no tempo certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feixes de luz musicados, relâmpagos fluorescentes esbatidos até o tempo fechar.&lt;br /&gt;Frutas maduras, castanhas dissecadas, arrulho de pássaros, lágrimas de calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teus olhos que buscam lugares, mãos em concha, um caminho de sol entre nuvens entupidas.&lt;br /&gt;O teu coração com asas de fogo, a tua voz, a tua boca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o meu lugar. Um lugar novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8949591331960383485?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8949591331960383485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8949591331960383485' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8949591331960383485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8949591331960383485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/11/in-my-place.html' title='IN MY PLACE...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/yEoHFzEmld0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2635857136632139883</id><published>2011-10-25T13:14:00.003+01:00</published><updated>2011-10-25T22:47:11.016+01:00</updated><title type='text'>SEGREDOS DOS DEUSES</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/r1gzjcMT2ks" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dia abraço o Tejo… de noite a madrugada.&lt;br /&gt;Da minha janela a cidade e uma luz esvoaçante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do nosso quarto vês a Lua, um rio, espelho de água e uma traineira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí navegam os meus silêncios, enquanto corpos se enlaçam nos beirais, nas pontes à descoberta e nas ameias do castelo.&lt;br /&gt;Tens Lisboa nos lábios, fado inquieto na língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuvens bailam a céu aberto, pinturas a carvão em tela difusa. &lt;br /&gt;Lisboa de sombra e luz. Partir e ficar. Máscaras caídas após o bater das asas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoritas como contos de polichinelo, damas de cetim e olhar amendoado.&lt;br /&gt;Lágrimas que apertas no peito. Caderno de partitura com música escondida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jardim abraço o dia, na praia o pôr-do-sol.&lt;br /&gt;Olhos de Anjo em segredos de pássaro. &lt;br /&gt;Saudades com gente dentro. Carótida atiçada. Eufemismos na tua boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deuses em rastos de gente, dentes que sobejam num sorriso.&lt;br /&gt;Olhos na névoa que se dissipa em bando. &lt;br /&gt;Feridas afagadas para que não sangrem,   este texto que sai sofrido e uma bátega de chuva no parapeito, esventrando a noite adormecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um tempo de deuses e anjos.&lt;br /&gt;Sonâmbulos ancestrais, o meu doce refeito na tua boca e o teu arranhar ao de leve nas franjas do estuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrosca-te sem inquietação, prende-lhe post-it´s na roupa e faz-te figurante e narrador.&lt;br /&gt;Aconchega-o no peito, acaricia-lhe o cabelo ao de leve, deixa o teu coração bater no espaço quente do dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anjos de asas coloridas… a terceira cor do arco-íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dia abraço o Tejo, a ponte em sobressalto&lt;br /&gt;De noite a Lua dançando com nuvens a céu aberto, enquanto me fazes adormecer nos teus braços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão estes os segredos dos deuses ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2635857136632139883?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2635857136632139883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2635857136632139883' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2635857136632139883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2635857136632139883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/10/segredos-dos-deuses.html' title='SEGREDOS DOS DEUSES'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/r1gzjcMT2ks/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4845978272182120283</id><published>2011-10-15T22:18:00.000+01:00</published><updated>2011-10-15T22:18:04.961+01:00</updated><title type='text'>Mil poemas na tua voz....</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/n6j4TGqVl5g" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo da noite mal dormida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu corpo balança suspenso no vácuo dos teus braços e o teu beijo continua ligado por um hífen ao meu coração. &lt;br /&gt;Pedes-me que te ajude a suster o sonho que te denuncia, num registo de inquietação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu vigor em peito arfante num sono que não consegues dormir. &lt;br /&gt;O teu suor que se espalha entre a pele e o cetim que te envolve cama.  &lt;br /&gt;Ínfimo cristal numa noite de fantasmas, sombras que se espalham, corpos esvoaçantes de anjos numa sublime elevação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nebulosas diatribes que expeles corpo fora num remoinho constante entre lençóis, como se os meus braços te amansassem fúria  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajuda-me a conter nos pulmões este luar minguante que invade os côncavos e os convexos da minha solidão.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilumina a minha alma incorpórea e alva. &lt;br /&gt;Deixa que eu a veja retratada em ti, gémea e doce, antes que os derradeiros esquissos do sonho se apaguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheceu,  e abandonas-me ao estrépito rotineiro do relógio. &lt;br /&gt;Fugiste no momento em que os meus braços lançam chamas envolventes na tua direcção, e o meu corpo resfria num amontoado de desejos retalhados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as palpitações que me fazem ser. &lt;br /&gt;Os extra-sístoles que inquietam este corpo sedoso e mole, presente e constante envolto em nuvens de azul neste quarto impiedoso que me faz amar-te às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laivos de insanidade. O teu eco. A tua voz e o teu olhar espalhado nos quatro cantos. &lt;br /&gt;Já não permanecemos nas palavras... e este fogo que se extingue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deuses e anjos coabitam na mesma existência neste espaço indefinido de inquietude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acende-se o dia sobre a cidade. Um manto de frio e nevoeiro que nos encolhe habituação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E posso ter a Lua e posso ter-te a ti, nesta noite que se fecha de incerteza.&lt;br /&gt;E posso ter tudo e nada, e ser tudo e nada também, religiosamente cronometrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto por ponto. Amor em contraluz. A tua ausência.&lt;br /&gt;O desaprender dos gestos, dos nossos corpos encostados, adormecidos, como semi-deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro as janelas em par, a brisa que me alcança e afaga ternura e os meus olhos cansados da espera de dobrar saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém... no café da manhã, seriam de mel as palavras com que barrávamos a torrada partilhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4845978272182120283?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4845978272182120283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4845978272182120283' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4845978272182120283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4845978272182120283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/10/mil-poemas-na-tua-voz.html' title='Mil poemas na tua voz....'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/n6j4TGqVl5g/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8363004791832980341</id><published>2011-10-11T23:16:00.000+01:00</published><updated>2011-10-11T23:16:12.101+01:00</updated><title type='text'>UMA LUA DE DESEJO</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Xs9X8NhQJF4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E surges do nada, como carro em contramão.&lt;br /&gt;Uma língua forrada a tédio, química sem organismo, como placebo à hora certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebuscas sem sucesso o interior que esquartejas na incessante mansidão dos hábitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baloiças-me entre órgãos, tropeças num pulmão, alcanças brônquios desimpedidos, tentas o coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergues-te  perscrutando a alma, mas não a vês. &lt;br /&gt;Sentes-me trôpego, velho e inquieto, numa sonoridade tangível, melodiosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sais-me pelo ouvido esquerdo e sussurras na direcção do tímpano. &lt;br /&gt;Não sabes como fazer. Se me rebuscas de novo, se modificas a preceito, se aceitas como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mexes a quarta-parte do lábio superior como um Outono ocre. Pétalas dissolvidas em rosa púrpura. Um corpo de tudo ou quase nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolves-te no meu perfume, fazes do meu corpo assombração, abraços em desordem e o aproximar do peito numa dança vivificante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite de línguas doces, namoradeiras, saloias, sonhos em golfadas como placenta rompida, num prenuncio de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curvas-te em mim. Descompões tessituras bordadas ao acaso e aprisionas o meu beijo translúcido na tua boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toques, gestos, medidas em pontos cardeais, metade de um quarto ou tu por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosto, olhos e mãos. &lt;br /&gt;Tu atirada poros fora, pernas arquitectadas num prenuncio traiçoeiro      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feridas lambidas. Rastilhos e implosão. A minha alma presa nos teus apêndices vários. Mímica dócil no meu silêncio. A tua boca que afaga as curvas da minha orelha em simetria perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medos e anseios, epiderme pálida, encontros de sombras, gestos de imaginação fértil. &lt;br /&gt;Sorrisos malandros a destempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão confinada a meio canto. Frases meio soturno. Metade pela metade. &lt;br /&gt;O amor arrebatado numa lua de desejo em quarto-minguante, baloiçando suavemente dentro de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8363004791832980341?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8363004791832980341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8363004791832980341' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8363004791832980341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8363004791832980341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/10/uma-lua-de-desejo.html' title='UMA LUA DE DESEJO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Xs9X8NhQJF4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-9003251877922042046</id><published>2011-10-09T01:27:00.001+01:00</published><updated>2011-10-09T01:36:20.825+01:00</updated><title type='text'>ENQUANTO TOMBAM AS ESTRELAS</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Edwsf-8F3sI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;´&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos da terra, as asas do sol e os beijos da lua embriagam &lt;br /&gt;e vergam-nos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisas de locomotivas de afago. &lt;br /&gt;Não na velocidade, mas na intensidade do afecto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afecto e ódio. &lt;br /&gt;Onde se rasgam e decapitam corpos num vórtice em espiral.&lt;br /&gt;E tu, dentro de mim... sinapses labirínticas no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo inerte num caminho longo, alma humana como estrada, caminhos tortuosos, obstáculos perenes, pontos de ligação num único sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guião da nossa jornada já escrito.&lt;br /&gt;A corrente de água que te refresca, o prazer que não é por acaso, os tropeções colocados no parapeito da vida, e o que é... porque tem de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encolhes-te no teu interior. Alma bafienta. Nevoeiros cerebrais. Boicotes nas meninges. &lt;br /&gt;Greves e palpitações cardíacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda do tempo, a inquietude no ultimo segundo. O suspiro final. &lt;br /&gt;O tempo que se foi. O abstracto que somos. Um salto no abismo sem rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho na memória.&lt;br /&gt;As minhas rugas, os teus papos de Anjo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As voltas da vida, o minuto seguinte. A voragem do tempo que te deixou imóvel, o desmembrar de tudo, o que não controlas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnitude da vida, a tua Excalibur. &lt;br /&gt;Tu um Lancelote, cavalgando pela eternidade. Rodopios e volteios, e,qual grão de pó no Universo, desfazes-te e nada te resta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, deixa que os beijos da lua te embriaguem, agarra os abraços do sol e olha nos olhos da terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esvoaça no amor, aprecia o bater do coração, sente o teu respirar no espelho, adorna as tuas rugas, partilha e dá de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não traves o teu desejo. Não perpetues a tua angustia, procura mesmo no sitio errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá a importância que quiseres dar e não te fragilizes. &lt;br /&gt;O valor que deres é o do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fragilidade vem com a noite e a angústia desacelera na medida da imagem que te deres, dos filmes que fizeres e dos desenhos que imaginares. &lt;br /&gt;Da velocidade assombrosa com que te assaltam os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desaperta laços que te prendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beija no minuto seguinte, aperta no peito quem amas, toma banhos de lua e incendeia a vida com o teu sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-9003251877922042046?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/9003251877922042046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=9003251877922042046' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/9003251877922042046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/9003251877922042046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/10/enquanto-tombam-as-estrelas.html' title='ENQUANTO TOMBAM AS ESTRELAS'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Edwsf-8F3sI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6714868278606942648</id><published>2011-09-27T23:31:00.000+01:00</published><updated>2011-09-27T23:31:23.718+01:00</updated><title type='text'>Apenas os teus olhos… sem palavras</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/V1bFr2SWP1I" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é Outono e as pessoas evoluem em passo lento, resignadas e cansadas.&lt;br /&gt;Os corpos despegados soltam-se a espaços &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há rostos que falam, que contam histórias...olhares brilhantes, sorridentes, outros tristes, marejados discretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  palavras perdem-se.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas nem se dão por achadas, os gestos tocam e encontram-nos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As palavras tentam, mordem, alcançam, cantam-se e ferem, abanam e apoderam-se de nós, enlaçando, remexendo, correndo desabridas sem alcance. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vivemos suspensos num tempo de nada, tentando derrubes de defesas construídas com cuidado e propriedade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio as tuas histórias sem nome nem rosto, maquetas construídas a preceito, palavras que sublinham desenho, leituras suaves e um deserto de emoções à deriva.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te olho não preciso de palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tu fazes um cerimonial de desacertos e procuras a geometria do meu corpo na voragem dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lábios deslumbrados e sangue dos sentidos, lábios com palavras escritas por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te oiço não preciso da tua presença.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pedaços de teias, enredos, labirintos, medo de abraços sem antestreia nem ensaio geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo sem espaço, dias e noites em desacordo, voragem dos dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O âmago da solidão que me invade e me habita,o solfejo em partituras, o teu regresso ao meu sorriso, adjectivos e perífrases prolongadas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é Outono e os corpos a descompasso, olhares profundos, inquietos, a memória da terra, a minha ausência temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jardins de ódios e afectos, buganvílias e ervas aromáticas, um oceano no teu olhar, Cassiopeia em meu redor, sonhos líricos vertiginosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São escritos que concebes e eu acolho, invasão nocturna sem gestos nem afagos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas os teus olhos sem palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6714868278606942648?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6714868278606942648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6714868278606942648' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6714868278606942648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6714868278606942648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/09/apenas-os-teus-olhos-sem-palavras.html' title='Apenas os teus olhos… sem palavras'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/V1bFr2SWP1I/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-5933396329660028740</id><published>2011-09-23T23:50:00.003+01:00</published><updated>2011-09-23T23:52:09.505+01:00</updated><title type='text'>Se um dia não vieres eu compreendo…</title><content type='html'>&lt;iframe width="400" height="305" src="http://www.youtube.com/embed/YqIACY52l70" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia não vieres eu compreendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo da cidade esventrado. Pracetas dançantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tuas rugas ligeiras. As minhas veias quase mortas. Repouso pueril em edital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vadios pelas tascas, becos que não são os mesmos. Trinados de guitarra,&lt;br /&gt;lamuria no teu corpo de mulher.&lt;br /&gt;Malfadados e bairristas na cerca do castelo, predadores encorpados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu ombro que me esconde horas fora depois da armadilha dos abraços.&lt;br /&gt;Os fiéis e os verdugos de Cristo na esperança do perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia não vieres eu compreendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma atmosfera de tempo suspenso, mulheres lânguidas, finas, tenebrosas, o grito da varina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trégua nas brumas. O beijo namoradeiro numa entrega subtil. &lt;br /&gt;Algodão doce recheado. &lt;br /&gt;Nuvem desfeita e palpável. Ruas em cidades estranhas, um mundo que não conhecem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lábios no lóbulo esquerdo, nas curvas dos teus pintados de carmim.  No prolongar do pescoço, nos nós dos dedos, e uma torrente de palavras meigas em que me afago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meiguice aos pedaços, almas próximas da curva da vida, pele alucinada de carícias. &lt;br /&gt;O teu corpo imenso, tanto corpo... E eu, lobo solitário, uivos flamejantes, um papelão de crenças e rezas escritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos semi-cerrados. Um candeeiro solto, sol a cair no horizonte, mulheres de negro e um esgar de dor. &lt;br /&gt;Silêncios que se ampliam, silêncios que conversam, pessoas entediadas com cheiros e cores… e no entanto estalam a língua vigorosa entre palavras indescritíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia não vieres eu compreendo…  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pingos de chuva que me acolhem. As vozes e o piano. O som que dele emana.&lt;br /&gt;O tic-tac do relógio de sala. O cuco que não sai e a tua imagem reflectida no espelho enquanto me olho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu arranhar nos lençóis que perfumas e um sol de milagre entre almofadas, moldadas de imperfeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia não vieres eu compreendo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-5933396329660028740?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/5933396329660028740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=5933396329660028740' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5933396329660028740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5933396329660028740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/09/se-um-dia-nao-vieres-eu-compreendo.html' title='Se um dia não vieres eu compreendo…'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YqIACY52l70/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7556482125012120317</id><published>2011-09-09T20:05:00.001+01:00</published><updated>2011-09-09T20:11:54.216+01:00</updated><title type='text'>Vai-te saudade</title><content type='html'>&lt;iframe width="400" height="325" src="http://www.youtube.com/embed/G_psp8d7inA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras e cheiros, caneta e papel, folhagem das árvores, uma parcela de céu,vozes sem se parecerem vozes.&lt;br /&gt;Nem choro, nem angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade e a falta habitam a mesma morada, procuram as mesmas razões, &lt;br /&gt;e empurram-se como balões levados pelo vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balões de saudade que se acumulam nas paredes como musgo, e se condensam, &lt;br /&gt;escorrendo em gotículas visíveis a alguns, invisíveis a nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a saudade que se faz parede e não nos deixa derrubar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nuvem de papel. Algodão doce. Fiapos de luz num candeeiro tosco, palavras sussurradas apenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letras adornadas com laços, melodia e alma dentro. Saudade em bifurcações, a complexidade de uma teia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausas sem tempo. Uma não-pausa, ritmos dilacerados, despidos. &lt;br /&gt;O teu olhar, uma vertigem, beijos inundados de iguarias, uma cópula vibratória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transição entre mim e a palavra. &lt;br /&gt;Gestos de medição, imagem de dançarina em ventre liso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua mão em repouso na minha, a celebração das rãs no charco e os meus dedos caligrafando o coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não reclamo da saudade, sim da lucidez.  &lt;br /&gt;Doce amargo num recanto. O meu hábito. Pronúncia muda. Silêncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida num canto ao virar da esquina, e nós por aqui, esquecidos... até um dia, normalmente tarde e já sem tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto, o que me assusta em ti.&lt;br /&gt;O azul e a vertigem do olhar, o sal de mar no teu corpo, os antípodas em que estamos, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nevoeiro cerrado nos rebordos da cidade, onde fluem beijos de amantes anoitecidos entre cafés à beira-rio, e o voo elíptico e rasante das aves no espelho de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já só quero controlar o silêncio e a saudade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio o pó das entranhas e na saudade a lágrima que habita despida de preconceitos. Resistente, desconexa, partida em mil outras lágrimas furtivas, riacho de encantos, abraços entrelaçados, nuvens de papel e algodão doce. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha escrita num laço, e este preso a um balão atirado ao vento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-te saudade...como palavras e cheiros, luzes e vozes, reis e princesas, palhaços e querubins. &lt;br /&gt;Falsos, funestos e verdadeiros, bailarinos e contorcionistas, jogadores e plebeus, estranhos e conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-te saudade...para uma parcela de céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7556482125012120317?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7556482125012120317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7556482125012120317' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7556482125012120317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7556482125012120317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/09/vai-te-saudade.html' title='Vai-te saudade'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/G_psp8d7inA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-3731926518687694503</id><published>2011-08-16T19:34:00.002+01:00</published><updated>2011-08-16T20:13:47.260+01:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/rYEDA3JcQqw" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os candeeiros da cidade brilham na escuridão e na alma das gentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tarde e está escuro. A única coisa que brilha é a solidão. Nem mesmo os faroleiros conseguem rasgar esta noite, e vai chovendo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nestes dias que tu apareces. Sem ruído, cautelosa, sempre com a frase certa, limpando-me teias de aranha inconsequentes que vou deixando ficar.&lt;br /&gt;Tudo o que não sei, desejo e não tenho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem que te enviava tinha menos letras do que pretendia. O amor que te imaginei, foi mais longe que os beijos que te deixei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, agarras estas letras decifradas em papel lacrimejante e resumes  para ti, como me deleitava nos teus olhos e como adocicava os meus lábios nos teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivíamos como a poção mágica nos permitia,  inquietos, distendidos, o  mar ao fundo, a areia solta nos pés, os bolsos vazios, a paixão como irmã, restos de espaços perdidos entre nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... dou-te, na distância, o abraço do Oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sempre quis enviar esta mensagem. Não tive, nunca tive a tua mão por perto. Porventura já a sonhei, como a silhueta que nos habita meninges, cruel e pura… a sobrevivência da tua imagem romântica, selada em mim, a tua mão que me guardava, os teus olhos que me liam e o teu coração que me alojava.  &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Tinhas no olhar um medo permanente, uma procura incessante, e rodopiavas como os teus caracóis sustendo sorrisos que incendiavam paixões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregavas o Mundo contigo, permanecendo bastas vezes num Mundo comigo, a cada abraço, a cada olhar, a cada toque, pele na pele, mão na mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada sonho, nova descoberta, pedacinhos de ti, distorcidos, incompletos como puzzles que construo avidamente, enquanto te sinto esvoaçando, enchendo o céu de azul, acalmando a noite, negando-me a luxúria de te ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando acordado encosto o rosto à janela e vejo o silêncio que acaba por ter forma, acaba por ter cor e acaba por ter cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só porque alguém um dia se lembrou de te roubar os sonhos, ou só porque alguém um dia, pura e simplesmente, não te deixou sonhar... não te deixes morrer para mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque nesse dia apagar-me-ei contigo... como um sonho. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-3731926518687694503?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/3731926518687694503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=3731926518687694503' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3731926518687694503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3731926518687694503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/08/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/rYEDA3JcQqw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-991010776579979141</id><published>2011-08-15T03:02:00.002+01:00</published><updated>2011-08-15T03:06:31.244+01:00</updated><title type='text'>Someone Like You</title><content type='html'>&lt;iframe width="500" height="329" src="http://www.youtube.com/embed/QPh0AIMwwX0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janelas às escuras, ruas sem vida, árvores sem folhas ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um respirar aturdido no balanço lírico das águas, no desejo que se faz palavra ou na palavra que se faz desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fraquejas como o sol que amansa o vento, o silêncio as palavras, o prazer a melodia, os gestos o ódio, o amor a emoção e quantas das vezes a razão o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, é uma bailarina em pontas, num corpo mole e ardente, rodopio acrobático, um salto no vazio, um turbilhão de sentimentos, &lt;br /&gt;antagonismos, revoltas, conceitos e preconceitos, uma luz nocturna &lt;br /&gt;a correr no rio das emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruas apenas com um sentido, semáforos abertos, rotinas vazias e o mundo a ruir alheado da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu sorriso forçado em mim, amanhã o meu pior receio na tua perda, a minha amargura &lt;br /&gt;A minha pulsão arrumadora, o canto e a leitura, a escrita noutro espaço.&lt;br /&gt;A tristeza pela finitude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas de quem gosto, não morrem. Apenas não podem estar presentes. &lt;i&gt;"Bergman&lt;/i&gt;" negoceia essa questão, num filme, tentando num jogo de xadrez, ganhar vantagem à morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em contraponto a essa finitude, esse desígnio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas feridas na alma, trejeitos de boca e corpo.&lt;br /&gt;Um mar pintalgado de gente, ondas que se confundem com nuvens, olhares profundos, luzes de embarcações, a Berlenga como pano de fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta coisa de escrever é uma angustia, mas assim abrandam as dores e a inquietação.&lt;br /&gt;Parafernália de livros e revistas espalhadas, fotos de família, eu, menino sentado num cavalinho, um senhor com uma máquina enorme e um pano preto, &lt;i&gt;"click", &lt;/i&gt;já está.&lt;br /&gt;Fotos à &lt;i&gt;"La-Minute&lt;/i&gt;", francesismos de época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu em menino, recordações. Um dia ainda vou crescer muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso o silêncio&lt;br /&gt;O amor nas ruas desertas, gritos imperfeitos na noite clandestina, uma cidade que respira inquieta, amanhã o meu pior receio, remendos de bocadinhos meus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estremeço na madrugada que me colhe memórias, os dias curtos e a tua indiferença em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barcos no ancoradouro do tempo, o teu abraço, o vento ciclónico na rua deserta, o meu espaço em ti, peças de xadrez que se movem sozinhas, o teu sorriso perfeito e eu em menino, recordações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ainda vou crescer muito&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-991010776579979141?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/991010776579979141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=991010776579979141' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/991010776579979141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/991010776579979141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/08/someone-like-you.html' title='Someone Like You'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/QPh0AIMwwX0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-3929740216129194994</id><published>2011-06-19T23:12:00.000+01:00</published><updated>2011-06-19T23:12:21.113+01:00</updated><title type='text'>FICAR OU PARTIR</title><content type='html'>&lt;iframe width="500" height="329" src="http://www.youtube.com/embed/ZWoXGn2FgUY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A finitude.&lt;br /&gt;A nossa e a dos outros. &lt;br /&gt; O vazio, a falta, o desaparecimento. &lt;br /&gt;Como será desaparecer, deixar de contar, perder a infalibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom e o amargo.&lt;br /&gt;Quem nos chora, quem nos revê, quem nos sente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um batimento de asas, um voo picado, pó de Anjo.&lt;br /&gt;E navegamos em águas turvas, espaços bolorentos, enganos interiores, imagens irreflectidas, virtuosos da incompetência e estupidez. Magnatas da asneira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fraquejamos como o sol que amansa o vento, o silêncio as palavras, o prazer a melodia, os gestos o ódio, o amor a emoção.&lt;br /&gt;Conversas esburacadas minadas e vazias, significados ocultos, alheados por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos a espaços na virulência do quotidiano e dissecamos febres hemorrágicas num prenúncio de fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que raramente me lês, pouco queres saber e volta-não-volta configuras-te e estendes tapete vermelho à minha passagem. &lt;br /&gt;Como se eu tonto, não te soubesse de antemão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida feita de pantominas, gestos de dança, teatralizações suaves e cronometradas, sustentados em algodão doce e água, pó e máscaras. &lt;br /&gt;As nossas máscaras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinaléticas da vida, intermitentes.&lt;br /&gt; Dão passagem e barram o caminho. Acendem e apagam.&lt;br /&gt;São mira telescópica e visão em Braille. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo é inconsistência, desejos gelatinosos, exuberância em caminhadas nocturnas ou pujança feita de imagens. &lt;br /&gt;Sentimentos fiados e tecelados dentro de nós. Interior remexido, cozinhados do que somos, pedaços tentaculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa busca infrutífera, apenas rendilhados superficiais. &lt;br /&gt;Alguns bilhetes, poucas notas, lembranças algumas, pedaços amachucados de nós e de outros, sorrisos guardados, memórias subtis, alegrias contagiosas e traumas bafientos, rugosidades, hesitações, texturas sintéticas e toques implacáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo meio baralhado e espalhado, vazio, oco.&lt;br /&gt;Coisas impossíveis de realizar, outras a fazer.&lt;br /&gt;Algumas que aceitamos como super-importantes, deixarão de ter importância no segundo seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A finitude plena. &lt;br /&gt;Um zás que se apaga, um tudo que passa a nada, uma existência pueril.&lt;br /&gt;A nossa finitude.&lt;br /&gt;Um nada que somos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-3929740216129194994?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/3929740216129194994/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=3929740216129194994' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3929740216129194994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3929740216129194994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/06/ficar-ou-partir.html' title='FICAR OU PARTIR'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ZWoXGn2FgUY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1925292341343147759</id><published>2011-06-16T22:26:00.002+01:00</published><updated>2011-06-17T23:12:03.088+01:00</updated><title type='text'>O TEU EXORCISMO</title><content type='html'>&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/1fsyeauLv7Q" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu exorcismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrelaço sentimentos proibidos enquanto exibes letras reprimidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens válvulas que te escapam, artérias descoordenadas, amores… com dores só tuas, poros dilatados de tristeza acumulada, e um caminho de luz em forma de sonhos musicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respingas os teus desejos através do olhar, do teu corpo às arrecuas, do sorriso malandro entre os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei o que te uniu. &lt;br /&gt;Toques subtis, gestos prosaicos, a tua mão no meu peito, unhas cravadas, &lt;br /&gt;delírio escandalizado, a tua maroteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu prazer nos entremeios dos lençóis, gritos desalmados no meu interior, &lt;br /&gt;pedras que se mexem dentro de mim, contorções de alma.&lt;br /&gt;O teu exorcismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tempo flui sonolentamente num retorno à intimidade&lt;br /&gt;Ainda não sei o que te acalma ou o que te rastilha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se incendeias fácil, se ris baixinho, se beijas suave, &lt;br /&gt;se resvalas nos lábios apenas… se o meu coração aguenta sustos a desoras.&lt;br /&gt;Farás aí o teu exorcismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu corpo. Conexões, apêndices vários.&lt;br /&gt;Braços que se prolongam dos teus, a minha alma presa, &lt;br /&gt;e uma boca profunda que abriga inconfessáveis desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E…pedaços de mim em lugares recônditos do teu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que imaginas tentacular-me, mas, no fundo, eu o temerário, o teu despertar… tenho medo.&lt;br /&gt;Medo do sangue quente nas veias, do crepitar do desejo, do coração flamejante, de Neptuno, de Cassiopeia, de Deuses Gregos na passagem pelas trevas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu resistes, às horas de verdade, de mentira, outras de ambiguidade, quantas vezes, um braço de ferro exasperando, e no entanto, volta não volta apareces na memória, ligações 3 D, como uma almofada de penas, confortável, serena e eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz lá o teu exorcismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1925292341343147759?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1925292341343147759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1925292341343147759' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1925292341343147759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1925292341343147759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/06/blog-post.html' title='O TEU EXORCISMO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/1fsyeauLv7Q/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1370954706777086713</id><published>2011-06-15T11:46:00.000+01:00</published><updated>2011-06-15T11:46:18.932+01:00</updated><title type='text'>FESTAS POPULARES</title><content type='html'>Cantam pobres, ricos, remediados, salta a fogueira e a sardinha,&lt;br /&gt;vestes engalanadas, pregões de boca em boca,&lt;br /&gt;respinga alto a varina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cerveja a rodos, copos de tinto vadio, proxenetas afivelados com roupa multicolor,&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Ó filha estás bem prendada&lt;/i&gt;…&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;É para ti, meu amor…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt; Fadistas em dó menor, mulheres fáceis da vida, paixonetas titubeantes,&lt;br /&gt;aqui se abraçam amantes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Rodopiam na avenida em marchas triunfantes,&lt;br /&gt;velhas ensinam rezas, fazem tranças,&lt;br /&gt;E da Mouraria a Alfama, e do lado do Bugio,&lt;br /&gt;há gente que espreita da Bestega ao Rossio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cantam o Fado na Madragoa,&lt;br /&gt;Velhos gaiteiros regados a vinho&lt;br /&gt;Gritam, dançam, rodopiam o manjerico&lt;br /&gt;Corre o Plebeu, discursa o Erudito,&lt;br /&gt;lança a escada o mafarrico,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1370954706777086713?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1370954706777086713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1370954706777086713' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1370954706777086713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1370954706777086713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/06/festas-populares.html' title='FESTAS POPULARES'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6581769244560868258</id><published>2011-06-06T22:34:00.000+01:00</published><updated>2011-06-06T22:34:28.186+01:00</updated><title type='text'>Fica comigo, então…!</title><content type='html'>&lt;iframe width="510" height="339" src="http://www.youtube.com/embed/XTb9GNIxpMk" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruelas de céu aberto, cicatrizes em espaços esventrados, salpicos de vergonha, mãos pegajosas de algodão doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nós no cinema, frases dramáticas de heróis trágicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão na mão, consentimento no olhar. A tua pele de galinha…-  &lt;i&gt;Sabes que te amo… dizias.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt; Fica comigo então…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corridas no S. João, martelinhos em debandada.&lt;br /&gt;As tuas mentiras que me devastavam a flor da pele, sinapses no coração, estardalhaços mentais e o meu desprezo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valsa dançante de vontades no escuro, corpos que se tocam, rodopios frenéticos em simetria perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pescoço e boca, costas com costas, volteios... Apenas volteios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiração regular, soberba no olhar e o Douro em fundo. Abraços já circunstanciais, a tua insanidade evidente em gestos contaminados e de repente um pranto…  E o teu medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu… inocuidades gentis, gestos controlados, medo de chocar nos teus olhos. Transfiguro-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pé dentro outro fora, derrame de ofensas, cãibras na garganta que evitam desaforos, fiapos de simpatia, derrapanço de compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;i&gt; Sabes que te admiro…!&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt; Fica comigo, então…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A tua posição fetal, ânsia nas horas da acostagem perfeita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risos de artifício como o teu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fecho de correr, peito oprimido por memórias, sinais embrulhados em mímicas perfeitas no meu silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futilidades nas pestanas loquazes, nos segredos escondidos, no pânico que te enfeitava rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos de amêndoa doce, colónia, creme de noite, beijos surripiados, marcadores de páginas, os meus dedos em ti como régua e esquadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depósito de sonhos, nevoeiro matinal, carente e voraz. Saudades de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficas comigo, então?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6581769244560868258?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6581769244560868258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6581769244560868258' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6581769244560868258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6581769244560868258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/06/fica-comigo-entao.html' title='Fica comigo, então…!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/XTb9GNIxpMk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4217628433076947326</id><published>2011-05-30T00:11:00.000+01:00</published><updated>2011-05-30T00:11:49.841+01:00</updated><title type='text'>ESTE AMOR É ESQUISITO</title><content type='html'>&lt;iframe width="500" height="340" src="http://www.youtube.com/embed/kHg-PhseKOQ" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este amor é esquisito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma porta por fechar. O clique da lingueta, o vento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noites mal dormidas, risinhos trocistas no meu sono, bateres de portas e janelas, vozes na minha alma, coração acelerado, cabeça zonza, somatizações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor de construções na areia, muralhas da China.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gosto de beber o ar por ti, ficar dormente e distraído. Sofrer por ti, extinguir-me em ti.&lt;br /&gt;e…atiras o barro do teu coração à minha alma. Malabarismos circenses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este meu amor é esquisito. &lt;br /&gt;Salta muros e pontes, navega em lombadas de livros e desemboca em areia em vez de mares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem vestígios de rugas, nem covinhas na face, mas parcimónia de palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dura mais que um olhar e, no entanto, mãos dadas, sonhos reluzentes, escravos núbios que nos protegem de fio a pavio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este amor é esquisito. &lt;br /&gt;Parece um programa de computador, imagens a 3D, recheado de sinónimos e frases delicodoces, vergonhas e lugares-comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo e apago rascunhos incertos. Travo amargo de insanidade. Escárnio. Frases cirúrgicas debitadas pelo médico e a enfermeira, com o copinho recheado de bolinhas coloridas que se tomam com água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um travo amargo, memórias felizes corrompidas, rastilhos de espanto, sirenes na rua, tranca na porta, barulho de corredor, luzes a meio-termo, louco de poucas-palavras, cerebral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encolhido da vida, gestos contaminados, lágrimas em pranto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este amor é esquisito.&lt;br /&gt;Ela não me quer. Eu nem sei. As lombadas dos livros não aceitam ninguém, o ar é apenas meu, tenho a alma colorida das bolinhas que me fritam o cérebro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotas flamejantes nos teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo a dormir a três quartos, portas com fechaduras velhas, linguetas estridentes. Escrevo gatafunhos que não entendo e as luzes do enorme corredor parecem néons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a enfermeira atrás de mim. Pílulas coloridas como arma de arremesso. &lt;br /&gt;Três mamíferos rastejantes. Gritos na ala B. &lt;br /&gt;Ela que me quer mas não casa.&lt;br /&gt;Olhos amendoados e poucas palavras. Ondas hertzianas no sorriso, informações de guia turístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a porta quase fechada, o cérebro cristalizado, noites mal dormidas e risinhos trocistas dos anõezinhos dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será o amor esquisito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4217628433076947326?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4217628433076947326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4217628433076947326' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4217628433076947326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4217628433076947326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/05/este-amor-e-esquisito.html' title='ESTE AMOR É ESQUISITO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/kHg-PhseKOQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2301843770392573192</id><published>2011-05-17T21:55:00.001+01:00</published><updated>2011-05-17T21:56:11.793+01:00</updated><title type='text'>GUARDO OS TEUS SORRISOS NUMA CAIXA</title><content type='html'>&lt;iframe width="455" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/i1GmxMTwUgs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu sorriso. A covinha na bochecha, dentes de branco imaculado em lábios reluzentes.  &lt;br /&gt;Vincos nos recantos da boca.&lt;br /&gt;Azuis os teus olhos, profundos nos meus, alma debicada, intenso e absoluto, eficaz.&lt;br /&gt;Queria poder guardar os teus sorrisos numa caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha avó a rezar o terço, voltas e voltas de ladainhas e o fio solto pelas mãos. &lt;br /&gt;A lamparina de azeite sempre acesa em homenagem à Sra. de Fátima.&lt;br /&gt;O raio de sol, qual milagre a enfiar-se pela frincha da porta e a clarabóia do sótão a debitar barulhos de telhas soltas.&lt;br /&gt;O cheiro da sopa com muita couve, a aletria divina, o cabrito de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bengala do meu avô, adorno de rei, a bater no soalho, chamando a empregada Conceição... ele que preferia palavras a sorrisos. &lt;br /&gt;Chapéu e fato aprumado, verniz no sapato reluzente, o coração na bengala a descompasso.&lt;br /&gt;O relógio de parede nas suas desoras redondas e um &lt;i&gt;tic-tac &lt;/i&gt;infinito. &lt;br /&gt;A gaveta mais baixa do armário com fotos antigas e condecorações de tempos idos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus passos pequeninos de sala em sala.&lt;br /&gt;O silêncio preguiçoso que se espalha como nevoeiro. A noite que entra livre pela janela. &lt;br /&gt;Olho-me no espelho e sorrio como há 40 anos,  neste espaço que não cabe no tempo. Actores de nós. &lt;br /&gt;Por vezes memórias, outras vezes palavras, olhos que exorcizam tempo distante.&lt;br /&gt;O meu coração perdido nos antípodas e o teu sorriso ligeiro.&lt;br /&gt;Um dia guardo os teus sorrisos todos numa caixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tempo, eterno labirinto de que não encontro saída e nele procuro sombras de abraços, restos de beijos e ecos de palavras murmuradas num assomo de desejo. &lt;br /&gt;Caixinhas soltas, sonhos de vigília e barcaças que arranham a água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molhos de trigo por colher, os dedos pequeninos que teimam em alcançar, a lembrança perfeita da tua mão, passos em sentido contrário, costas com costas e bolos de mil-folhas lambidos em catadupa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correrias sôfregas no quintal. Joelhos esfolados. Gatos em reboliço. Janelas abertas em contraluz. Uma frase solta no caminho. Os teus olhos numa hora, outra sem te ver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sono despejado de sonhos, balanços de mar enjoado, o teu sorriso que guardo em mim…. e de quando em vez escondo numa caixa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2301843770392573192?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2301843770392573192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2301843770392573192' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2301843770392573192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2301843770392573192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/05/guardo-os-teus-sorrisos-numa-caixa.html' title='GUARDO OS TEUS SORRISOS NUMA CAIXA'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/i1GmxMTwUgs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2890359178169540937</id><published>2011-05-14T23:34:00.006+01:00</published><updated>2011-05-14T23:39:44.320+01:00</updated><title type='text'>CIDADE EM NÓS</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="320" src="http://www.youtube.com/embed/9TJSDVV2IR8" width="550"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Igreja. Ruas desertas. Casinhas de papel. Um corrupio de gente, deambulando na ribeira.&lt;br /&gt;Equilibristas sem corpo, &lt;i&gt;chuto-na-veia&lt;/i&gt;, máscaras sem dentes de tristeza e desalento. Fardo com cicatrizes, desertos de estímulo, desalinhados na vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade a acordar devagar. &lt;br /&gt;Cheiros de resina, musgo fresco. Um algeroz que pinga. Café fresco. Um gato que se espreguiça. Roupa no estendal. Papel de cenário na escadaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade respira a céu aberto, luz difusa, cacilheiros no cais de embarque, viagens de silêncio.&lt;br /&gt;O teu corpo na gare do desejo e eu ancorado em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguidares e caixotes. &lt;br /&gt;O eléctrico da baixa. Uma “bica” aquecida, ossos desalinhados em rostos carcomidos, margens a preto e branco. Silêncios de alma, tristezas no baú da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igreja sem fiéis, beijos a tiracolo, pontes engalanadas, barbeiros bairristas, varinas ligeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha casa vejo o rio, da janela a cidade, o abraçar do fim do dia, gente composta, sopro de paixão, o piar de pássaros nervosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vento de gelo, anjos azuis na penumbra... O teu olhar.&lt;br /&gt;Corpo a deslizar na água, a tua pele pegajosa, humidade misturada em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fado cantado que se evapora da tasca, mulheres de vistas largas, cheiro a terra, ventre parindo cores numa cidade a contraluz. &lt;br /&gt;Manhã de sol rasante, ondas que se espalham lacrimejantes atiradas pelo vento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus passos e os teus pés descalços, caminho dourado, maré vaza, um abraço apertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estuário do Tejo, piar de gaivotas em mistério de passagem para lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choupos adivinhando inverno. A tua na minha mão. Rodopios de beijos molhados. Os teus quadris com ritmo, doce brisa que embaraça o jeito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade que respira devagar... O teu corpo que me embriaga... Línguas de mar. &lt;br /&gt;O meu nome na tua boca. Sussurro breve num aconchego macio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2890359178169540937?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2890359178169540937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2890359178169540937' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2890359178169540937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2890359178169540937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/05/cidade-em-nos.html' title='CIDADE EM NÓS'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/9TJSDVV2IR8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7253885321920067435</id><published>2011-05-08T01:52:00.003+01:00</published><updated>2011-05-08T02:02:38.676+01:00</updated><title type='text'>O NOSSO TEMPO</title><content type='html'>&lt;iframe width="540" height="320" src="http://www.youtube.com/embed/Hz9cQJFZetI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso tempo é no verão.&lt;br /&gt;Não nesta promessa de cansaço, dias curtos e cinzentos, cheiro a terra, bolorentos, mas no verão, sem estio de cansaço, sol queimando pelas costas, o cheiro a maresia e o calor nos pinos dos trópicos, camisolas curtas e calção sem pudor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso tempo é praia de areia branca e cristalina, bocas ansiosas do gelado, truques de magia em palanque engalanado e a dancinha das comendas com medalhas no peito pelo Presidente da Junta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso tempo, é um espaço sideral, flutuante, duas pontas entrelaçadas, nós de marinheiro, trombetas a cada gingar de ancas, traços comuns nas tuas costas, o meu coçar à tua volta, a teimosia que tens atrás da orelha, o crepitar do sangue nas veias, e a ponta dos teus dedos no reflexo do meu palato, mordiscando diabruras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso tempo são os baixos-relevos trabalhados na tua boca, laivos de donzela, heráldica e pantominices de lábios gordurosos como marca de água, delimitando-me mais por dentro que por fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos este tempo, de palavras difíceis, entendimentos vãos, monotonias de reportório, fugas ao vento suão que se perscruta no horizonte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos de orgulho mal parido, comédias de enganos, segredinhos de alcova e alcoviteiras embrulhadas em papel de rebuçado disfarçadas de virginais com cheiro a ranço.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso tempo é no verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua boca em espera, sorriso rasteiro, prazer escondido em algodão doce, beijos plasmados em televisões futuristas, silêncios ampliados pelo megafone do orgulho.&lt;br /&gt;As tuas mãos, fonte de prazer, espanto de paixão, misericórdia de aflitos, constelação de esperança no fim dos dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens ausência de cachecol, golas-altas sem medida, frio de trota-mundos, e o fantasma agraciado com cefaleias coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslaço o calor na praia, espasmos de alegria, a tua língua caprichosa, indecências figurativas, horas contadas, interjeições e figuras de estilo, a tua pele e os sinais, o teu corpo agridoce, sem fronteiras, nem inquietude. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso tempo é um mergulho no vazio, tropeção de pés para trás, coração colado às costas, excessos no parapeito, telhados na penumbra, amor adolescente, gritos enrolados no olho do furação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens um ritual provocatório, como o mar ao pôr-do-sol, expedições ao árctico e rolos de carne num vê-se-te-avias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o teu beco sem saída, cantos e curvaturas, miudezas e ensaios nocturnos, vícios privados, polegares hirtos na fímbria do teu cabelo e a dedução lógica de não poder viver sem o teu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sim, o nosso tempo é no verão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7253885321920067435?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7253885321920067435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7253885321920067435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7253885321920067435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7253885321920067435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/05/o-nosso-tempo.html' title='O NOSSO TEMPO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Hz9cQJFZetI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4101976555027799683</id><published>2011-05-04T00:26:00.002+01:00</published><updated>2011-05-04T00:32:10.948+01:00</updated><title type='text'>PÁSSAROS NUM CÉU DE MAIO</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Gi_P8XwrSCU" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros num céu de Maio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras coloridas. Esvoaçantes. &lt;br /&gt;Como pássaros alegres num céu de Maio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Música translúcida dos teus lábios em mim. &lt;br /&gt;Sílabas inauditas e mágicas. Aromas frescos. Beijos colados na pele. Aguarelas de cor. Almas num só gozo. A lucidez na tua voz. &lt;br /&gt;Pedaços de pecado ou pecado aos pedaços.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Espelhos cristalinos que nos envolvem, solfejos e rabiscos, aguarelas nuas, pétalas soltas, cheiros e perfumes em forma de desejo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Palavras que me atiras, inebriantes como o teu corpo de mulher.&lt;br /&gt;Vulcão que se faz lava. Sangue dos sentidos. Renovados desejos. Espaços por preencher. Alma cheia com formas e paletes de cores garridas, em pinceladas suaves.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fragrância que emanas. Tontices minhas. Mordeduras doces com um cerimonial de palavras incertas, em inseguros voos. Parapeito do abismo, névoa de paixão agrilhoada no ventre. Compostos de carbono, diabruras em dó menor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Anjos em êxtase, braços, pernas e tronco. Mãos que atam e desatam. Asas que voam em túneis de vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros num céu de Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noites de línguas doces, namoradeiras, silêncios que entopem. &lt;br /&gt;Gente má, liquefeita, míopes sociais, ultrajantes saltitões.&lt;br /&gt;Varinas, delinquentes, anacrónicos e burlões. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A tua e a minha voz, rosto e mãos, travos de desejo, cordilheiras e pontos cardeais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geometria de sombras chinesas. Feridas por suturar. Língua forrada de palavras em boca adormecida. A tua química a horas certas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café na baixa pombalina, noite apressada. Orquestras afinadas, entranhas remexidas, espaços a céu aberto, matriz dos dias. &lt;br /&gt;Beijar-te no parapeito. Traduzir-te em simultâneo. Vaguear no teu corpo e fazer-te epílogo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jogada aritmética, dois-vezes-um-dois. Muleta linguística. Notícias a traço grosso. Sonoridade tangível. Peito arfante. O caminho do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os pássaros num céu de Maio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4101976555027799683?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4101976555027799683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4101976555027799683' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4101976555027799683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4101976555027799683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/05/blog-post.html' title='PÁSSAROS NUM CÉU DE MAIO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Gi_P8XwrSCU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-67828220215687010</id><published>2011-04-27T18:25:00.000+01:00</published><updated>2011-04-27T18:25:22.370+01:00</updated><title type='text'>DUAS METADES DE TI</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/K6u5D-5LWSg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas metades de ti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos que marcam. Curvas que desalinham. Montanhas russas. Fastio e cansaço. Fome e migalhas. Sinos que tocam a rebate. Círculos sem fim. Uma parte de ti sem a outra parte de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece-me outros passos que não os meus, a mansidão dos dias, a luz e a noite, uns dedos distraídos que aninham prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio nas minhas rugas e nos teus lábios, o vestido translúcido, o peito que bate refilão, o meu coração inquieto... A tua parte sem a outra parte de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concisa e segura, pernas sem poiso certo, com pudor e contenção.&lt;br /&gt;Fêmea sem cio, os meus olhos como velas, um amor solto como fé pagã, remendado com bocadinhos teus. &lt;br /&gt;Palavras por dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu jeito e trejeito que me faz mossa. Corpo e textura. Incenso e paz. Doce e amargo. Olfacto e paladar. As tuas pernas no meu peito sem rasto nem dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queres-me diabo com sushi, obstáculo a ultrapassar, persistência e devoção.&lt;br /&gt;O chão que me falta nas tuas curvas, suspiros e risos nos teus olhos, o equilíbrio nos teus saltos, as asas de borboleta, o entrelaço do meu abraço, as tuas zonas áridas, os glaciares em extinção... A tua metade fixa na minha outra solta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol pelas nuvens, o teu sincero abraço, a exacta medida em que me cabes, o teu ouvido e a minha voz, a tua pele que se dissolve, o meu corpo ancorado, carreirinhos de afectos, sílabas na tua língua em aflição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo e mansidão. Loucura em três actos. Peça de teatro sem narração. Os teus sinais interiores. &lt;br /&gt;Uma parte de mim nas duas metades de ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-67828220215687010?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/67828220215687010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=67828220215687010' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/67828220215687010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/67828220215687010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/04/duas-metades-de-ti.html' title='DUAS METADES DE TI'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/K6u5D-5LWSg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-5000301847319887251</id><published>2011-04-20T00:20:00.001+01:00</published><updated>2011-04-20T00:22:22.567+01:00</updated><title type='text'>A NOITE DESEJA E O RIO FAZ</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="520" height="320" src="http://www.youtube.com/embed/2Lnltl3YoqQ" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite era curta para tanto que dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes madrugadoras tinham sido amantes nas margens do rio e o tempo não permitia avanços, nem recuos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho de água transformava sombras numa volúpia dançante, com jeitos de bailarina reflectindo cor, tempo, alma e desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aquilo que a noite deseja e o rio faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As trevas embalam-nos num abraço aquecido, interrompido aqui e ali por respiração ofegante, seca, intensa, que trespassa o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rio gritou, as margens transbordaram e tamanha era a luz que a lua se envergonhou de tanta cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu corpo ressente-se, aflito. &lt;br /&gt;Nem duas palavras, um ritmo anaeróbico e o espelho da vida na passagem fugaz do tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clarividência do teu riso de criança, as saudades do enrosco num abraço, o crepitar da tua alma e a boca adocicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barco que se aproxima das margens do rio, num aconchego, e eu a sorver-te calor em gestos curtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metro e meio por meio metro, vaporadas de nevoeiro que se levantam do rio, os teus lábios carmim, como sombras de folhas, e um riso trocista, frenético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passavam assim dois, três dias... o eléctrico amarelo, os pingos de chuva, o candeeiro a petróleo da tua avó, e tu, gulosa, imaginando que me habitavas corpo e alma, e eu remexido, esventrado, zangado e misturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais um dia, talvez três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite ansiosa, bares de fadistas, xaile negro, miradouro e luzes que cintilam na sombra, transfigurando o rio que corre vertiginoso aos pés da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço safado, o toque da tua na minha pele, o beijo fugidio, &lt;i&gt;dez-para-as-seis&lt;/i&gt;, fios de luz nas frestas das persianas, a noite a acordar devagar, pedaços de silêncio com que fiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regresso ao cais da partida, tempo contado, noite tão curta para te dizer, gaivotas paradas no ar, frases tontas, o teu corpo na penumbra, um adeus até sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que a noite deseja e o rio faz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-5000301847319887251?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/5000301847319887251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=5000301847319887251' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5000301847319887251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5000301847319887251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/04/noite-deseja-e-o-rio-faz.html' title='A NOITE DESEJA E O RIO FAZ'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/2Lnltl3YoqQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4315156344307664510</id><published>2011-04-09T23:12:00.000+01:00</published><updated>2011-04-09T23:12:02.982+01:00</updated><title type='text'>I NEED</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/B1j_vyQrWO4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei o livro aberto no chão.&lt;br /&gt;Letras ofegantes procuram saída. O sol poisou na vidraça e queimou-me pele enquanto o voo rasante do pombo anilhado repousa no quintal vizinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei a boca no livro, página sete, terceiro capítulo. &lt;br /&gt;A boca e o beijo, na esperança vã que me sintas os lábios e os percorras sedenta, lânguida.&lt;br /&gt;O decote que te aperfeiçoa, e as mãos que me percorrem, como segredos imperfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A astúcia que transportas, o horizonte onde me levas e a linha que transpomos em tsunamis no areal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua figura, uma sombra, dois pedaços, a tua voz, derrapagem interior, espaço que não é nosso, um modo desabrido, areia nos pés, e língua profícua entre becos e avenidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lua cheia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoras morar em mim, como um refluxo qualquer, espalhando-te como brasa paralisando-me movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És quimera, poema, anjo-da-guarda ou infortúnio. Flagelas-me espírito, ocupas-me espaço, cortas-me veias e serras-me consciências em pedaços indecifráveis de meias-palavras ou palavras meias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abates-me como árvore velha e carcomida, tornas-te excesso em tão pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos quase milagre em temperança, quando te era proibido ou desligado, meia rota, pele tisnada, caracóis por lavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos ferro forjado sem tempero, ostras sem brilho, novos-ricos em espirais fumegantes, doutorados puros na solidão, corpos em azedume, sem compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro no chão, páginas folheadas, cheiro da tinta no papel, esse que é o teu, capitulo quinto, segundo volume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te ler, conciso. Centrifugar-te a espaços, suspirar-te pele clara, clamar por falhas e feridas de guerra, exorcizando o estertor violento que te habita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ter-te em traços incertos, folha branca, escritos ténues, beijos molhados na curva da orelha sede de prazer em rimas imperfeitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ter contigo um fim, momento interminável, êxtase puro, embate inevitável, consolo de mágoas, falhas desculpáveis, feridas lambidas e curadas, tempestade em oceano, vias sem rumo e sem norte, livros inteiros por ler e um cataclismo nuclear.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4315156344307664510?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4315156344307664510/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4315156344307664510' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4315156344307664510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4315156344307664510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/04/i-need.html' title='I NEED'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/B1j_vyQrWO4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-5407908061825041243</id><published>2011-04-07T18:01:00.000+01:00</published><updated>2011-04-07T18:01:28.064+01:00</updated><title type='text'>SONHO</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="540" height="340" src="http://www.youtube.com/embed/1OfsZyYPLoI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho a porta que teimosamente se mantém aberta e tapo a alma que razoavelmente se mantém arejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo a angústia entre o cais e o navio, e a névoa que me cobre sentimentos.&lt;br /&gt;Faço-me ao sono sem sucesso e, da tua boca, palavras vãs, válvulas entupidas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta quietude.&lt;br /&gt;Passos só os meus, um pássaro na janela e a chuva que escorrega preguiçosa na vidraça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por vezes, palavras; outras silêncios, murmúrios também. Gritos lancinantes que percorrem dor ou prazer, mas que não distingo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Palavras iluminadas também, olhar e carícias, corpo e pele, música harmoniosa, o teu espaço vazio, choro e canto, solfejos teus que não hesito ouvir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não sei se durmo, se sonho apenas, ou se é somente um espaço vazio e não o entendo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por vezes, no meu interior, um fio de conversa chega de mansinho como quem pede licença para entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As noites estão vazias e eu, só, quase perdido entre mim e algo mais, que não vislumbro, mas sei que sim…. ou não.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho imagens. &lt;br /&gt;Cem ideias e cem imagens.&lt;br /&gt;Folhas arrefecidas nas mãos dos outros, escritos perdidos, letras fugidias, lábios de curvas sôfregas, um sol de milagre, fruto amadurecido entre vírgulas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O meu corpo vestido em ti e estrelas numa apatia intemporal, e eu aqui parado, não sabendo se algo começa ou acaba em mim.&lt;br /&gt;Uma bola de sabão, uma brisa, tempos próprios que não o meu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meio passo para um lado, outro meio para o outro, remexo no interior e tento o reencontro com o que já fui.&lt;br /&gt;Abano a cabeça três vezes, mais três os braços, sacudo veredictos, resultados, fundos desarrumados, amachucados, inquietos.&lt;br /&gt;Uma ruga, duas expressões.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Conteúdos aspirados pelo tempo, algumas escritas, reticências, pouco mais. &lt;br /&gt;E a dor sem tradução, analogia simples, poucas palavras com sentido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu, tu e o candeeiro tosco da rua, o cacilheiro que não parte, sardinha a tostão, realidade, sono ou sonho que acaba aqui?&lt;br /&gt;O cais e o nevoeiro, navio de porte, nós de marinheiro, a saudade à janela, um fado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O meu fado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-5407908061825041243?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/5407908061825041243/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=5407908061825041243' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5407908061825041243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5407908061825041243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/04/sonho.html' title='SONHO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/1OfsZyYPLoI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-5251498445673519472</id><published>2011-03-31T13:29:00.001+01:00</published><updated>2011-03-31T13:30:16.789+01:00</updated><title type='text'>FELIZ DIA DO PAI</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="540" height="340" src="http://www.youtube.com/embed/NJ-0VjWgqME" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Dia do Pai &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes,&lt;br /&gt;Ainda aqui estou, nesta esquina onde habitualmente esperava, invariavelmente com chuva ou sol, olhando apenas, analisando também, e claro, divertindo-me como qualquer miúdo daquela idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrir-te na multidão apressada, os meus amigos distraídos e a minha atenção objectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era, nessa esquina entre a paragem do 78 e a frutaria, que prometias surpreender. &lt;br /&gt;Várias vezes o fizeste, com a alegria do teu chegar na doçura do teu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando raras vezes lá passo, mantenho-me no mesmo local, de pé, saboreando o momento e indiferente aos gracejos das pedras graníticas, do adornar do algeroz e das coscuvilhices das empregadas, espreitando quem passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Dia do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras saem-me esburacadas e sem nexo. Tenho frases sobrantes que não sei colocar.&lt;br /&gt;Não verbalizo revoltas (tu jamais o deixarias), mas não tenho o pedaço que me falta, roubado a destempo do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sim, sei do tempo de razões, situações, e das pessoas, e das coisas, e dos anseios, mas não sei como ocupar este espaço em falta. Nunca o saberei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui, o silêncio nas paredes brancas. Algumas pessoas, viaturas com apitos estridentes, muita pobreza na pele, muita tristeza no olhar.&lt;br /&gt;Os tempos pioraram sem dúvida. Sofre-se. &lt;br /&gt;Não só eu, mas são muitos os que sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prédios que me albergam poiso são os mais antigos, três compostos em fila, uma montra, plantas mirradas, arestas limadas de tanto encosto e a espera que se prolonga como um desafio, até ao momento do arquivo com código de barras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era o teu ar de nobreza, a tua verticalidade que eu procurava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Dia do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorro num silêncio preguiçoso as fotos e olho-me pelo vidro das janelas.&lt;br /&gt;Apetece-me chorar e sentar no chão, e embalar-me nas rugas dos cantos dos olhos, num prenúncio de acalmia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca adormeço sem te olhar, a minha admiração na tua escrita, os teus títulos saborosos em papel de jornal, a tua família inteira num braço e num abraço que apertavas juntinho, e a mansidão dos dias que correm e eu desfeito em mil pedaços, centenas de nós por desatar e pedacinhos de luz na noite que quero só minha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era a esquina do clube improvisado, riscos de giz, bola sempre no ar, e eu presidia ao grupo dos putos acabados de jogar futebol na Capela Monte Belo, horas antes do banquete medieval e da guerra que se adivinhava amanhã, em brincadeiras de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje, te espero ali, na esquina, enquanto o teu olhar me adocicava final de dia e a tua mão acenava para a minha paz de espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desenho letras de emoções, como a tua escrita perfeita, com cheiros, cores, ou apenas um olhar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento ser mais hoje, adornando letras, para o teu orgulho encostado em mim, e sorrisos que se rasgam para partilharmos o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero estar assim ainda preso em ti, resolvidos os conflitos que teimam em pairar dentro dos nossos olhos, mas o abraço do desejo de um Feliz Dia do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida lá segue, já quase sem trilhos, sem estrada infinita e sem luz na história dos afectos, num espaço que não cabe no tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia encontramo-nos por aí, talvez com sons de violino, numa inusitada via láctea azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá, Feliz Dia do Pai&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-5251498445673519472?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/5251498445673519472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=5251498445673519472' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5251498445673519472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5251498445673519472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/03/feliz-dia-do-pai.html' title='FELIZ DIA DO PAI'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/NJ-0VjWgqME/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-3744849693601592436</id><published>2011-03-30T03:00:00.001+01:00</published><updated>2011-03-30T03:01:42.829+01:00</updated><title type='text'>SEI LÁ SE DÁ CERTO...!</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Q8ZMa_to3Pw" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balançavam-se entre choros e risos, abraços apertados, beijos sem fim, lágrimas lambidas, enquanto ela tremia e ele afoito, conduzia-lhe as mãos inquietas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damo-nos um tempo, segundo palavras dela. “&lt;i&gt;Sei lá se dá certo…”, &lt;/i&gt;solavancos como um carro velho, e logo de seguida, uma voragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humedece língua, afia atenção como a ponta de um lápis e segue vagarosa por caminhos&lt;br /&gt;pendulares, enquanto ele franze sobrolho e inquieto, mexe os nós dos dedos ritmados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, absorta na pele dele, queria alcançar-lhe os segredos mais íntimos, e ele coração palpitante, desatando nós em rimas silábicas contra o céu-da-boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolveram-se em palavras e contos ancestrais aquecendo-se e esquecendo-se em cada uma, num ritmo íntimo e atrevido, como só ela sabia ser nesses momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensaram em ideias selvagens, perscrutando o jardim fronteiro, mas estranha chuva invadia cada letra dos seus apelidos e cada folha de cada árvore em confissões nocturnas.&lt;br /&gt;Era pele entranhada e poros abertos como corridas de carros em asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unhas espetadas em carne pura, aconchego de pernas, curvas pintadas e aprumadas em conversa de ocasião, olhos cristais líquidos embaciados no céu, que tocava quando lhe arfava baixinho numa reticência, quase… ponto final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espalhava-se nas ravinas das costas musculadas em devoção cega, aguçada por entre centros nervosos, expressão de gozo triunfante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos, desbravou sobras na ponta da língua, engoliu palavras uma a uma num suspiro ao contrário, com o ar nos pulmões e corpo mastigado, devorado, sem travo amargo, num gozo de indigestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi nessas formas de violino sem cordas que se esqueceu do alcance do ouvido, cobrindo-lhe corpo e mente, trinados de gritos humedecidos com frequência monocórdica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Sei lá se dá certo…”, &lt;/i&gt;e agarrava-o sôfrega, percorrendo corpo em volteio bailarino, locais de inigualável alcance, trepidante para a antiguidade do prédio e os afectos que se revezavam entre frases no espelho, baton esbatido em partes íntimas, e o café da manhã como fogo de artifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paredes meias com contornos sem parede. Fecharam todas as portas a cadeado, taparam frinchas em janelas despidas, trancaram-se em comum para que o amor não fugisse, esconjurando ameaças, patas de coelho, sal refinado e alho sem casca…. Não vá o diabo tecê-las.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-3744849693601592436?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/3744849693601592436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=3744849693601592436' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3744849693601592436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3744849693601592436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/03/sei-la-se-da-certo.html' title='SEI LÁ SE DÁ CERTO...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Q8ZMa_to3Pw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6764852444791367698</id><published>2011-03-28T22:57:00.000+01:00</published><updated>2011-03-28T22:57:37.458+01:00</updated><title type='text'>APENAS PERFIL</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/NGn9IgJ8YR8" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às tantas, três da tarde, almofadas penas de ganso, suspiro regular e longínquo, a satisfação na tua pele.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enroscas-te de novo e pedes, num murmúrio, amor resgatado de fundo lamacento. Portas trancadas a três voltas, dizes tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentas resgatar amor naufragado em manobras de reanimação circense, como se um vestido rasgado pudesse ser reparado com linha, agulha e dedal.&lt;br /&gt;Sentias-te bem no meu desconcerto, arremedos irónicos e afagos na pele com subtileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatiavas o tempo em segundos, como se esticasses mais a sofreguidão, explorando partes do globo, sem amplitude dos hemisférios, vulcões de desejo e mordeduras no lóbulo sem parcimónia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E era apenas um perfil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem magnetismo, nem excitação real, nem calor encorajador. Sabiam que o ritmo abrandou, a música não tocava e os acordes não estavam lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos houve em que se comiam orelhas, bocas, lábios e sem travão, reluziam candeeiros sem lâmpadas como milagrosos acertos germinados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Músicas em partituras mal medidas entre um ataque de felino e um motor partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queriam-se &lt;i&gt;quase-amigos&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;quase-amantes&lt;/i&gt;, quase tudo e quase nada, casos sem caso, bandeira por desfraldar e um desinteresse sem sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele naufrago sem pátria, hino ou porta-estandarte, ela bailarina sem sapatos de pontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentaram novas sinaléticas, encontros em sms, amiúde um desejo, raros os reencontros, beijos pela calada da noite, metaforicamente enviados com “&lt;i&gt;smiley´s&lt;/i&gt;” ruidosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não lhe escrevia o amor, ela não o lia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às tantas, três da tarde de novo, almofadas dispersas, varandas abertas, uma cama por desfazer, nevoeiro que estala, cacilheiros da vida, pregões de varina, rédea-solta e o meu  corpo sem porto de abrigo, caldo verde ou sardinha assada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Despiu-se dessa roupagem, atirou o interior boca fora, cestos de vime na cozinha, fibras sintéticas no sanitário, duas fotos em algodão, uma camisa lavada, colarinho aprumado e o cão pela trela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou a conta no banco, não se deu mais crédito nem tempo e vagueou trota mundos por vagas gigantescas de rancores, lembranças, limpando a sal refinado essa sombra na alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueleto arrumado, maxilar levantado e peito ardendo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despacha o livro meio escrito, centrifugou palavras, um rabisco e três vírgulas, duas notas e uma ressalva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se emissão no título “ &lt;i&gt;Já foi tempo meu amor…”, &lt;/i&gt;sucesso literário em escaparate sem dor traduzida, excessos ou notícia a traço grosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi este o seu princípio, analogia simples e um fim sem frase completa, unívoco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6764852444791367698?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6764852444791367698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6764852444791367698' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6764852444791367698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6764852444791367698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/03/apenas-perfil.html' title='APENAS PERFIL'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/NGn9IgJ8YR8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2693790101064815080</id><published>2011-03-27T20:34:00.001+01:00</published><updated>2011-03-27T20:35:40.514+01:00</updated><title type='text'>O AMOR NESTA IDADE É FACIL</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="340" src="http://www.youtube.com/embed/3pk3A_QSINI" title="YouTube video player" width="540"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pálpebras afirmativas, olhar profundo, beijos roubados e escondidos nas costas da Mãe. &lt;br /&gt;Vestidinhos com laçarotes, cabelo apanhado e cetim que cobria roupa domingueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princesa aos nossos olhos, eternos apaixonados pelas meninas dos bombons e rebuçados de torrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tínhamos distância a separar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância que mediava o contorno do Pai, a distracção da Mãe e o ladrar do Roxo, o cão labrador irrequieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como nos apetecia a gulodice de um mil-folhas com creme a rebentar-nos na cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor nesta idade é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os braços pedem beliscões, as pernas uma corrida, os olhos e a língua ruborizam a pele, bolos de chantilly na Pastelaria Cunha... o resto nada mais que arrepios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste amor, as gotas de água que alimentam as plantas são território de chuva permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema, tardes de Domingo no Terço, dois berlindes e uma gasosa e um painel de boas vindas com letreiro até ao pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gancho do cabelo teimoso e o meu queixo cristalizado quando focava mais intensamente o fundo do olho azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risos como fogo de artificio e duas espécies antropologicamente estudadas num desacerto de pescoço e olhos como galinhas tontas em dia de Folar de Páscoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O algodão doce na Feira de Sta Clara do Bonfim cirandava entre todos, enquanto o carrossel desafiava clientes com o vendedor de tecidos, atoalhados, facas e alguidares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era a mímica do silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beijo do esquecimento, na passagem secreta entre escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E costas com costas, simetrias perfeitas na altura e no conforto, transpirados em poros honestos e sadios, simulando respiração acertada na inquietude da mão dada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era esta ansiedade, cortada pela deslocação de ar que acalmava o zumbido do ouvido dela e o bater do coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresceram sem abafos de dor, desapertando os nós milimetricamente atados com a precisão de comandante de navio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acostagem ao cais, perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um no seu trilho. Línguas secas sem temor, maldade ou ofensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abafo de dor, um mil-folhas encharcado na cara, o algodão doce que resvala e a Sta Clara costas com costas no Café Piolho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram-se anos depois em terramotos de riso num acaso de toques de pernas, bacias, mãos e cabelos, na discoteca inaugurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alvorada em tom sépia, diálogos secos pelo canto da boca e ruídos de emoções à flor da pele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deram-se mãos de açúcar queimado, em lastro de desculpas entre fiapos de luz-sim e luz-não, um estômago a três voltas, sapatos de salto alto e almas embebidas em limão, xarope e algodão doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfume extrapolado, pescoço agitado, cadelas em volta de focinho alçado e um adeus telepático entre leituras de um olhar que não se conhece, o sorriso desfeito e olhar azul tingido de vida madura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu espalmado na alma e coração desconcertado, feliz contudo, matraqueado no espírito e reluzindo como salva vidas no naufrágio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou a folha da vida nos confins das veias e atirou o primeiro amor de feições esquecidas ao vento tempestuoso, com milímetros de pele a arder calculadamente macerada e demarcada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou a porta pelo ouvido esquerdo, desmembrou a saudade e fechou chaveta no fim da frase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2693790101064815080?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2693790101064815080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2693790101064815080' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2693790101064815080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2693790101064815080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/03/o-amor-nesta-idade-e-facil.html' title='O AMOR NESTA IDADE É FACIL'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/3pk3A_QSINI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-5161133776781449376</id><published>2011-03-24T01:35:00.000Z</published><updated>2011-03-24T01:35:12.471Z</updated><title type='text'>If You Forget Me !</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/jSJiwSXhkxw" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falavam-se entre novelas, ritmos solares separados, crateras de indiferença e significados ocultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca entenderam como mergulharam naquele buraco, ausentes de matéria, incapazes de um olhar, alheios à ausência de respostas, e perguntas inexistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram parcos os verbos, inquietos os adjectivos, nem suspiros ou anseios. Era um estar apenas, como as cegonhas residentes, a curva dos olhos, o gaguejar nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desagregados os toques, afastados os cheiros e a forretice do sentir, espalhavam ausências diurnas e nocturnas como uma não existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudanças físicas ou estéticas eram formalidades. Não sabiam do começo, não procuravam saber do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem à mesa, no sofá ou no leito conjugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes silvos como granadas de mão, mísseis teleguiados em todas as direcções, um rosnar com bater de dentes apocalípticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emprestavam-se tempo cobrando-se no imediato, envolvendo-se em surdez recíproca e trocas de olhares amorfos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;… e num desses intervalos a mão quente tingiu de cor o coração do outro. Mais chegados e aconchegados, risos soltos, como se um condenado acabado de libertar, um só programa, toques serenos, ferro a alimentar o sangue, e musica pairando nos olhares antes murchos, agora inquietos brilhando como um bêbado no último copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do diálogo nasce luz e do amor pesado um contrapeso bem medido, como equilíbrio de futebolista na ligeireza do remate frontal para o golo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como Romanos no banho celestial libertaram-se do peso da mágoa e mergulharam horas e horas, embaciando espelhos, dançando sem máscaras, caídas momentos antes, mas em solfejos de abraços e apitos de beijos em numerosas negociações recíprocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se ainda hoje, que o sofá envelheceu, e no lugar dele molduras felizes, fotos de família, flores e musica e mãos apalpando cheiros e formas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-5161133776781449376?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/5161133776781449376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=5161133776781449376' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5161133776781449376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5161133776781449376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/03/if-you-forget-me.html' title='If You Forget Me !'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/jSJiwSXhkxw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7626669471282319373</id><published>2011-03-21T20:33:00.000Z</published><updated>2011-03-21T20:33:13.333Z</updated><title type='text'>AMENO</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/kbVt60VX-Zs" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vieres&lt;br /&gt;Traz a tua energia, os gestos simples e o afago,&lt;br /&gt;a voz meiga e suave e o toque que te pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegares&lt;br /&gt;Não rejubiles nem despertes os vizinhos, traz os teus sonhos que são nossos, e as palavras inteiras preenchidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoça a boca dos miúdos, lambuza-os com beijos e palavras meigas, seca as lágrimas que te povoam e dá um toque de cor na pele. &lt;br /&gt;Arranja-te corpo, unhas e olhos, os lábios escarlate, roupa aprumada e liberta a alma que tens em ti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vieres&lt;br /&gt;Invade a casa de perfume, o som suave do teu andar, a textura da tua pele, as coordenadas trocadas, o Norte a Oeste e se faz chuva depressa o Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tragas palavras sobrantes, porque o tempo é escasso entre um toque e um beijo, mas enumera os adjectivos e embala-me no teu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegares&lt;br /&gt;Uso o meu humor fácil no teu cansaço, uma piada para o sorriso deles, e um garrote nas veias da tua alma para te sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se entenderes sair,&lt;br /&gt;Vou aos saldos dos telemóveis sem carregamento, anilho mensagens em pombos passantes, uso o telégrafo, o fax ou pedacinhos de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nada disto a ti chegar,&lt;br /&gt;Envio-te garrafa meio-cheia com dizeres romanceados no mar solto e inquieto, gargalo ao alto em rolha portuguesa, energia positiva a deambular, oceanos e marés contrafeitos como mira telescópica directa ao coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, &lt;br /&gt;Dobradas esquinas e estradas, os mares e o Bojador e inertes as Caravelas, chegar-te-á de mansinho, silêncio prometido, como impulso retraído num beijo, palavras rotas e amachucadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaremos perto da memória da fibra sintética, o doce e suave perfume, a tessitura do beijo, o toque secreto a meio da noite, o chão frio da cozinha, o candelabro trepidante, a varanda subtil, o elevador da casa alta, o nosso carro dois por um, e o teu interior remexido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu ou o acaso vierem, &lt;br /&gt;De sorriso largo e pele macia, formas de violoncelo e paixão ardente, encosta-te a mim, como lombada de livro por ler e marca-me a tua página por camadas sobrepostas de mil-folhas, tal a sede de nos lermos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7626669471282319373?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7626669471282319373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7626669471282319373' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7626669471282319373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7626669471282319373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/03/ameno.html' title='AMENO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/kbVt60VX-Zs/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7017045995144965934</id><published>2011-03-01T15:22:00.003Z</published><updated>2011-03-01T15:26:09.654Z</updated><title type='text'>Hoje o silêncio !</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="540" height="340" src="http://www.youtube.com/embed/Hz9cQJFZetI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece-me só o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As janelas embaciadas, água a escorrer no algeroz, a chuva na vidraça, relâmpagos na clarabóia.&lt;br /&gt;Quadros que me olham como se conhecessem, fotos antigas sem cor, a minha preguiça enrolada, as rugas de mansinho, ondas no casco do barco no Tejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inverno melancólico modifica cores, mantendo o ar doce de ti.&lt;br /&gt;Leio-te em contrapontos jocosos, arremedos irónicos, afectos sem terminação, mágoas entre parêntesis e a vida em reticências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece-me apenas silêncio.&lt;br /&gt;Bocejos de fome que passam na rua, misérias que atravessam as malhas do cansaço e a indiferença nauseabunda de angústia dorida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantemo-nos no lado oposto ao traço contínuo que segrega códigos sociais, escancaramos desgraças a golpes de sabre, baionetas afiadas e rajadas de discursos sem solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sonho&lt;br /&gt;Olho-te ao longe, esperança retardada, sombra de um barco sem quilha e a humidade que me arqueia as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-te neste silêncio que inquieta, de gente em ritmos diferentes e os teus braços abertos na minha direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dias de areias e conchas, sem luz no horizonte, e gaivotas que debicam os restos, obedecendo ao gargalhar do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparte-se o tempo em ritmos solares num diálogo de significados ocultos e a água que agita o algeroz, as bátegas na proa a minha janela iluminada pela chuva, desenhando bailarinas em pontas, trapezistas sem arame e as primeiras andorinhas nos beirais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rasgo de calor, o teu olhar e milhares de conversas asas fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, só quero o silêncio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7017045995144965934?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7017045995144965934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7017045995144965934' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7017045995144965934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7017045995144965934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/03/hoje-o-silencio.html' title='Hoje o silêncio !'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Hz9cQJFZetI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8473394199173537010</id><published>2011-01-23T23:06:00.000Z</published><updated>2011-01-23T23:06:28.817Z</updated><title type='text'>QUERES QUE TE CONTE?</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/onpJ6fLBif8" frameborder="0" allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero contar o que és. &lt;br /&gt;O que é este mundo e esta gente. &lt;br /&gt;Como notícias de nascimento ou óbito em primeira página.&lt;br /&gt;Descrição pormenorizada, polissilábica, rebuscada, com excessos de sujeitos e predicados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar a notícia a traço grosso, com independência de cores. Contar e não fazer ressalva, despachar a notícia em três penadas sem analogias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzir-te em simultâneo, fazer-te figura de estilo, uma frase completa…repleta.&lt;br /&gt;Aligeirar a notícia floreando-te, cheirando-te pele, fazer-te um índice, post-scriptum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter contigo uma muleta linguística, vaguear no teu corpo como &lt;i&gt;Neruda&lt;/i&gt; na poesia, ou pintura de &lt;i&gt;Dali&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Ter contigo partituras de solidão, acrescentos de suspiros na cova da orelha, olhar mareado e bússolas decompostas que te percorrem caminhos sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que serias tu se despida das palavras que te compõem? Um processo simbiótico? Um defeito de ligação?&lt;br /&gt;O teu sorriso juvenil que me descose sorrisos, o meu instinto na pele, o frio que cose a barriga, o rosto do oceano, voos rasantes num instinto de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existes como quase ausência de intenção, e eu, antídoto de veneno, injectável, rebuscado nas fímbrias da tua pele, trazendo-te à vida. &lt;br /&gt;E tu silêncios, palavras meias, sem exageros de afectos. Por vezes até distante, sem urgência dos Deuses, nem a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembramos parágrafos, deslassamos abraços apertados de quem quer ter tudo naquele instante e não largar… jamais.&lt;br /&gt;Soletrar beijos posteriores e sermos melhores do que alguma vez fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspiros teus por sopros meus, parcas palavras, silêncios emparedados, relação brumosa.&lt;br /&gt;Guardo-te na memória com cruzes para não me esquecer e bússolas para não te perder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desequilibraste na ponta dos dedos, teclas erradas e desconexas, sem intervalos nem horas mortas.&lt;br /&gt;Contar-te dos arrepios deste mundo volátil, desta sociedade que nos fere corpo e alma, que nos suga sangue e nos enterra no corpo facas afiadas, e traz a tiracolo algozes com polegares ferrugentos de notícias de jornal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinzas nos sorrisos dos jovens, silêncios apertados e uma falta de verdade e de afectos, que nos vai moendo e destruindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queres mesmo que te conte deste mundo e desta gente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8473394199173537010?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8473394199173537010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8473394199173537010' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8473394199173537010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8473394199173537010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/01/queres-que-te-conte.html' title='QUERES QUE TE CONTE?'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/onpJ6fLBif8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4334420717007679733</id><published>2011-01-07T23:38:00.000Z</published><updated>2011-01-07T23:38:30.690Z</updated><title type='text'>WINGS</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aWyeVfuolT4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aWyeVfuolT4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Farol no horizonte, navio de porte, potro selvagem, um quadradinho de marmelada, torrão de açúcar saboreado às colheres.&lt;br /&gt;Quantas vezes oficial sem trato, emérito cavalheiro aprumado, erecto como um soldado em linha de formatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou de verbalizar o rancor, o léxico reduziu e passou a reger-se mais por olhares sem matéria aparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontraram-se anos passados, numa banalidade descartável, catalogando-se mutuamente, palavras rematadas suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca souberam quando começou o amor e terminou o hábito.&lt;br /&gt;Contagiaram-se mutuamente como virose, arremessando pedacinhos de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dias puxaram outros… outros contagiaram mais… a névoa entrou... o sol deixou de brilhar como antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora balança como flor sem caule, haste de uma árvore sem remissão, neurónios atabalhoados sem noção de alinho, de figura ou de sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habita um espaço dez por dez e uma memória três por dois, ataques de riso e de choro, raiva entrecortada por violência lunar, numa inusitada desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um prazo por cumprir sem data certa, num tempo que expira, como as cortinas de nevoeiro num exorcismo de medo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arremessos de gente que o povoa e seca, resistências carcomidas, já sem memória e pouca capacidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As palavras, essas, saíam desconexas e desarrumadas, vazias e despovoadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, um dia de solavancos. &lt;br /&gt;Ela olhou-o, e com a ternura na ponta dos dedos acariciou-o uma e outra vez, até sucumbirem entre vértebras num abraço perfeito de aconchego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta... que a meio do percurso, ali entre Neptuno e Plutão, na zona da Via Láctea, encontraram um invólucro com duas pétalas perfumadas e um sorriso a pairar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4334420717007679733?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4334420717007679733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4334420717007679733' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4334420717007679733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4334420717007679733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2011/01/wings.html' title='WINGS'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6128482604912578813</id><published>2010-12-08T01:20:00.000Z</published><updated>2010-12-08T01:20:41.134Z</updated><title type='text'>Da minha varanda vejo o rio...!</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/br-Dy3puDoc?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/br-Dy3puDoc?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíamos ao som de todas as musicas e baralhávamo-nos a descompasso, agarrados pele na pele, mão na mão e línguas tocadas como melodias de &lt;i&gt;Bach&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbarramos nas esquinas do passado e enfrentamos dolorosamente os trajectos do futuro.&lt;br /&gt;Faço vénias à tua presença em mim, repiso os teus passos, e busco a alma em labirintos traçados a régua e esquadro, pensados ao pormenor, para nos perdermos, inquietos amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor do teu corpo no vidro da janela, o sopro no coração que me repela, e ecos de desejo como restos de beijos ao desbarato que deixamos impregnados em nós. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não adormeço nos teus braços mas ancoro a minha existência no teu porto de abrigo enquanto sonho vigílias da tua ausência. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Da minha varanda vejo o rio. &lt;br /&gt;Barcos ancorados como pranto de criança, rastos de sonhos, e as nossas unhas espetadas arranhando ao de leve na franja do estuário, enquanto gaivotas esvoaçam, trazendo acoplados recadinhos de anúncios em escapadelas de beijos e abraços.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho-te como música enquanto baloiças o teu no meu corpo e me fazes cobardia e coragem, céu e inferno, sol e açúcar, sorrisos e lágrimas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho a tua na minha boca e arrebanho-me aos bocadinhos na memória e na minúcia de &lt;i&gt;Rembrandt&lt;/i&gt;, enchendo-me de palavras para me esvaziar de ti, pecado de quadro perfeito.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gosto de ti em dose inteira ou meia-dose, aos bocados ou colheradas, com a soberba da ganância ou a ponta dos dedos, lambuzado e digerido, refeito do doce na língua, engalanada do teu sabor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Da minha varanda vejo o rio, Tejo ao fundo em demasia, adormecido cansado, arritmias inquietas, e o teu abraço, despertador.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Da minha varanda vejo o rio,&lt;br /&gt;Gaivotas agitadas em desatino, barcos sem leme,&lt;br /&gt;O teu sabor na minha pele, o sal da nossa vida, passos teus em labirintos meus e beijos de língua no teu sonho ao de leve, e o meu coração o teu porto-de-abrigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6128482604912578813?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6128482604912578813/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6128482604912578813' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6128482604912578813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6128482604912578813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/12/da-minha-varanda-vejo-o-rio.html' title='Da minha varanda vejo o rio...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-5465704181062811306</id><published>2010-12-07T21:55:00.001Z</published><updated>2010-12-07T22:26:03.145Z</updated><title type='text'>No teu livro, uma linha.</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0pTgNj7IN80?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0pTgNj7IN80?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia pão acabado de cozer no forno a lenha, tijelas de marmelada na varanda e compotas em cima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua boiava no céu, o sol espreitava atrevido, o sino tocava e o adro da igreja enchia como domingo. &lt;br /&gt;Mantive os portões abertos, os muros cobertos de heras e o brilho da tua pele franqueava-me um sorriso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua parcimónia de palavras, o teu rosto que se fechava, o conhaque no meu copo aquecido. E no entanto, as mãos dadas, o teu perfume, o gato persa nas tuas pernas o meu ronronar em ti e nem um afago.&lt;br /&gt;O teu afago simples, sensível, vertiginoso em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu no teu livro apenas uma linha. &lt;br /&gt;Nem um capítulo, nem uma vírgula, apenas uma linha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refugio-me em escapatórias e um raio oblíquo de sol empastela-me, salpicando-me os olhos de lágrimas furtivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vinha nas análises, que me circulas nas veias, enquanto taquicardias evitam correrias extremas por entre a bílis que segregas.&lt;br /&gt;Preciso de me desmontar e reciclar, e adensar com picaretas, cimento armado, areias e marfins, numa reconstrução dolorosa, sem prazo, rebolando pelo interior de mim.&lt;br /&gt;Dislates esquizofrénicos, tremuras diabólicas e pantominices felizes, como um qualquer diabo deve ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí chegado, requalifico o ar, suspiro como Vinicius e Jobim e cada palavra minha em texto teu, será como golpe no teu rim, emplastro no teu olhar e movimentos embaciados tricotando a alma, enquanto eu adocico a língua, ofereço-me palato lambuzado e repito a dose dessa nata com canela.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até sobrar lençol na tua cama, esfriar a meia de leite a dois e a lua baloiçar no céu.&lt;br /&gt;Vou tocar o sol e resplandecer sorrindo da nuvem que te povoa, enquanto o pão cozido estala na varanda, quente para manteiga, soberbo para compota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu fingimento escarnecido, serás retocada a tinta-da-china, lembrada em papel pardo e atirada ao mar como barquinho de papel dos meus sonhos de criança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei os portões, as janelas trancadas, o brilho que me espreita pela frincha e a chave do coração encerrado para obras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-5465704181062811306?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/5465704181062811306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=5465704181062811306' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5465704181062811306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5465704181062811306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/12/havia-pao-acabado-de-cozer-no-forno.html' title='No teu livro, uma linha.'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1752802409589675527</id><published>2010-11-14T19:23:00.002Z</published><updated>2010-11-14T19:40:28.285Z</updated><title type='text'>PEDAÇO DE ALMA</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZBC_RWGkEvY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZBC_RWGkEvY?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a bruma sobe pelo rio e o outro lado desaparece levando com ele barcos ancorados e gente dispersa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponte deixa-se ficar e espraia-se por entre telhados enquanto o comboio vagaroso sublinha reticências, na esperança de chegar ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rabelos dormem pachorrentos e a falésia cor de barro agita as gentes dos guindais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem gordo de bexigas e ar altaneiro a vociferar, deslumbrado com as miúdas galopantes, tipo ardósia aos guinchos que desaguam pelas vielas.&lt;br /&gt;Ele tisnado, lençinho ao pescoço, cachucho no dedo mindinho e os suores alagados na base da testa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nisso, o teu estendal de roupa com molas cores de fruta e o som da cidade a descompasso. &lt;br /&gt;Flashes do presente, sonhos do passado, os mesmos passos em labirinto sem saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gatafunhos que te lia, o caderno quadriculado com um piano de cauda desenhado, a tua mão destreinada e os tremores que já na altura te agitavam corpo e alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tuas pálpebras caídas sobre o meu rosto cansado, salpicam promessas, enquanto estirada ao sol o calor evapora do teu corpo em golfadas de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabíamos de tudo e quase nada. &lt;br /&gt;Eu e letras, imagens comigo. Frases semi-nuas abandonadas a um canto, preenchia espaços entre elas vestindo-as de roupagens novas.&lt;br /&gt;Criava poesia com tenra idade num coração desabitado, desolado, amarfanhado. Sinapses disparadas e um vazio num amontoado de cicatrizes. &lt;br /&gt;Tu e desenhos mascarados na arquitectura do &lt;i&gt;piolho&lt;/i&gt;, café que habitávamos a destempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade espreguiça-se e nós temos o amor das coisas simples, estudantes juvenis e inquietos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tuas mãos cor de Outono, a linguagem crua do prazer, os amigos comuns e noites de S. João, o teu corpo desprevenido e as amarguras repousadas.&lt;br /&gt;Aparvalhados como garotos, pele de textura única, e o mundo o nosso recreio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remendas-te com bocadinhos meus – dizes, e eu a perder-te uma e outra vez.&lt;br /&gt;Madressilvas soalheiras na mercearia de esquina, beijos molhados pelas franjas da madrugada, sonhos encharcados pela fímbria da manhã, as minhas mãos nos recantos do teu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritos imperfeitos na Ribeira, bruma dissipada e barcos encalhados. &lt;br /&gt;A tua despedida, conversas meigas já sem força, resquícios de um suspiro que atravessa as malhas do tempo, o comboio que lento, cedo, atingiu o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste na noite e acabou, a pedra tosca da tua casa, os rendilhados da tua mãe, a invernia que espreita, e a esquina onde ainda hoje te espero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a ponte fica mais longe, a ribeira alagada das marés, as varinas num engasgo de sílaba e a juventude num ápice perdida no funicular dos guindais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, é isto e quase nada, passado perdido na memória entre espaços de tempo e lembranças penduradas em pedaços de pele, corpo e alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1752802409589675527?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1752802409589675527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1752802409589675527' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1752802409589675527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1752802409589675527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/11/as-vezes-bruma-sobe-pelo-rio-e-o-outro.html' title='PEDAÇO DE ALMA'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-981246140641488155</id><published>2010-10-26T00:43:00.000+01:00</published><updated>2010-10-26T00:43:00.588+01:00</updated><title type='text'>ILUSÃO</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/d8RYUZT57XA?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/d8RYUZT57XA?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos o tempo “ocupados” com pequenos nadas, frenético consumo, corridas de ilusões próximas e distantes, numa mistura de deslumbramento com luzinhas a piscar, carros topo de gama estacionados, roupas de marca, festas e festarolas, conversas de ocasião, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam por nós, novos e velhos, desenganados e coitados, cabisbaixos e sujos, melancólicos e doentes, gente de um tempo perdido, numa crueldade que o tempo marcou, indiferentes pela vida, sem sonhos nem fantasias nem esperança no futuro, vegetando em circuitos urbanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos opacos, pele tisnada e gasta, mãos sofridas da escravatura do sonho, passando e cruzando o nosso caminho, que evitamos a destempo, e saltamos de apeadeiro em apeadeiro enchendo a memória e o olhar, despejando na estação próxima, enquanto no vagão da vida saltam lágrimas em rosto de criança a quem foi prometido um mundo… e deram… nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estendem-nos a mão de conveniência, numa catarse mitigada, sociedade travestida e vazia de valores, tão repleta de indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sobram os costumes e as coscuvilhices num linguarejar de vidinhas, enquanto o ordenado é sugado em impostos, o carro na fila que não anda, os diálogos refugiados em monólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chicanas de café em chás para quatro, argumentos pestilentos sobre os outros, lama espirrada na direcção de alguém, enquanto abanam o seu enlatado e sacodem os fantasmas dos armários na penumbra dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é este o jeito de um povo/país, indiferente a tudo e a todos, metido em “umbiguismos” de poder, discursos ofendidos, realçando o seu “EU”, como se a &lt;i&gt;Bastilha&lt;/i&gt; tomasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negrume vida, futuro incerto, pacóvios e papalvos, sem trincheira para se esconder, vidas a céu aberto, volantes de couro e tejadilho de cristal, num estado sonolento em sonhos ancorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inquieta vida de mentira, palhaços e ilusionistas, malabaristas e desgarrados, opulentos e miseráveis, sortudos e azarentos, favoráveis e opositores, reis por segundos e povo da vida por inteiro, sem alcance nem valor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E irás andar em ziguezague, montanha russa da vida, rebuçados oferecidos em colher de latão e a tudo e a todos dirás… nada… num entediante costume de bonança, bonacheirão típico e carácter de brando costume. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;... publicado também em http://www.retratoseteatros.pt.to/...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-981246140641488155?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/981246140641488155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=981246140641488155' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/981246140641488155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/981246140641488155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/10/ilusao.html' title='ILUSÃO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8262791380076378072</id><published>2010-10-20T18:37:00.002+01:00</published><updated>2010-10-20T18:38:58.893+01:00</updated><title type='text'>UMA FOTO</title><content type='html'>&lt;object width="500" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DkwxMYiyd_M?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DkwxMYiyd_M?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas estão vazias, a aldeia só tem velhos, as crianças não choram, na calçada, quase não há cães. &lt;br /&gt;O musgo acumula-se nas paredes e falta vida neste espaço, temos apenas o tom sépia do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu Pai e a gabardina bege, olhos azuis, perfil estático e imponente, um anjo equilibrado dos dois lados da vida. A cortina que afastamos da janela, uma réstia de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu pequenina montada num cavalinho de pau, eu no jogo da bola às vezes perdido entre ramagens. &lt;br /&gt;Já não reconheço paisagem, a Lagoa esbraceja e forma correntes diferentes. A “aberta” mudou de lugar e afeiçoa-se aos novos métodos.&lt;br /&gt;Estranho as correntes, como por vezes me estranho a mim, perfeito solitário no interior da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de te olhar quando muda a hora ou o lusco-fusco nos entra pele e olhos, nem gosto dos dias curtos e da indiferença do meu caminhar em ti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não nos alimentamos de rebuçados de amor nem chocolates de paixão, mas sei que nos dias pares te adoro e nos ímpares te duvido e sei da minha inconsciência juvenil e das falanges dos dedos que te povoam cabelo e da imagem que o espelho não traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto do Outono que adivinha almas perdidas, folhas secas, um frio incompleto de agasalho e o cheiro a castanha assada e água-pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas gosto da foto de ti no cavalinho de pau, cores rebatidas e o meu não sorriso, a tristeza da distância do tempo, das partidas da vida e a minha avó no canto da sala a fazer “&lt;i&gt;naperons&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua foto e a minha memória, a maré que sobe e agasalha a areia matinal, e o meu acordar cansado da madrugada titubeante arrebatada à dureza da noite em diálogos interiores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha Avó ainda no canto da sala, e argolinhas do “&lt;i&gt;naperon&lt;/i&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciranda em que dançamos, o imaginário, olhos rasos de mil pedaços cruzando silêncios em mãos moldadas. Um papel dobrado em dois, o teu estilo, o meu percurso, a baunilha no teu perfume, uma mesa para um em vez de dois, a toalha branca e o meu prato preferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto deste silêncio e deste vazio., como do teu retrato na moldura e a minha avó ainda no canto da sala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8262791380076378072?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8262791380076378072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8262791380076378072' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8262791380076378072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8262791380076378072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/10/uma-foto.html' title='UMA FOTO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6228762594272861660</id><published>2010-09-20T23:29:00.000+01:00</published><updated>2010-09-20T23:29:46.760+01:00</updated><title type='text'>O meu violino</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aLNTJd-gziQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aLNTJd-gziQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O meu violino, a musica e o meu anjo-da-guarda, &lt;br /&gt;tudo encorpado e palavras dengosas.&lt;br /&gt;Este meu pranto sem vontade, este sono que não durmo, esta água que não bebo&lt;br /&gt; e esta morte tão perto que a cheiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O meu violino. &lt;br /&gt; Esta musica que me povoa e agita e me confunde entre os sons o sono e a memória. &lt;br /&gt;O arrastar do meu corpo para a sombra e esta alma sem sentido. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O meu desdém calcinado, a tabuleta que trago espetada em mim – &lt;i&gt;trespassa-se&lt;/i&gt; – o meu corpo sem alinho nem prumo nem remendos.  &lt;br /&gt;Esse som que me arrasta, que me traz de novo, que ressuscita uma mente estúpida e povoada de imbecilidades.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O meu violino e tu, e eu aos poucos, desperto, atento, menos surdo, redimido e absolvido em confissão. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Liofilizo-me, vibro com oboés e flautas de bisel, sons no coração espetados com alfinete bebé.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desempoeiro a alma, dois caminhos sem sentido, um sentido único. &lt;br /&gt;Desconhecimento bíblico, ideia peregrina de sinfonias numa implosão enunciada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O meu violino que derrapa acordes rateados e o meu passo emplastrado de loucura decepada. &lt;br /&gt;Musica como aritmética de sobrevivência e um texto premonitório, corpos embalados, bolas de fogo, boca fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passar oxidante do tempo, musica e um violino, traços incertos de dedos pequenos.&lt;br /&gt;Tolos desmandos e um arremedo de paz, resgates em mar alto, um sonho agitado, figurinhas encenadas, perfil seráfico e um descanso “gourmet”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias bipolares, ternura pouco-a-pouco, pingando como torneira mal fechada num coração desabrigado, de sonhos indecifráveis. &lt;br /&gt;O meu violino, e eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6228762594272861660?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6228762594272861660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6228762594272861660' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6228762594272861660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6228762594272861660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/09/o-meu-violino.html' title='O meu violino'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4704575976536807653</id><published>2010-09-20T23:00:00.000+01:00</published><updated>2010-09-20T23:00:51.005+01:00</updated><title type='text'>Esboços</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rrJky8YuTr4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rrJky8YuTr4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esboços de memória.&lt;br /&gt;O Sol pintado com um sorriso aberto, uma árvore com frutos e um verde a espraiar-se.&lt;br /&gt;Uma bicicleta, duas rodas dezoito, o mar em ondas, uma expressão estética mal conseguida. &lt;br /&gt;Nunca faço a lápis sempre a tinta, e contorno, modifico, e renovo a textura.&lt;br /&gt;Salto entre sofá e mesa e de novo sofá, numa inquietação sofrida, leis misteriosas do meu corpo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quantas vezes soluços de cuco, saídos da portinhola interior. Gemidos como corda acabada de dar no relógio.&lt;br /&gt;Na minha memória um piano de cauda, sons do mesmo, os meus dedos que fervem no dedilhar constante.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Caíste-me num beijo pintado em tons de azul e eu absorvido por ti, nem me dei conta do tempo em que estive.&lt;br /&gt;É a tua sombra que me persegue, laivos fugazes do que foste.&lt;br /&gt;Tenho espaços vazios por preencher e receio da falta de ar ou da sobredosagem, que possa vir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Deixo a alma, frases, e pele por entre espaços.  &lt;br /&gt;Fisgadas nos pássaros, corridas de carros de rolamento avenida abaixo, calções rasgados, memórias dependuradas em mim, às minhas costas, dentro da alma, apertadinho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho permanente a tua profilaxia nas minhas veias, gotículas do que foste e um vazio na memória que me afasta urdiduras. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um deslizar sulfuroso pelas tubagens do meu interior numa quebra súbita de tensão.&lt;br /&gt;A minha bica meio-cheia, o teu corpo vazio o nosso guerrear na minudência, e o teu sorriso malandro que me engasga reticências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4704575976536807653?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4704575976536807653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4704575976536807653' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4704575976536807653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4704575976536807653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/09/esbocos.html' title='Esboços'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7511524880286729536</id><published>2010-08-26T00:42:00.001+01:00</published><updated>2010-08-26T00:45:53.389+01:00</updated><title type='text'>DOURO</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/C8QJmI_V3j4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/C8QJmI_V3j4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Range metal sobre metal numa chiadeira estridente.&lt;br /&gt;Prolongamento de memórias, nostalgia e deslumbramento, suspiros nas curvas apertadas.&lt;br /&gt;A canícula que desaperta os ossos, a encosta da serra, telhados românticos, árvores que cercam o casario, videiras entrelaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombras de nuvens, fantasmas que se demoram em cada traço do caminho que percorres.&lt;br /&gt;A incessante criatura sem rosto que vislumbras ao longe no socalco, imergindo do verde da planície, um caos ilógico na arrumação dos campos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu como relógio, mostradores inquietos, ponteiros pontiagudos como a verve que evaporas boca fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sons do tempo, enevoado e frio, folhas de árvores que se riem a cada passo teu.&lt;br /&gt;A tua sombra do lado esquerdo de encontro ao muro, esmagada de encontro ao muro.&lt;br /&gt;Piadinha entre folhas, risinhos histéricos e a árvore frondosa que as manda calar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falaste com alguma árvore?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subida da colina serpenteante, carregando um calvário completo. Um remorso vivo, como a dor.&lt;br /&gt;A dor e uma árvore sem galhos, nem folhas, nem diálogos entre elas.&lt;br /&gt;Apenas a dor a apertar, parecendo distante por não a querermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Range o som metálico e frases aos solavancos, despovoadas.&lt;br /&gt;Sombras, restos de gente a agitar, misturas de luz, estrelas e vozes. &lt;br /&gt;A voz como o andar da noite, vagarosa, incompleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma impressão digital a enganar o diabo. &lt;br /&gt;Pinturas ancestrais no povoado, pedras colocadas por defeito, provas de vinhos que afastam maus augúrios, o diabo e as tropelias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cestos de vime repletos de morangueiro, uva branca e preta, engalanados com parras de cheiro fresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhantes sozinhos, vertigens de cor e paz, refluxos de emoções partilhadas, substitutos de existências por memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metal sobre metal, uma chiadeira de risinhos estúpidos, de folhas assustadas como se o Outono chegasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falaste com alguma árvore?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7511524880286729536?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7511524880286729536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7511524880286729536' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7511524880286729536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7511524880286729536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/08/douro.html' title='DOURO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7967200382177148307</id><published>2010-08-19T15:25:00.002+01:00</published><updated>2010-08-19T15:46:49.369+01:00</updated><title type='text'>O teu feitiço</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_Ye8GLPUVsM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_Ye8GLPUVsM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu segredo… a meiguice sem medida, o destempero em que te soltas, jorro de afectos sem espera.&lt;br /&gt;Alquimia na tua pele que entendo como obra do “&lt;i&gt;Demo”&lt;/i&gt; tal a inquietação que provoca. Tanto me tira o ar como me solta o riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu feitiço&lt;br /&gt;Esse arrastar de mãos, suave e ardente como conhaque velho.&lt;br /&gt;Palavras quebradiças, resignadas à sorte que lhes caberá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esgueiras-te entre brechas como refúgio&lt;br /&gt;Afasto-me de mim tantas vezes e observo-me ao longe como &lt;i&gt;Rembrandt&lt;/i&gt; os quadros inacabados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As assistolias, um suporte de vida, apito agudo constante, linha ténue marcando a partida, o sopro final e eis que tropeço no teu olhar e desperto para a vida num trago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colo-te palavra por palavra, gesto por gesto, pedaços de corpo em corpo de mulher, o teu feitiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não és tu que me baralhas, sou eu que me confundo nesta geometria perfeita de enganos, naufrágio de constelações inteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu segredo em ritmos pachorrentos, circuitos entre vielas antigas, a nossa casa de madeira em Hoshinoya /Quioto, candeeiros de bambu e biombos de papel de arroz que se espreguiçam na nossa direcção.&lt;br /&gt;Dias que despojo do corpo estropiado por toques subtis. Os minutos que não temos e o meu cansaço nas tuas costas, confinados a um espaço que se deseja intemporal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paradoxo de nos arrastarmos na sombra, embalados por nocturnos silêncios, parágrafos completos, baixos-relevos, heráldica amorosa e delimitas os meus lábios como partitura para orquestra sinfónica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu feitiço&lt;br /&gt;E eu, sem reacção, resposta ou oposição, olhar tosco, palavra siderada, inquietude orgânica, abano de esqueleto, coisa feia, coisa má, coisa minha e coisa tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou eu afinal… o teu feitiço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7967200382177148307?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7967200382177148307/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7967200382177148307' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7967200382177148307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7967200382177148307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/08/o-teu-feitico.html' title='O teu feitiço'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-9132008488658906640</id><published>2010-07-19T20:37:00.003+01:00</published><updated>2010-07-19T20:41:18.169+01:00</updated><title type='text'>Do I look Alright?</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZctjBM16dAc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZctjBM16dAc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tuas brincadeiras de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade que tenho de te puxar “às cordas”, para te abocanhar atenção. &lt;br /&gt;Sempre a tua partitura interior, distraída, um franzir de testa, risquinhos marcados como ondas irrepetíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mão direita na tua calça de ganga, marcada, rasgada e o meu peito no teu e um beijo enregelado, tacteado como cego no teu interior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha boca em espera, ainda.&lt;br /&gt;Beijos de ontem, na espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do I look alright?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E roubo-te aos bocados.&lt;br /&gt;Com as duas mãos, enrolada na ponta dos dedos amassada ao teu desnorte, fundida em mim. &lt;br /&gt;Gestos nos gestos que a mão faz sem contar.&lt;br /&gt;Perímetros em subtracção, volteando corpo, escondida no olhar&lt;br /&gt;Dedos de pintora, modeladora, alquimista da alma,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechadura e torniquete no coração, ventos de luz e um dobrar de pálpebras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto as palavras que te digo para não exagerar, nem a mais nem a menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas mãos que não chegam para tanto de ti, luzes que não se acendem e os fantasmas que nos habitam, que nos acorrentam, que nos secam feridas, que nos sabem caminhos sem mapa nem bússola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do I look alright?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha boca em espera,&lt;br /&gt;Dragões nas curvas do céu, peça por peça para te construir, riscos de chuva, nuvens como telas, pinceladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as mãos macias, ternas, gulosas, vadias.&lt;br /&gt;Uma bolha parada no tempo, um toque amargo nos lábios e nós dentro do tempo a recuperar o doce,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gaivotas com mensagens de textos alinhados na memória, as tuas brincadeiras de criança, os gestos largos irrepetíveis, as mãos frescas e doces, o teu olhar, alquimia de alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do I look Alright ?&lt;br /&gt;Yes, you look wonderful tonight!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-9132008488658906640?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/9132008488658906640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=9132008488658906640' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/9132008488658906640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/9132008488658906640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/07/do-i-look-alright.html' title='Do I look Alright?'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8907774848682749953</id><published>2010-07-17T00:09:00.001+01:00</published><updated>2010-07-17T00:24:59.682+01:00</updated><title type='text'>VERGONHAS</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2rgepWg4rzw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2rgepWg4rzw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manténs o riso rasteiro a valsar na tua boca envergonhada, enquanto olhas o chão e ruborizas vergonhas como puto mimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás como que gasto, um amor velho e desmazelado. &lt;br /&gt;Cheio de lamechices, olhos sem auspícios de cama, apenas um franzir de sobrolho que te sobra na memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-te sem mundo, magoado, engelhado, sem pele nem cor dominante onde te agarre interesse, pálpebras caídas, arrepiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pede-se magia, um truque de feira, pomada milagrosa, uma corrida no poço da morte.&lt;br /&gt;Enrola e desenrola, levanta o queixo e aspira saúde, faz a barba a três quartos, espalha rubores pela cara e açoita esse animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronrona baixinho e compõe geometrias enquanto arqueias papa-léguas e te mostras felino quando os pelos se eriçam.&lt;br /&gt;Faz-te animal bravio, sapato desemparelhado, cueca solta e um fantasma que te habita a espaços.&lt;br /&gt;Abre-te de espanto, liquida silêncios e palavras meias, calibra o riso e o acento tónico, toca polegares no corpo dela e abala-lhe os sentidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica alerta com punhal afiado, mareando ondas de supetão, ajusta zoom interno e intensifica a voz aguda na face esquerda dela, enquanto lhe cais na direita como futebolista em falta na entrada da área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-lhe da boca desatenção, contorna-lhe pescoço desabrigado e escorrega-lhe preguiças pelo corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ris-te da volúpia contorcionista em becos sem saída, num desejo circular e redundante.&lt;br /&gt;Pede-se de novo magia, polegares ao alto, jogada p´ra golo, numa malícia de mãos afogadas nos teus lábios, enquanto te atiras de cabeça para o poço da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valsa mais firme o sorriso na boca envergonhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8907774848682749953?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8907774848682749953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8907774848682749953' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8907774848682749953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8907774848682749953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/07/vergonhas.html' title='VERGONHAS'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6733209683966513403</id><published>2010-07-03T17:52:00.003+01:00</published><updated>2010-07-03T18:00:45.856+01:00</updated><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7CbAjj80NIM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7CbAjj80NIM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho cinco anos e o meu Avô morreu.&lt;br /&gt;Deitado, despede-se da família, a minha mãe no seu braço, e o silêncio respeitoso por quem parte.&lt;br /&gt;Olho por cima do ombro da minha vista, um suspiro que ninguém ouve, um bater de porta, sapatos de verniz que me alcançam. &lt;br /&gt;A minha avó num movimento estranho, o grito suspenso, a bênção Tio e o anel de família no topo do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folhas que abanam o quintal da casa, um som de fundo indefinível, as vozes que se misturavam até não parecerem mais vozes. As que se aproximavam, as que se afastavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os choros contidos, os mais soltos, assim juntos numa melodia, até não serem mais tristeza ou perda, mágoa ou queixume, sequer arrependimento ou culpa.&lt;br /&gt;Não era nenhum e contudo, todos simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens afastavam-se depois de semearem mais diálogos fortuitos, as mulheres de negro junto ao chão da terra revolta em esgar de dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O miúdo preferiu adormecer. Sonhar amanhã e imaginar como ontem.&lt;br /&gt;Pés em filas de passos desnecessários, curvas na memória e os dias que morrem em fila, ordenados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compêndios de história, cestos de vime, de como se faz das tripas coração, da luta contra Salazar, falado em sussurro inquietante. &lt;br /&gt;O aprumo de marinheiro, porte altivo. Água mole em pedra dura…  &lt;br /&gt;Não desaparecias nunca assim, dizias...&lt;br /&gt;Afinal há mil maneiras de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim e o abandono, corpo deitado, e o olhar que ignoro que me olha. &lt;br /&gt;Pedro como eu. Alto, frontal, enérgico., mas doce, muito doce.&lt;br /&gt;Aprendi contigo a fazer a soma de silêncios e a ver o tempo nas pausas, na tal solidão interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até um dia, daqui a muito tempo como um piscar de olhos entre a eternidade e o fim.&lt;br /&gt;É já ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6733209683966513403?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6733209683966513403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6733209683966513403' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6733209683966513403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6733209683966513403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/07/memorias.html' title='Memórias'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1986982070124027322</id><published>2010-06-29T22:37:00.000+01:00</published><updated>2010-06-29T22:37:42.431+01:00</updated><title type='text'>Já é tarde</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pEq9EKwanJE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pEq9EKwanJE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes até ler na palma da mão, nas linhas da vida e do destino.&lt;br /&gt;Podes querer apenas a cumplicidade dos caminhos, os sorrisos que se cruzam, os teus projectos, as idas e voltas em viagens soalheiras os encontros confidentes que nada trazem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Podes até dizer-me do novo amor, do encontro/reencontro, dos beijos sabor a sal e saber dos meus neurónios e o que valem. &lt;br /&gt;Podes repetir até dez vezes que o tens como teu até desoras aflitas e nocturnos encantos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Podes confidenciar-me não ser esta a tua praia, o teu lençol de linho, mas esmagas novidades e sorrisos de felicidade em mim, como percorres caminhos tortuosos e saltas entre nuvens ao meu encontro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Podes falar-me do teu atraso menstrual, do que ele te confessou, das palavras mal geridas, do olhar dos teus pais e da tua imagem ao espelho.&lt;br /&gt;Podes avançar três casas e recuar quatro no Monopólio entre avenidas, ruas desertas e lojas sem decorador. &lt;br /&gt; Podes retalhar cada pedaço teu na procura da verdade em cada pedaço dele, mas sentes que encontras sempre espaços errados, enganos teus, o teu olhar em mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me falas em sorrisos cúmplices, que enches o vazio no meu olhar e que te sentes a naufragar em humores bipolares.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E tu um barco ancorado, um mastro torto, nó de marinheiro desfeito.&lt;br /&gt;Mala de mão com o amor lá dentro, guardado, apenas teu, como guarda de elite Inglesa,   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes até falar em ocupares-te de todos os recantos do meu corpo da inevitabilidade do reencontro tardio, que ainda me cobiças os lábios… mas tarde de mais. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vou expiar toneladas de suspiros, arredondar minutos de alheamento, horas de concha, interiores de tempestade sem bússola, perdido, cego de ti num desnorte a bom porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou sentir o segundo que antecede a morte, o resquício do beijo, a mansarda partida, o buraco negro do ozono, a coreografia arrojada, mas não me tens na palma da mão, nem em nocturnos encantos, nem linhas de vida nem destino, nem em remoinhos de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podes até falar, mas já me saíste da ponta da língua, pelos nós dos dedos, escoada pelas chuvas neste Verão crepitante, curtido e defumado, desintoxicado dos contornos de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até podes, mas já é tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1986982070124027322?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1986982070124027322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1986982070124027322' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1986982070124027322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1986982070124027322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/06/ja-e-tarde.html' title='Já é tarde'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1404028540043837953</id><published>2010-06-23T00:58:00.002+01:00</published><updated>2010-06-23T01:02:24.570+01:00</updated><title type='text'>"Amo-te Maria"</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ymG3eQempnI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ymG3eQempnI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens pirateado as emoções e eu, um rancor que me enrola a pele e me faz liquido em combustão a gerir a saudade e o desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou mais que isso.&lt;br /&gt;O grito que abafo, a mão que protege, o peito que te ampara e o musculo que te absorve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As plantas, tal como tu, deviam falar. O Sol também. O Mar devia dar opinião, tal como a chuva e o vento. E nós calados, a escutar a reclamação das marés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto apenas a sombra de uma voz. E o teu sorriso. &lt;br /&gt;Basta sorrires para ser verão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não cheguem as férias, mesmo que a Cotovia não cante, mesmo que a árvore seque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto é o teu sorriso que me afasta dos dias amargos, dos relógios gordos, arrebitados, muito gorduchinhos como o Sol ou meia-lua.&lt;br /&gt;E as horas que passam e o Cuco que não sai da gaiola.  &lt;br /&gt;As badaladas da Torre dos Clérigos, o raio de Sol que ilumina o Templo de Diana, o teu sorriso na Madragoa com vestes de Santo António.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta gente e no fundo, gente nenhuma.&lt;br /&gt;Nas paredes do Metro, “Amo-te Maria”. &lt;br /&gt;Na parede o spray, conta-gotas de qualquer coisa ou coisa nenhuma mas a frase em spray.&lt;br /&gt;E eu, cauteloso a escrever frases, sem saber o quê. &lt;br /&gt;Quem nunca escreveu uma frase?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sorriso que vem a caminho no metro e encontra o Spray na parede e o “Amo-te Maria” escarrapachado, sem mais nada.&lt;br /&gt;E no entanto todos lêem e alguns comentam. &lt;br /&gt;Eu, seguro a opinião nos lábios, enquanto penso, a sombra na voz, a combustão da saudade que me abana o esqueleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto do Amor é estranho e esquisito.&lt;br /&gt;Há-de haver quem saiba. O tipo do Spray e a frase na parede. Ninguém sai intacto.&lt;br /&gt;E no entanto tocam acordeão no metro, linha azul. &lt;br /&gt;Estações que passam, uma escuridão no túnel e as luzes que iluminam o “Amo-te Maria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tempo fatiado, estrelas que pintam o céu como Dali os quadros. &lt;br /&gt;As frases inacabadas, palavras semi-nuas sem sentido e o corpo adormecido de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou acordando, sem sonos ritmados, na inquietude da carência que me pinta a cor da alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta dos doces da minha Avó, do beijo e abraço do meu Pai os olhos dos meus filhos, o teu azul que inquieta, e eu a beber-me em goladas de sílabas a matar esta saudade mafiosa que tenho de ti.&lt;br /&gt;Parágrafos que deslassam os abraços ferozes em gestos mímicos numa vontade ociosa de sermos hoje melhores que amanhã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pirateamos emoções, desfazemo-nos em risos inocentes, partilhamos pedaços de maldade nas brechas deste encanto infantil, enquanto sorrateiramente te armazenas em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Spray da parede do metro, “Amo-te Maria” a conta-gotas, e o sorriso a caminho de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta sorrires para ser Verão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1404028540043837953?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1404028540043837953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1404028540043837953' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1404028540043837953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1404028540043837953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/06/tens-pirateado-as-emocoes-e-eu-um.html' title='&quot;Amo-te Maria&quot;'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4320753092608602808</id><published>2010-06-11T13:29:00.001+01:00</published><updated>2010-06-12T00:41:18.649+01:00</updated><title type='text'>Mesmo aqui ao lado</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Dpcg5Pg4zHY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Dpcg5Pg4zHY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mesmo ao teu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salta três ruas, uma praceta, acelera o passo e contorna-te pela&lt;br /&gt;cintura adelgaçante. Salta a culpa, esquiva-te da indecisão e solta o&lt;br /&gt;riso que me acolhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ligues ao vizinho do lado, que rosna a cada bater de porta, nem ao cheiro a fritos do &lt;br /&gt;óleo-três-semanas nas bifanas do Quim-Zé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparo as entradas e ponho a mesa de copo de tinto na mão, encontro de dedos, &lt;br /&gt;o teu queixo, um olhar penetrante o suave perfume que se desfaz na minha boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não tenho jeito para parágrafos nem interrogações. Sou mais linhas curvas, sílabas tónicas &lt;br /&gt;e a tua indiferença que me reduz a pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca entendi essa partilha de beijos não trocados, de abraços esquecidos, &lt;br /&gt;e as águas de Abril reluzentes nas poças do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes-me como colheradas de rícino nas veias latejantes em silêncio murmurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou invólucro do que já fui, palavras que me escapam entre os dedos,&lt;br /&gt;fogem a sete-pés, e sete palmos de terra que me acolherão lábios&lt;br /&gt;cerrados à força do riso por mim escondido nas paredes da garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranco-me de novo a sete-chaves, não vás aparecer, e aguardo na masmorra escura de mim, &lt;br /&gt;o tempo que se apaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando aqui com perífrases, enxoto alcovitices da vizinha de cima, mais o pão amassado, &lt;br /&gt;o açúcar que falha, e o meu cérebro tosquiado numa colheita Alentejana e violinos de “Bach”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sequei as roseiras e os sorrisos abertos e sinto motins de inferno dentro de mim,&lt;br /&gt;desactivando-me na perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te faço falta, sou-te dispensa vazia, a tua agenda Moleskin, os amigos e o papagaio, &lt;br /&gt;as festas e a aridez do teu discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paredes de casa espreguiçam de cansaço, tenho a tua sombra em mim e a pele em chagas&lt;br /&gt;de incisões que me fizeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raios-parta-a-velha, mais o latido do cão, os teus passos na varanda, o fígado que me ataca &lt;br /&gt;e o amor espalhado por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou mesmo por aqui,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três quarteirões em redor, duas vielas depois, uma contracurva apertada,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;vendilhões do tempo que me assolam, verdugos de penumbra e gente sem rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fechar gavetas e janelas, portas sem fechadura, afastar as carpideiras que correm&lt;br /&gt;&amp;nbsp;com vampiros de mão dada, mergulhar no mar salgado e secar-me dos restos de memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finjo não ver a desmesura teatral que me atiras, estado liquido, desfeito, &lt;br /&gt;num gerir de saudade, mal resolvida por partes iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gulodice no teu olhar, braços apertados no não perder, misturas subversivas &lt;br /&gt;no corredor e a luz que desligas para tacteares o calor que de mim foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sorrio no escuro, como na fímbria da manhã, e sim longe, e&lt;br /&gt;nunca, apesar de tudo, estiveste tão perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu...aqui ao teu lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4320753092608602808?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4320753092608602808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4320753092608602808' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4320753092608602808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4320753092608602808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/06/mesmo-aqui-ao-lado.html' title='Mesmo aqui ao lado'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-3016348459813947575</id><published>2010-06-09T22:07:00.001+01:00</published><updated>2010-06-12T01:13:33.806+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object height="285" width="440"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fEd7qwqfSlo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fEd7qwqfSlo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="440" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nada me surpreende em ti, nem nas árvores que não dão fruto e ruas que se cruzam em perpendicular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta onde moro tem nome de gaja, cotovelo curto na encosta. Estatuas fálicas, igrejas grandes, e um tipo qualquer que já morreu e nunca morou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despejam gente no arraial da aldeia, farinha frita e filhós, açúcar em carradas de farturas e barrigas inchadas dos achaques da cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frios cinzentos de “néons”, almas esquecidas vagueando na correnteza esboroada do prédio de arquitectura mortuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora gorda, papuda, de mão na testa como medidor altímetro, e o seu mais que tudo em contornos de corpo arqueando braços e mãos, despejando salinas de suor no vestido carmim, volteando o jornal num aconchego de corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruídos timoratos de garotos no alcance da passarada e um sapato desemparelhado em bêbedo de virilhas molhadas e ombros caídos num desdém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrota pelintra a três-quartos, no caminho do jogo da bola, barba por fazer, cançonetismo pimba atirado em doze cordas numa espiral de fumaça pelo canto da boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O correr da chuva no algeroz do prédio, a humidade esconsa da minha rua, partida a meio e estreita onde habitam matrafonas gordas do Corso de Torres, sorvedoras de after-shave barato que ele coloca corpo fora e mais nas covas das orelhas, enjoativo e incómodo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedos num esfregaço de médicos alcoviteiros rasgando sorrisos e prazeres avulsos com precisão de bisturi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu lado, o armário Dona Maria, que veio contigo, presente do teu Pai, onde guardo memórias desfeitas nas gavetas pequenas, nos macramés, os naperons roídos pelo “bolinhas” as rendas desbotadas de noiva que deixaram da tua avó, e as fotos desbotadas dos falecidos com bigode, chapéu e fatiota domingueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não se me refinam os sentidos como antes, a dar pelo cheiro a detergente nos umbrais o azul atapetado do prédio em frente, onde vivia o Abílio do pão. Sim, os sentidos já se foram, mas ainda sou mulher, apesar das artroses, as rugas emprateleiradas, e o fosso da labuta diária que encolhe a língua de silêncio que me lambuza os domingos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, com os cremes e desconfianças espalhadas pelo lavatório, eu com toalhas e aldrabices espalhadas pelo chão, a ver-te de bochecha meia-lua, pelo recanto da boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nada me surpreende em ti, nem as sopas com pão, nem as prateleiras de sentimentos nem os encostos que ainda me dás, muito menos as tardes de bola ou o tulicreme de barrar por causa da placa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nada me surpreende em ti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-3016348459813947575?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/3016348459813947575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=3016348459813947575' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3016348459813947575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3016348459813947575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/06/ja-nada-me-surpreende-em-ti-nem-nas.html' title=''/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-213985209821262829</id><published>2010-06-05T19:04:00.000+01:00</published><updated>2010-06-05T19:04:33.581+01:00</updated><title type='text'>HOW WONDERFUL YOU ARE</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BZqGJh6xVFg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BZqGJh6xVFg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atiras com palavras mescladas de sentimentos, em cada nó que em si deslaça, rastro perfumado do teu corpo musical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua língua húmida e um corpo, deserto de mim&lt;br /&gt;Boca forrada de palavras e a culpa do silêncio que me dói, na incerteza de qualquer verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vives reticências cirúrgicas e o nó górdio que impões reflexamente, impedem o alcance desejado.&lt;br /&gt;Cozo-te carne e pele, ato-te a mim e espalho “post-it´s” coloridos no embaraço que sentes quando me tens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento alquimias e feitiços, rezas, bruxarias e candomblé, hologramas de penitências entre Deus e o Divino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apeteces-me sem protocolos nem palavras vãs, prazos de validade ou preconceito.&lt;br /&gt;E instalas o inferno em ti quando ausente de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho-me em concha, na protecção dos Invernos, marés intensas e lua cheia. Afago as feridas que me deixas com cremes, pinças e algodões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo os silêncios no meu interior e defino os parágrafos, reticências e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto que me confundas com o rebentar das ondas em volúpias do meu corpo encharcado de marés e beijos molhados pelas paredes do teu. Fico assim enredado em ti, como beco sem saída e sem direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolve-me o acautelar do riso e a vergonha, noites pacificadas num abraço e a paixão em estado líquido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trato a ansiedade, apoplexia, evocações de tragédias, o tremor das pernas e o instante de loucura em sinal de perda, como vísceras que escorregam e estrangulam em morte iminente, e no entanto no enunciado da tragédia, leio analogias nas nuvens e o teu pulsar dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musica como recompensa, murmúrios de corpos numa entrega sem fim e o desejo nos teus lábios como frágil destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o vazio em que afogo esta paixão que não consigo respirar, no mais solitário dos instantes e a tua alma que vagueia nas asas do condor, tocando harpas e oboés quando me encontras o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho-me em concha até ao próximo céu numa nova lua de um qualquer planeta estrelado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atira-me palavras mescladas de sentimentos, sem reticências e respira-me devagar até perderes os sentidos, pontos-cardeais e o mimetismo dócil que me faz criança em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero-te de novo, neófito doce entre desamparos de lágrimas que sucumbem na memória que me enjeita, e o teu corpo geométrico no labirinto da minha boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-213985209821262829?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/213985209821262829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=213985209821262829' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/213985209821262829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/213985209821262829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/06/how-wonderful-you-are.html' title='HOW WONDERFUL YOU ARE'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8889297108657861679</id><published>2010-06-03T00:48:00.000+01:00</published><updated>2010-06-03T00:48:08.262+01:00</updated><title type='text'>AOS BOCADOS</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xz88YoWUdeU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xz88YoWUdeU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contigo tem de ser aos bocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umas vezes mais próximo, outras mais distante, mas sempre aos bocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bocados pequenos de cada vez, para que me sintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O traço incerto dos teus dedos a tua boca carnívora que me atrai para o seu interior, e a tua sombra chinesa que dança entre cadeiras, poisa nos quadros e estatela-se na parede branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua onde moras, tal como tu. Outras ruas e outras gentes em ti, como uma geometria de enganos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebolo nas tessituras mornas dos lençóis, almofada aconchegada e o corpo pousado na memória que tenho de ti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos bocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surges-me já vagamente das cordilheiras dos tempos e memórias irreflectidas e no entanto ainda o teu cheiro a alfazema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contigo, tem de ser aos bocados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bocados fáceis de engolir, mastigar, saborear, porque tu moves-te entre o tenso e o quebradiço, o geral e a textura, o toque e o arrebatamento, o desgosto e a bulimia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o meu corpo em câmara lenta, formato digital e tu como Deusa, um eco, pontas soltas, arritmias. Os teus dedos que se enrolam nos meus, toques subtis de pernas e um desejo intenso como se um Tsunami me invadisse praia e a tua mão em concha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio-te aos bocados enquanto mágicos risquinhos vêem desenhar as minhas palavras, como luz em vitral que refracta um bailado colorido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim vou-te transpirando, soltando dos poros, primeiro o sorriso, depois um braço e uma perna, escoando-te apenas, aos bocados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo aos bocados. Abraços perdidos em alquimias, noites pacificadas num enrosco, a incisão na pele da tua letra miudinha, e a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teus becos sem saída, sinais sem sentido, procuras incessantes, e os silêncios que também são meus, semi-breves ou quase nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contigo, tem de ser aos bocados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8889297108657861679?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8889297108657861679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8889297108657861679' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8889297108657861679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8889297108657861679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/06/aos-bocados.html' title='AOS BOCADOS'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6605701487595970412</id><published>2010-06-03T00:30:00.001+01:00</published><updated>2010-06-03T21:30:59.584+01:00</updated><title type='text'>FORA DE TEMPO</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/O3SxCph5I1Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/O3SxCph5I1Q&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinhas num balão que não era teu, abriam-te mais ou menos ar consoante lhes apetecia, num desassossego cavernoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balbuciavas palavras tuas vendidas por outros e os gestos que procuravas não eram teus mas péssimas imitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passavas horas no tempo que te era imposto e soluçavas lágrimas furtivas sem sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste transfusão errada de sangue, plaquetas ineficazes voos rasantes de corvos como agoiros sistemáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tronco a ceder, mergulhado em água baça, memórias em quarto-minguante, fechado na mudez de palavras rotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fio de gente, um invólucro, bolas de fogo que cospes como se dona da verdade e uma vida irremediável. Espuma de terror que inventas por ti mesma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje inteira, amanhã pela metade, pedaços de asas de anjo que oxidam no tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sombra fátua que te enfeita e uma profilaxia de sobredosagem que te invade num oco recanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu desdém calcinado, a tabuleta que me atiras com um “trespassa-se”, bailado de memórias assombradas coração descompassado, liofilizado e turvo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passar oxidante do tempo, e a violência feroz que te escorrega em palavras, por não pertenceres a lugar nenhum, habitando espaços emprestados, bafio escuro de uma cama e a luz a refractar-se em bocados partidos de azulejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar que te falta num balão que não é teu, o âmago de tudo, o trejeito de nada, e a tua mania quezilenta de tese catedrática &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitas um mundo de cetim, enredada em mantas curtas e rotas que te destapam, num balão que não é teu, numa roupagem de um outro em cenários desmontados à pressa no teatro que inventaste, nudez de palavras rotas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6605701487595970412?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6605701487595970412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6605701487595970412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6605701487595970412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6605701487595970412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/06/fora-de-tempo.html' title='FORA DE TEMPO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4590006041700997291</id><published>2010-05-24T11:21:00.001+01:00</published><updated>2010-05-24T11:22:33.530+01:00</updated><title type='text'>HISTÓRIAS DE ENCANTAR</title><content type='html'>Reza a história que há muito, muito tempo, um Arauto do Bem pronunciou um juramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmou, para quem o quis ouvir (&lt;em&gt;e também para os outros&lt;/em&gt;), que queria mais empregos, uma economia crescente, um País com ideias e que seria contra, mas totalmente contra, ilhas de políticos e gestores num País tão pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse aquilo que todos nós, o Povo, gostamos de ouvir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratou para o seu séquito, nobres afamados e alguns Bobos da Corte, para alegrar a dita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrenúncio, Saramago, pé de cabra. Excomungo os maus e enlevo os bons – afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Cavaleiro Andante, sempre pronto a recolher bênções à esquerda e à direita, teve notórios e auspiciosos resultados na promoção e cultivo dos valores do altruísmo e solidariedade, na defesa e protecção dos fracos, necessitados e injustiçados, assim como na desmotivação, perseguição e erradicação do compadrio e das injustiças do mau-olhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca Deus, nestas Cruzadas pelo Império deixou de inspirar tamanho Cavaleiro, de decisões tão certeiras e atinadas. &lt;br /&gt;A consciência e espírito de missão levaram-no a matricular-se em cursos intensivos de construção, Inglês, politiquices bacocas e outras coisas tais, que o iriam ajudar na sua Cruzada contra os arrasadores do obscurantismo e a má-fé dos espíritos das trevas que se colocam no seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual conquistador, ele lutou pela Europa, e andou perdido nas trevas, onde ainda se encontra (&lt;em&gt;e não se sabe quando sai&lt;/em&gt;), armado de tridente, tal como São Miguel Arcanjo na luta contra os opositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu discurso de Missionário leva-o a calcorrear caminhos para pregar sermões em todas as localidades, a Norte e a Sul, mas não tem muito impacto pois a áurea está a definhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo-se ameaçados e acossados, os ardilosos, recalcitrantes e manhosos adversários, propalam calúnias e atoardas contra o Oráculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusam-no de não pertencer a estes domínios, mas sim a uma entidade estrangeira pois ninguém entende que só ele veja aquilo que ninguém descortina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu despudor vai ao ponto de espalharem, que as verdadeiras intenções do paladino do bem, não são as que afirma nas suas intervenções, atirando-lhe à cara a aleivosia de que, por debaixo do verniz das palavras, se esconde uma figura semelhante à dos vendedores ambulantes de remédios miraculosos para os calos e outras dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A isto reage o Cavaleiro Andante com afinco, brandindo a espada e o tridente na defesa do seu reino, da justiça e honra ofendidas. E invoca que nada mais o deixaria satisfeito, do que elevar o seu reino a resultados surpreendentes, não procurando vantagens pessoais ou de grupo, sendo que o imperativo da verdade obriga a ir até ao fim, nunca abandonando o seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus inimigos não se comovem, nem esmorecem, antes respondem que o Missionário quer é destruir o Reino, para ditar regras e leis a seu bel-prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem-se alianças de modo a enfraquecê-lo e desestabilizá-lo, para gáudio do mal e inquietação do bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De parte, outros, confortados pelas investidas de ambos os lados, não escondem o riso, pois sabem que, se de um lado, a espada e o tridente são de plástico e fruto da imaginação, do outro a verborreia esbarra sempre na indiferença e ausência do Cavaleiro Andante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante isto e alguns apartes gagos de alguns Bobos da Corte, que com as suas piruetas vão brincando às Empresas e aos Gestores, às compras e vendas e aos benefícios como quem desdobra cartas do Monopólio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto cheguei ao fim, agora que a imaginação me abençoava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também pouco mais haveria a dizer, pois nesse reino, nada mais existe e poucas noticias se conseguem obter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não julguem que este conto é para ser desacreditado, alto lá…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nesse reinado cinzento e triste, mergulhado em mil tristezas, tão necessitado de heróis e santos, não interessa um Missionário, Cavaleiro, Profeta, um Arquétipo de tamanha envergadura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta que vontade não faltava ao Cavaleiro Andante, sobrando-lhe crença e convicção. Impôs a si mesmo esta cruzada pelo bem e pela verdade, e a todos disse não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deste reino não saio, aqui mando eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venham Ministros e Governantes doutros reinos, que neste, vamos ter Scut´s, Tgv´s, travessias do Tejo, novos aeroportos e até salas de fumo na Assembleia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante tal, a humildade tornou-o grande e fez dele Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(Qualquer semelhança com episódios conhecidos, é apenas coincidência).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in... http://www.retratoseteatros.pt.to/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Pedro Viegas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4590006041700997291?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4590006041700997291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4590006041700997291' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4590006041700997291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4590006041700997291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/05/historias-de-encantar.html' title='HISTÓRIAS DE ENCANTAR'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-3354199619577905120</id><published>2010-05-18T15:32:00.001+01:00</published><updated>2010-05-18T22:04:58.179+01:00</updated><title type='text'>Será assim que as coisas ficam ?</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OzrUs08-SWs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OzrUs08-SWs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói-me o corpo e estranho-me como se estivesse fora de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes um passo, um salto no vazio e nem sei se nas nuvens se no chão empedrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto as artérias flamejantes o coração fora do sitio e um cair desamparado como se deixasse de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será assim que as coisas ficam ?&lt;br /&gt;Apagamos e mais nada ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma veia bulímica articula batimentos com o coração. Fantasmas envolvem-me e escutam em confissão como se um engano cósmico... os fiapos de atenção que não tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedaços de asas abertas em atitude protectora, fazem-me sombra e seguram-me do passo seguinte. O teu corpo que chama por mim e eu como que misturado em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus fantasmas dançarinos e eu desafinado, rasgo a pele como rabiscos na escrita, rascunhos, traços finos por dentro de ti, pinceladas de cor no teu cinzento cortante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habito paredes meias entre silêncios calibrados num sorriso e palavras desgarradas, truncadas, encriptadas e incorrectas, como contornos de cordilheira, enquanto deslaço o sentimento agreste que antecede a perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será assim que as coisas ficam ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morro lento quando a noite encobre o prazer, batendo asas de saudade em abraços apertados e uma flor carnívora que me atrai para o seu interior com línguas telúricas.&lt;br /&gt;Morro assim mesmo, antes que fique dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras, tal como eu, perecem no tempo, um vazio que não se respira, uma pele sem alma na solidão dos instantes.&lt;br /&gt;Os reposteiros que acolhem o sol enquanto estrangulas o sonho e desesperas por consolo que tarda na alvorada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És cúpernico, ateu, agnóstico um perímetro exterior de mim ou um beco sem saída.&lt;br /&gt;Os meus fantasmas dançarinos que vagueiam por aí e me envolvem num aconchego de silêncio num bailado que se acoita nas horas mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos geometria perfeita de enganos, cartas à moda antiga, desejos circulares e redundantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será assim que as coisas ficam ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-3354199619577905120?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/3354199619577905120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=3354199619577905120' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3354199619577905120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3354199619577905120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/05/doi-me-o-corpo-e-estranho-me-como-se.html' title='Será assim que as coisas ficam ?'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8767927039705347410</id><published>2010-05-03T23:13:00.000+01:00</published><updated>2010-05-03T23:13:58.148+01:00</updated><title type='text'>SIMPLESMENTE</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/g4IiccUjGps&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/g4IiccUjGps&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhares que se cruzam e ficam na iminência do expirar do prazo, entre uma reticência e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto vale o instante, mas sei do empecilho das palavras quando os nossos olhares se tocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolve-me o prazer do silêncio, esse que nos abraça e alcança entre risos estridentes, como só nós.&lt;br /&gt;Esse que escorrega devagar pelos vidros, enquanto a chuva lá fora, chora da ausência de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu coração conhece os detalhes do meu e juntos desatam nós e bloqueios, redescobrindo caminhos novos para o espaço entre o verbo e o canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero proteger-te de todos os Invernos, das lamas e lençóis de água, do frio, das nuvens e do pó que se atira e se mete por dentro de nós, e sentir contigo o gelo que derrete no beiral e as rãs que coaxam no charco enquanto encostas o teu rosto no meu ombro e descansas em mim para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afago-te as feridas e os gemidos de dor nos momentos cruéis e acompanho-te o compasso dos sonhos, e encosto-me aos teus medos e anseios, conferindo-te presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapeei a minha vida nos contornos do teu corpo e deslizei no teu rosto entre beijos humedecidos e quentes.&lt;br /&gt;Quanto te olho não preciso de palavras e quando te oiço não preciso da tua presença, pois tenho-te sempre em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não te conheço apenas nos dias ímpares, mas também quando o sol se põe, ou quando afasto os teus fantasmas com a mão. &lt;br /&gt;Evito os duendes que te embaraçam quando não consegues adormecer e desenho o trajecto dos teus lábios quando serenamente procuras os meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos guardar os silêncios semibreves, enquanto nos olhamos uma e outra vez sem ponto final, quando as palavras se gastam numa alquimia de bocas, e o tempo parece infinito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecos sem voz, despojos de sorrisos e o colorido das tuas palavras que resgatam paixão por cada pedaço de mim em porções de pedaços de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhares que se cruzam entre rascunhos, sínteses e resumos, sem conjugações verbais nem advérbios de modo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente nós… sem reticências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8767927039705347410?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8767927039705347410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8767927039705347410' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8767927039705347410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8767927039705347410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/05/simplesmente.html' title='SIMPLESMENTE'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2742216448283061002</id><published>2010-04-27T00:36:00.001+01:00</published><updated>2010-04-27T00:38:54.306+01:00</updated><title type='text'>Sopro do Porto</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0NPK7GEnaNY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0NPK7GEnaNY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruas na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Granito solto como pedreira virada ao mundo. Espaços estreitos, ilhas desalinhadas, uma baixa com referência arquitectónica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turbulencia no Douro que encharca uma ribeira de peito farto e mulher cheia.&lt;br /&gt;Gente que filtra outra gente, silêncios de alma, alho porro e martelinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecos de solidão, sobrevivência e um fardo na memória retirado das cictrizes que te cosem o interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cimbalino e um verde com as tripas como manda a tradição, o cabrito pelo S. João, o salto da fogueira, grupos na Baixa, na Boavista e na Foz e as luzes dos dois lados que se unem por cinco pontes marialvas e iluminam o ar de festa com o foguetório altruista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mascarados sem dentes, arrivistas de almas perdidas e equilibristas sem corpo. Embriaguez de alma e uma seringa que deambula no bairro do Cerco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ossos desalinhados enquanto trocas os Vês pelos Bês em névoas matinais e um abraço amigo que te cobre o peito e afaga o rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sopro do Porto, na chuva que te cobre o rosto e o teu sorriso navega como barcos rabelos nas margens do Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pontes que atravessas como ligações de alma enquanto os Clérigos majestosos destacam a paisagem do Palácio de Cristal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evocas o Chico Fininho e a Serra do Pilar, enquanto partes de Campanhã até à Foz, e eu procuro a forma da tua boca na arquitectura da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo segredos por ti desvendados, enquanto deslaço sentimentos que trazes a tiracolo como as fotos que tiras na casa da musica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este o nosso espaço, eu nos antípodas e tu insone à espreita, os teus passeios no Velasquez e um Dragão que grita vitorioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curvo-me perante ti e arrepia-me os lustros e espelhos do Magestic, enquanto fui perdendo a pele e deixando o tempo no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São graniticas as ruas da cidade e vorazes amizades lá criadas, enquanto se iluminam as casas de pasto numa Sé despovoada e corremos como miudos por Santa Catarina, qual intrépidos heróis de palmo e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho o crepúsculo num céu de meia-noite, e quero agarrar as constelações todas para te oferecer... como um sopro do Porto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2742216448283061002?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2742216448283061002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2742216448283061002' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2742216448283061002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2742216448283061002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/04/sopro-do-porto.html' title='Sopro do Porto'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7349718114958663501</id><published>2010-04-20T15:39:00.002+01:00</published><updated>2010-04-20T22:38:26.359+01:00</updated><title type='text'>NOS BRAÇOS DA LUA</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WMYhi17Zw2M&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WMYhi17Zw2M&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Era chegada a hora do baile da Lua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a noite se aprontava, os convidados afinavam vozes, iluminavam as suas roupas e riam do calar do silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocava a musica e os sapatos de verniz com calças de cetim desfilavam no firmamento.&lt;br /&gt;Estrelas despontavam, enquanto o Sol já desaparecido, contorcia-se nocturno para espreitar.&lt;br /&gt;Eu, ainda descalço, embriagado de cor e vazio de cerimónias, depositava uma flor na tua mão.&lt;br /&gt;E… foi assim que passamos a noite... passeando o silêncio pela mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele ponto havia longe e distância e a certeza de não mais sentir a falta… da falta que sentíamos de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um fio ténue, cru, incolor, mas um fio que nos liga, enquanto no baile da Lua as estrelas resplandescem e a musica convida.&lt;br /&gt;Não sei a medida, nem a distância, nem se encordoado ou não, nem se tem alma ou matéria, mas sei que me prende a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto eternidade nestas almas que aqui habitam, encravadas num vazio oco, que me faz olhar uma e outra vez para baixo, não vá falhar-me o pé. &lt;br /&gt;Estou longe de tudo e de todos, num lugar onde a alma desperta e a insónia de querer tudo e absolutamente nada, habita uma dança de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permaneço em terra de ninguém no baile da Lua, aprumado, fervilhante de sonhos e ideias, mas sem pé, saltando ao pé-coxinho de lugar em lugar, cratera em cratera, num ritual estonteante, como estrelas que vagueiam e cometas deslizam serpenteando o céu, num infinito colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora aqui. &lt;br /&gt;Daqui a pouco, ali. &lt;br /&gt;Fim ou começo? Tudo ou nada? Palco ou plateia? Sou metáfora criada por mim entre pinceladas ténues e delicadas ou firmes e dolorosas, a pastel ou carvão, a quente como se emoção fosse o meu nome… mas não é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos estes, mais-que-perfeitos, gerúndios ao entardecer entre aplausos ressoados a chuva do outro lado do Mundo, num azul profundo onde os Anjos moram e o cheiro a nós fica, presos pelo fio sem cor, dançando nas brechas da Lua, enquanto o Sol desconfiado agita raios calorosos, como se gritasse o meu nome... mas não grita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a musica e o bailado...o silêncio e a espuma dos dias por contar, os sapatos de verniz, laço aprumado em camisa branca e fato assertoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seremos então espectadores de uma Lua que se desnuda graciosa nos braços do oceano, desvendando a sua harmonia em tons de pérola, a rodopiar sem fim, como se o amor não terminasse nunca mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se demore sem fim, para que germine em nós um sorriso, nessa dança unica no baile da Lua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7349718114958663501?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7349718114958663501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7349718114958663501' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7349718114958663501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7349718114958663501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/04/nos-bracos-da-lua.html' title='NOS BRAÇOS DA LUA'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-939088692391308922</id><published>2010-04-13T19:59:00.001+01:00</published><updated>2010-04-13T20:02:57.150+01:00</updated><title type='text'>Sílabas e o meu jardim de Inverno</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EXicxYnhlUA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EXicxYnhlUA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é tarde nem cedo, nem longe nem perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a voz a conjugar paixão na língua afásica dos anjos e os olhos desorbitados dentro de um perímetro que fecha um círculo onde ensaio palavras inconformadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não alcanço nunca o jardim de inverno nem as palavras dos pássaros, as vozes dos anjos, nem árvores semeadas, nem os dias inclinados, como se fosse a manifestação sublime da escrita, que não atinjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento a inquietude, movimentar-me na palavra, transpor-me nela, soltar os ímpetos da mão que revigora frase. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca nos ensinam a sobreviver, mandam-nos à luta e trazemos a vida inteira estampada no olhar, como as rugas dos velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho nesse chão que pisas, percorro o ritmo e ângulos de luz que nos povoam, e o meu medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de não saber olhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou olhar com decalque, um plágio no olhar, abraços de mar que não dou e palavras baças que não escrevo, nem frases substanciais, porque não sei chegar a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falas coisas sem palavras, nem gestos, &amp;nbsp;numa mudez simbólica e afinal entendo tanto do que exprimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não trazes manifestações nem efusões nem mil palavras ou centenas de frases, gestos intemporais, e no entanto está lá tudo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu na palavra eu na escrita, nem simbiose nem superação. Recorrências de memória, precisão de bisturi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, uma ilha, um braço de mar, uma Atlântida adormecida, nem senha nem contra-senha, nem nome próprio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vínculos precários num festival de equinócios, arremessando ameias e sílabas, por cada olhar teu, resgatado no coração salgado de um Anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar traz frases e gestos atirados ao vento e uma medusa que se arrasta por entre memórias, refúgio de pensamentos escondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse o teu sentir na grafia de vogais abertas de mil sinónimos inúteis como fonética de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu a escrever dissilábico, sem alcançar o jardim de inverno, nem palavras de pássaros ou vozes de Anjo, nem a superação sublime da escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-939088692391308922?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/939088692391308922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=939088692391308922' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/939088692391308922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/939088692391308922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/04/nao-e-tarde-nem-cedo-nem-longe-nem.html' title='Sílabas e o meu jardim de Inverno'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4185881085291947443</id><published>2010-04-03T04:03:00.001+01:00</published><updated>2010-04-03T04:06:14.164+01:00</updated><title type='text'>CARA OU COROA</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zkftyHSf6sQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zkftyHSf6sQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenho-te a traço carregado, como numa cirurgia reconstrutiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo em ti, como se nascesse com febre dos fenos, pé boto, carência vitamínica ou incomodo sazonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprende-se a viver com isto, como o teu espírito colado à minha pele, a asma que me habita e a vista cansada, o meu “&lt;em&gt;footing&lt;/em&gt;” matinal e o teu olhar que me perturba uma e outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insistes em aparecer por entre os meus sonhos, entre frases e letras miudinhas que já não leio, e os teus sinais as tuas lembranças que já mal recordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamas das datas que não sei, da minha cabeça no ar, dos locais onde passamos e dos beijos que demos em noites de lua cheia e dos meus sonoros uivos (&lt;em&gt;nas tuas palavras&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relevo o teu olhar matreiro e o meu constrangimento quando me apertas num arremesso de desejo violento, em poses vertiginosas como atleta olímpica em maratonas cruzadas com movimentos em paralelas assimétricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apareces assim do nada nas noites sombrias de leituras nocturnas, saída do capitulo nove no terceiro parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim... sei que invento estas histórias em catadupa, que de outro modo não saberia escrever, nem tu existes, nem os dias são mais dias, nem as noites mais ternurentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os teus olhos aqui, entre frases ditadas por mim ao acaso, espiando cada letra, cada pontuação, terminando por mim, ponto final, parágrafo, travessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrevo para sentir, sem condicionantes, moralismos, ditames, ditados, obstáculos e preconceitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tento pela escrita, numa cirurgia melodiosa como pianista erudito, ter-te para mim, sem mordaças, defesas ou carapaças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que vou acordar dentro em breve, talvez no capítulo doze, e num piscar de olhos chegamos ao fim… que há noites que são longas demais para a rapidez de um amor absoluto ou curtas consoante a lassidão de cada um, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim enquanto sonho, desenho-te vagarosamente como sinal premonitório, virando cara ou coroa, sem código nem senha, traço ou pintura, nem vislumbre de aurora boreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será assim com cara e sem coroa que te verei, qual cirurgia reconstrutiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4185881085291947443?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4185881085291947443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4185881085291947443' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4185881085291947443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4185881085291947443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/04/cara-ou-coroa_03.html' title='CARA OU COROA'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1579632970685942609</id><published>2010-04-03T03:21:00.000+01:00</published><updated>2010-04-03T03:21:53.252+01:00</updated><title type='text'>PREMIO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/S7afsZMyaFI/AAAAAAAAAp0/lp516yZvSqc/s1600/blog_de_ouro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/S7afsZMyaFI/AAAAAAAAAp0/lp516yZvSqc/s320/blog_de_ouro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;Este prémio foi gentilmente oferecido pelo Blogue &lt;strong&gt;DIABINHOS FORA&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://aidiabo.blogspot.com/"&gt;http://aidiabo.blogspot.com/&lt;/a&gt;) da M M.&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Visitem-no que vale a pena.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo responder a 3 questões e passar a três outros blogues que considere merecedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Por que acha que mereceu este selo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Não faço ideia. Foi simpatia da Diabinhos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;Na sua opinião, qual o post do seu blogue que acha merecedor de um prémio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Claro que os textos são diferentes e cada qual tem um trabalho de escrita e construção por trás. Não escolho nenhum em particular. Todos eles são reflexo da minha vontade e desejo de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;Do blogue que me indicou, o que mais me agrada? Ele merecia o blog de ouro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Sem dúvida que sim!&amp;nbsp; É um blogue&amp;nbsp;bem trabalhado, onde sobressai maturidade e envolvência na escrita, pecando apenas por não nos brindar com mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E passo este prémio a.....&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HEAVENLY&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;-&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://vascotrancoso.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;http://vascotrancoso.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O Vasco fotografa e escreve maravilhosamente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RETRATOS E TEATROS&lt;/strong&gt; - &lt;span style="color: red;"&gt;http://www.retratoseteatros.pt.to/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Porque está lá o meu filho (lol)&amp;nbsp;e amigos que conheço e de quem gosto, &amp;nbsp;porque eles sabem escrever e têm boas opiniões e excelentes ideias.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FIOSSOLTOS&lt;/strong&gt; - &lt;span style="color: red;"&gt;http://fiossoltos.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Porque a Ana tem gestos maravilhosos e porque escreve bem, de forma simples, bonita e tem muita piada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1579632970685942609?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1579632970685942609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1579632970685942609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1579632970685942609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1579632970685942609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/04/premio.html' title='PREMIO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/S7afsZMyaFI/AAAAAAAAAp0/lp516yZvSqc/s72-c/blog_de_ouro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7341229517041848401</id><published>2010-03-26T23:27:00.000Z</published><updated>2010-03-26T23:27:03.449Z</updated><title type='text'>Quero ser a tua ultima paragem</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1AJmKkU5POA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1AJmKkU5POA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;em&gt;Michael Bublé –&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo-te por estradas velhas, rodopios de muros debruados a musgo e saltito pedra a pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devoramos sem contemplação a vida num segundo numa volatilidade de num outro segundo estarmos fora da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a noite, companheira inexpressiva, que me enaltece coordenadas de afectos pouco nebulosos, segreda-me murmúrios ao ouvido e é neste inverno febril e soturno que raramente me olhas e nunca me rateias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto mesmo assim da escuridão, da tua entrega e do abandono a que me votas. E prefiro fechar-me em concha do que espalhar o meu ser na desumana dimensão deste mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesta saudade de ti, sou exactamente o que sou. Um mar com noites dentro. Os meus olhos contigo dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto da tua nudez ao luar, dos teus gritos mansinhos, do repenicar dos sinos na Torre dos Clérigos, de quando os troncos cedem nas árvores robustas, de quando os nossos olhos quase chegam, das nossas mãos que quase se tocam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E gosto quando sei que lês os meus escritos como mapas profundos da alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quando finges que não me vês, que não existo ou que te esqueces de mim, mesmo que te provoque intempéries e frémitos no corpo quando me olhas e me sentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos dueto entre a raiva e a meiguice, entre o doce e o amargo e entre beijos enrolados ao pôr-do-sol quando arrastas a minha sombra, mesmo quando nada existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vejo-te em cores, em doces, em cheiros, em frases espalhadas como goticúlas num turbilhão de almas e a tua pele como rosas ao luar e olhos como águas de Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero a tua descrição polissilabica em pontuações imperfeitas como o nosso desejo, e as tuas palavras em espiral reconfortante e quero ter-te em virgulas e pontos de exclamação e uma errata onde me detenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta-me um cruzamento de silêncios, uma análoga intensidade e uns olhos que como margens de um rio, deixam de ser paralelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que és singular, como um barco de gestos que encalha no meu porto.&lt;br /&gt;E talvez os troncos cedam no adensar da cheia na ribeira, a tua memória embacie, os nossos corpos se definam à linha e o silêncio faça eco entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quero o mar com noites dentro e os meus olhos contigo dentro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...para ser a tua ultima paragem...!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7341229517041848401?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7341229517041848401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7341229517041848401' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7341229517041848401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7341229517041848401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/03/quero-ser-tua-ultima-paragem.html' title='Quero ser a tua ultima paragem'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8347251816676055215</id><published>2010-03-26T01:12:00.001Z</published><updated>2010-03-26T01:27:29.809Z</updated><title type='text'>Medos e palhacites</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R2i_-F8JftE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/R2i_-F8JftE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Sara Tavares - Ponto de Luz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando criança tinha medo… medos vários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a época dos papões, das trovoadas, do “&lt;em&gt;Homem-do-saco&lt;/em&gt;”, e das sombras, que significavam gatunos ou almas de outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bruxas não povoavam esses tempos, sabe-se lá, se por falta de vassoura, ou de olhos de morcego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por vezes juntavam-se “&lt;em&gt;à festa&lt;/em&gt;” umas fadas e duendes com varinhas mágicas, que faziam estacionar na minha garagem, os melhores e mais belos carros, e as loiraças espampanantes acocoradas nas jantes dos bólides... (&lt;em&gt;sem abóbora, claro&lt;/em&gt;). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embrulhava-me em lençóis e deixava uma luz de presença acesa e não dormia enquanto não verificava se a clarabóia estava fechada e se nenhuma sombra estava para me incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechava a porta do quarto e ficava com um olho aberto fora dos lençóis a verificar se através das frinchas alguma aranha penetrava, ou se pela fechadura entrava o Gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia Patinhas e Asterix e fixava-me na aldeia dos Gauleses e na poção mágica que sabia um dia me iria salvar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiram entretanto outros medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo das falhas, dos aviões, do Pinóquio, tinha medo das mentiras dele e se as mentiras de criança podiam proporcionar nariz avantajado...de centopeias e de bruxas... algumas bruxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ultrapassando, melhor ou pior esses medos e traumas e fixava o olhar nas águas frias do mar para aferir da minha dose de loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me vi em frente do espelho a fazer caretas, a cantarolar imitando &lt;em&gt;Piazzolla&lt;/em&gt;, a falar em conferências, a decorar trechos com e sem apetrechos, a dar saltos no escuro a pensar no passo em frente do abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me passaram vidas e mortes, nascimentos e torturados pela Pide, doenças, loucos, bruxas e espantalhos, ladrões e alecrins, gaiteiros e sirigaitas e até pseudo-fantasmas em esquinas típicas de bairros atípicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loucos com visibilidade externa e malucos inertes, e palhaços acobardados em risos estridentes cobertos de máscaras de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E são estes que ainda me arrepiam... os palhaços encobertos, artistas de palco sem poiso nem lugar, saltimbancos da vida, aristocratas sem pele, doutores de tudo e engenheiros de nada, imbecis de antanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ainda hoje, espreito pelas frinchas e fechaduras, fecho portas a sete-chaves e trato de me tapar, antes que seja acometido de alguma “palhacite”, ou atacado por algum desses passantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses medos ainda conservo... e é trauma, claro que é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8347251816676055215?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8347251816676055215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8347251816676055215' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8347251816676055215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8347251816676055215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/03/medos-e-palhacites.html' title='Medos e palhacites'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4361802949338677046</id><published>2010-03-18T23:39:00.000Z</published><updated>2010-03-18T23:39:57.316Z</updated><title type='text'>De regresso às estrelas...!</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YqIACY52l70&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YqIACY52l70&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Coldplay - I'm goin' back to the start&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei de cima a inquietude dos tempos. &lt;br /&gt;Desabitado em mim, minuciosamente localizo os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrogo-me se ainda é a essência do que senti. A tua voz que mudava se não me chegavam palavras e os meus olhos que cegavam se não te via nos meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teus quadros pintados a contraluz e a minha silhueta que adivinhavas como a memória de um cheiro.&lt;br /&gt;Guardo os segredos por ti desvendados enquanto uma ave debica pão num beirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de me transformar de novo em humano, ter cãibras quando te marco posição, a sede que mato com beijos molhados e disseco Fernando Pessoa num heterónimo estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o espaço em nós não é mais matéria, nem deslumbre, nem sonho ou sensação, já não me negas noites nem me despes a pele nem te afastas triunfante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um espaço solto no tempo, para devorarmos sorvete de morango e chocolate preto e trocarmos dedos de arrepio em afagos sedosos, enquanto os teus lábios se inquietam nos meus e me chega à memória o sedoso da tua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão perto e tão longe que nem sei se te posso tocar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, descalço num desconcerto em mim, pedinte de horas turvas, faminto receoso do teu estado de solidez rochosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já sem espaço, nem luz, nem cheiro, nem riso ou choro, canto ou assobio, sem a letra na carta escrita e esquecida na mesa de apoio, onde enlaçava a tua presença, quando apressada me beijavas, uma e outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas cartas com letra difusa que me provavam que existias para lá de mim e dos meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funesta quimera, angústia sem fim, uma perda sem limites e frases soltas no caminho como pedras atiradas num desejo de eternidade como segredos que me contaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim me dissolvo em partículas de céu, reciclado para outro tempo, onde resvalo para dentro de ti e vou lendo na encruzilhada do teu corpo pedaços de cartas que me deixaste,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí… talvez aí… escreva o livro desejado, agora também em contraluz, como os quadros de “Gauguin”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4361802949338677046?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4361802949338677046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4361802949338677046' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4361802949338677046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4361802949338677046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/03/de-regresso-as-estrelas.html' title='De regresso às estrelas...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-825946231899438739</id><published>2010-03-10T20:05:00.001Z</published><updated>2010-03-20T12:07:17.249Z</updated><title type='text'>Ave migratória</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NLOdRptlWgY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NLOdRptlWgY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;em&gt;Robbie Williams - She´s the one&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes delicada, outras vezes àspera, voavas em circulos, dissecando a minha artéria femoral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor nos braços de um táxi, nas profundezas das piscinas, pontões de praias interditas, areias escaldantes de mares entrecortados com rochas de esperança, salas de cinema de fim de tarde, sofrimentos como lugar comum e par na sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lua que espreita como alcoviteira privativa e eles escondidos na pele fingindo apagar estrelas naquele jeito-sem-jeito de namorados inquietos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentaram o pote de ouro na cauda do arco-íris e em cada cor um beijo...em cada beijo uma cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam pelos vinte e viviam no limbo dos paraísos ocasionais numa urgência de felicidade que os salpicava.&lt;br /&gt;Andavam ao arrepio dos humores numa cidade com luz, embriagada em tinto carrascão e castanha assada em cones de jornal amarelecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os meus ciúmes de meio metro por metro quadrado por tudo o que era espaço, ciúmes de tudo o que rodeia mesmo nas voltas matemáticas e posturas fisico-quânticas que trazias da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava os gestos estudados e o sotaque que me atiravas em dueto e com um gesto tórrido fechavas-me os olhos empurrando língua, selando lábios como uma modista em três alinhavos e duas molas pregadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendigos de côdea rala, passamos a dormir em constelações diferentes e vagueavamos pé ante pé com espaços no pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu decote na blusa sem mangas, as sandálias de tiras modernas e o calor do corpo que brota a espaços e a minha alma em sobressalto.&lt;br /&gt;E nessa cave imensa onde cabe a solidão, nos lugares recônditos e escuros, plantavas orquideas e rosáceas, deixando propagar o perfume para os quatros cantos do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embalavas-me sentidos como quem coloca um selo vagaroso em carta aberta e resvalavas palavras que me sobem no corpo em jeito teatral como encantador de serpentes&lt;br /&gt;E eterno apaixonado queria sentir-te em qualquer lufada de ar fresco, em qualquer nuvem por qualquer sol, plantando o meu amor na tua tez esbranquiçada devolvendo-me a capacidade de atentar nos detalhes do traço incerto da minha escrita ténue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inquieto, aguardava que me retorquisses palavras adocicadas com incisão na pele devolvendo-me o prazer do silêncio. &lt;br /&gt;Trazes-me assim em estado liquido e aguardo desde então que um qualquer oráculo te envie de novo para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És uma ave migratória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-825946231899438739?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/825946231899438739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=825946231899438739' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/825946231899438739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/825946231899438739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/03/ave-migratoria.html' title='Ave migratória'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-188641233843818577</id><published>2010-02-28T20:04:00.001Z</published><updated>2010-02-28T20:09:12.649Z</updated><title type='text'>Café sem principio…!</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2YixcrWmmwg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/2YixcrWmmwg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café sem principio…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que achei piada ao termo. &lt;br /&gt;Até gosto de café-pingado, mas não sabia de um “café sem princípio”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Avó-velha que me conhecia bem, mesmo despido de palavras. &lt;br /&gt;O&amp;nbsp;meu Avô, típico Almirante, alto, charmoso, voz forte e colocada, altivo e um doce de sorriso nos lábios, uma pessoa de poema completo e não apenas estrofe.&lt;br /&gt;Homem de poesia e de musica. Tamborilava os dedos em permanente ressonância musical que nos embalava. Às vezes, dou por mim nesse tamborilar herdado da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vizinha Alice e o marido que coxeava.&lt;br /&gt;Ela perfeitinha dos artelhos, mas como-quem-anda-com-um-coxo-ao-fim-de-três-dias-coxeia, Alice, passados anos, saltava de pé para pé, ziguezagueando.&lt;br /&gt;Tenho para mim que esta atitude era solidariedade num apoio cambaleante entre a paixão que os unia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A zona onde morava era bem frequentada, pese o “café dos índios” de funcionários com cara de pica-miolos, besuntos trauliteiros e mal formados, vocacionados para almas penadas, cães que ladravam sem caravana, mulheres-da-vida e o castanheiro do Sr. Chico, figura contemplativa, com casa nas traseiras do café.&lt;br /&gt;Eles, o castanheiro e o Sr Chico, velhos como carcaças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tempo monocromático, e eu em estação diluviana a caminho do Liceu Alexandre Herculano, num passo gota a gota, como se lavasse a alma, e a minha Avó-velha e os apelos atirados como chamamento.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- “Zé Pedrinho, tens aqui um chocolatinho…”&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;Vibrava-me o interior numa zanga estridente, baixando a cabeça, escondendo a gulodice.&lt;br /&gt;E esta voz que não sai de mim, esta imagem que se mantém vida fora.&lt;br /&gt;A minha Avó e os chocolates, a “sopa fresca” recheada de couve que ficava a ferver enquanto percorria o espaço entre a escola primária e a sua casa. &lt;br /&gt;Um cheiro intenso, fresco, perfumado, apetitoso, ainda hoje no ar quando circundo aquela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui onde sonho, onde penso, onde dilato pupilas e relembro, chás de casca de cebola, uvas em cesto de vime vindas de comboio, do “&lt;em&gt;Larinho-Caramulo&lt;/em&gt;”, da terra da minha “&lt;em&gt;Avó-da-América”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus cromos guardados em lata, cola feita de farinha e os botões dos jogos do meu irmão atirados contra caixas de fósforo como balizas. &lt;br /&gt;Uma caixa ao lado da máquina de costura Singer, os trovões no sótão e a clarabóia que reluzia, relâmpagos que respeito mas não me amedrontam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Avó-velha e as amigas no café, bolos-de-arroz e as bocas que salivavam do doce, misturadas com conversas das doenças &lt;em&gt;mais-do-que-tu&lt;/em&gt;, num dado para definir que a D. Graça tinha mais doenças que a minha Avó, que por sua vez acumulava mais que a D. Alice e esta mais que a D. Elvira. &lt;br /&gt;Tudo junto, daria umas centenas largas de horas de tratamentos indefectíveis e nefastos para o sistema nacional de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha Avó-velha e a companhia inestimável dos seus objectos. &lt;br /&gt;Um xaile negro bordado, lindo, como uma rainha que transporta a sua coroa.&lt;br /&gt;Pedia normalmente um café sem princípio mas cheio, para preencher os espaços vazios. &lt;br /&gt;Os dela e os dos outros. &lt;br /&gt;E era nestas tardes em que me via pelo vidro do café, que me chamava para o chocolatinho e moedas para comprar carrinhos da “&lt;em&gt;matchbox”&lt;/em&gt; ou algodão doce nas festas de Sta Clara da Igreja do Bonfim, entre pregoeiros de banha da cobra e, &lt;em&gt;leva-seis- peças-pelo-preço-de-uma-que-à-meia-dúzia-é-mais-barato&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei das palavras confusas dos meus sonhos, a trança de sons que embalo enquanto dormes e não envelhecemos. &lt;br /&gt;Viveremos numa concha, só nossa, enroscados em xailes pretos bordados de rainha, sem latitude nem longitude, uma rábula na mais imperfeita fábula e a tua paz que acordei por instantes sem a trombeta do final dos tempos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o nosso café sem princípio, mas cheio… para preencher os espaços vazios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-188641233843818577?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/188641233843818577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=188641233843818577' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/188641233843818577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/188641233843818577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/02/cafe-sem-principio.html' title='Café sem principio…!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-576548806416443564</id><published>2010-02-19T22:08:00.000Z</published><updated>2010-02-19T22:08:34.341Z</updated><title type='text'>Touch Me...!</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/K_bQ80xZNwI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/K_bQ80xZNwI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventos que embalam folhas numa brisa, luxúria esquecida no silêncio instalado. &lt;br /&gt;Um corpo translúcido de alma e uma dança sem fim.&lt;br /&gt;Lê e relê todas as cartas, faz parêntesis nos toques que não me deste e nos beijos que pensaste possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta as vozes que te gritam encerradas em bocas como masmorras, e embrulha-te na madrugada, sons de trinados repletos de poesia que ecoam em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrasta-me o corpo e reparte-me em pedaços.&lt;br /&gt;Conserva o teu olhar discreto, os lábios carmesim e um doce sabor de morango como a elipse da vida.&lt;br /&gt;Sossega a verve na tua exaltação interior, por dias que se subtraem e noites que se prolongam.&lt;br /&gt;Fotografa-me a alma, arquitecta planos infinitos nos corpos que se inquietam e um chá morno no lugar defronte do teu… que era o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca-me e não me craves adagas no peito como quem solta um lamento, tormento de palavras cruas, olhares cristalinos, desejos eternizados e &lt;em&gt;forcep´s&lt;/em&gt; que afastam feridas por dentro de ti, dos desvarios que a mente sustenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disto faz sentido, agora que já não estou. &lt;br /&gt;Mas lê e relê todas as cartas, identifica conversas, imagina e interpreta gestos, sons e imagens, o amor que não foi entregue em boiões de ovos-moles, historias cortadas a espaços em estrofes desconexas dos meus versos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti para outra eternidade… dizem alguns.&lt;br /&gt;E esse teu corpo que poisa sem me tocar e a ausência do abismo de calor, meridianos na boca como mares frenéticos nas comissuras dos lábios que me afogam.&lt;br /&gt;Tocas-me de olhos fechados, imprimes-me em folhas A4, deslizas pinturas na pele e luas de prata, adicionando rotas aos percursos impróprios para me chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta a alma, sente o correr do sangue nas veias, alicerça razões e escreve sem cessar, esgotando palavras, escurecendo cadernos, e expõe como &lt;em&gt;Dali&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Degas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui chegados a lugar nenhum, no meio do nada, lugar aprazível onde me encontro, sentirás o meu cheiro e sabor, espírito vagabundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E devagar, devagarinho, não perturbando, de mansinho, sentirás a pele que ainda arde, depois de fugir do teu mundo, sem alarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-576548806416443564?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/576548806416443564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=576548806416443564' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/576548806416443564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/576548806416443564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/02/touch-me.html' title='Touch Me...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8974989290438588304</id><published>2010-02-10T23:57:00.000Z</published><updated>2010-02-10T23:57:28.275Z</updated><title type='text'>Just Like... Heaven</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BsI5fs-GVEU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BsI5fs-GVEU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Katie Melua - Just like heaven&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de te sentir, saber que estás por aí, como estás por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das tuas mãos que me tocam, o teu cheiro que me embriaga e o teu beijo que me adoça a boca sem mais não.&lt;br /&gt;Preciso deste espaço só meu e dos teus lábios que me percorrem, o teu azul que me invade e o meu escorregar por dentro de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém disse que apenas a pureza dos teus olhos bastará. &lt;br /&gt;Mas eu quero mais, muito mais. Ver-te dentro deles, espreitar labirintos mágicos, fazer desse globo o meu mundo e espraiar-me nos raios vermelhos que te enlaçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez venha a ter asas e voarei na imensidão do arco-íris voltando para te ter de novo e os dedos que me envolvem, o beijo que me aquece o corpo, o inebriante perfume, o toque sedoso da pele, as minhas lágrimas cortadas e o teu sorriso que me ajuda a escrever por dentro da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de voar na direcção do infinito, esquartejar nuvens, abrir a humidade de par em par, sentir o cheiro das estrelas, romper a lua, ser recolhido em Marte e dançar nas asas do desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ter-te em mim&lt;br /&gt;Ouvir o sopro do vento, o arrulhar dos pombos, a maré que se espraia e vagueia no teu corpo de sereia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero respirar-te devagar, uma e outra vez, fazer bolinhas de sabão, jogar à macaca e ao eixo, saltar à corda, perder o autocarro das sete, apanhar a roupa do fantasma que nos envolve, ser salvo ao terceiro gongo, redimir-me em pedaços, ter-te em excesso e ser a tua ultima paragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, com ou sem asas, despeço-me das palavras e morro em ti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8974989290438588304?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8974989290438588304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8974989290438588304' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8974989290438588304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8974989290438588304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/02/just-like-heaven.html' title='Just Like... Heaven'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-786578353232481911</id><published>2010-02-10T15:20:00.000Z</published><updated>2010-02-10T15:20:32.191Z</updated><title type='text'>Um dia ilustro um texto teu...!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WSECQtF58BU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WSECQtF58BU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Santana – samba pa ti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia ilustro um texto teu&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sorriso do meu Avô que pouco vi, mas fixei. Os olhos do meu Pai, uma ternura de céu, e eu desatado em nós incompletos, rasgados, desfeitos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no entanto gosto de te ler…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“ Vivo o que escreves...é como se estivesse lá”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;…e eu, sim, ando por lá. Ou por aí. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantas vezes nem ando, nem sei de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouco me sinto e dói-me a alma, absorvido pelo rés-do-chão da vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E desligo, construo castelos, onde permito poucas entradas, e enquanto aí, sou feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a incógnita do que sai e sobra de cada texto redobra a magia do que fazes, o que inquieta as almas enquanto imagino o porquê daquela palavra, daquela frase, o destino da mensagem (&lt;em&gt;como se houvesse destino ou porquê…).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia ilustro um texto teu…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se teu, vivido por ti, se inventado, se conheces alguém assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quando o próximo chega… diferente, mas sem descodificador, misterioso e mágico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo continua como num filme, cujo fim fica em “aberto”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será o que tu quiseres, o que eu quiser, o que os leitores quiserem, e eis que de repente também me vejo escritor na tentativa de um fim que não encontro, quando apenas o vou ilustrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que sim, que me desligo. Nunca sei quando e nem sequer lhe noto o princípio. Vou ficando por aí sem luz, descalço nas trevas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, falo menos… outro, menos ainda. E retiro-me na direcção da concha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é importante se foi naquele momento, é apenas um processo que se retoma, sem espaço nem invasão. Porque nada existe ali. Apenas palavras, apenas frases, sentimentos que correm, também eles descalços, também eles aos pedaços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E de repente ressurjo com mais luz, depois de obras interiores, mais vivo e mais intenso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interruptores silenciosos e um equilíbrio vivido a mil e mantido por extremos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia ilustro um texto teu…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem esqueletos nem gritos, nem medo das noites silenciosas, absolvo-te em confissão, tiro o excesso de bagagem que lanças na escrita e afugento bandos de corvos que te cercam, enquanto os dedos percorrem as folhas brancas ou cadernos de &lt;em&gt;Moleskine.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vou-te lendo para te ilustrar e tendo-te em mim a três-quartos como o sorriso do meu Avô que mal recordo, mas fixei, e os olhos doces do meu Pai que perduram na memória, como os meus sonhos na acidez do silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia ilustro um texto teu! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-786578353232481911?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/786578353232481911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=786578353232481911' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/786578353232481911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/786578353232481911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/02/um-dia-ilustro-um-texto-teu.html' title='Um dia ilustro um texto teu...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4854084869887612761</id><published>2010-02-06T01:29:00.001Z</published><updated>2010-02-06T01:44:22.541Z</updated><title type='text'>Na Viela da Saudade...</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yuIFpvUOuQw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yuIFpvUOuQw&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na viela da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rua como tantas outras, uma esquina como outras, semblantes vagueiam entre caixotes e beatas já fumadas.&lt;br /&gt;A viela da saudade é o vazadouro dos inquietos. &lt;br /&gt;Restos de gente sem prazo de validade, atirados como pedaço de qualquer coisa nos corredores ensonados de soporíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhares perdidos flutuavam na janela do segundo piso, Marcianos, Plebeus, Reis, Deus, Anti-cristo, Cientista, Napoleão, de tudo existe no aconchego da nádega dada à seringa ao copo plástico três quartos de água e bolinhas brancas como comprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evadidos dos próprios, quebrando correntes e historias de pasmo, baloiçando suavemente dentro deles. &lt;br /&gt;Raramente recordam sonhos, fantasiam-nos.&lt;br /&gt;Gente que não se vê gente... mas que se sente.&lt;br /&gt;Empalhados sequiosos, etiquetados com &lt;em&gt;prozac´s&lt;/em&gt; de cabeça feita vento, trauteando cenários dantescos com premonição assustadora.&lt;br /&gt;Dilúvios de jovens arrancados à vida, indolentes sonhadores, poetas de marfim, escritores de ocasião, declamadores. &lt;br /&gt;Cabeças rapadas, batas como mortalhas e bocas sem dentição, vazios de palavras e débeis de ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E… dois e dois são quatro, três vezes nove vinte e sete.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Doutor, uma moedinha por um pão?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Tamborilho os nós dos dedos e a cicatriz que lhe cobre a testa, mais saliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo sempre um novo respirar… perde Inverno e Primavera, já não toca no tronco velho, faltam as forças, espalhadas na bandeja com a água e a ração diária.&lt;br /&gt;São borboletas num casulo, e contrariamente têm serenidade intemporal, como se vivessem e preferissem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é a desculpa inevitável,&amp;nbsp;atar a alma a algo incerto.&lt;br /&gt;O casulo da borboleta, o comprimido no copo pela metade, os olhares perdidos e flutuantes, um suspiro sem prazo de validade, na viela da saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4854084869887612761?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4854084869887612761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4854084869887612761' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4854084869887612761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4854084869887612761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/02/na-viela-da-saudade.html' title='Na Viela da Saudade...'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-435552680566811000</id><published>2010-02-03T01:27:00.000Z</published><updated>2010-02-03T01:27:07.877Z</updated><title type='text'>Um dia levo-te para um elevador e carrego no Stop</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rGp4qxa3SQs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rGp4qxa3SQs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;em&gt;Paulo Gonzo e Lucia Moniz - Leve beijo triste&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um dia levo-te para um elevador e carrego no Stop&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intensidade com que aprecio os dias inteiros e não pela metade,o meu equilibrio a três-quartos mantido por extremos, a minha felicidade ao lado da sombra, a tua vida dentro dos livros, no alto das árvores, nas primeiras chuvas, nos textos que leio, na imaginação fértil, as saudades que tenho de um abraço, e fico esquecido do lado de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um dia levo-te para um elevador e carrego no Stop.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trilho fermentado do desejo, o teu cheiro no meu, o grito que abafas com a minha boca, a sombra volátil do meu corpo e a tua lingua que me impõe lei marcial.&lt;br /&gt;Vou-me emprestar a ti a fundo perdido, sem depósito nem caução enquanto o mar nos arrulha por entre esperas e os olhos batem num duelo de cansaço.&lt;br /&gt;Agarras nos meus braços, esconjuras pecados e benzes-me com rezas ancestrais, atinjo o teu coração à dentada e sofregamente escorrego nos teus braços, como suicida indeciso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Accionas a presença de Deus, absorves-me por inteiro, mordes-me os lábios enquanto o elevador abana frenesim.&lt;br /&gt;Vacilo a minha maçã-de-adão na tua boca, o teu peito cintilante e as curvas do teu corpo entre botões reluzentes de espera e joelhos doridos no desconforto.&lt;br /&gt;Uivas baixinho, não te tens na espera e empurras a porta, balbuciando desejos, enchendo o coração de medo como o debroar quezilento das ondas contra o molhe. &lt;br /&gt;Vives como num palácio de sonhos e fantasmas encantados, espraias olheiras clandestinas pela face em urgências de paixão enchendo o coração de medo na minha presença. &lt;br /&gt;A vadiagem da tua boca que brinca com e sem sentido, desperdiçando horas em coreografias madrugadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu e tu no elevador e carrego no Stop.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ficamos nós enrolados, a lua pendurada por fios, e eu no teu barco para Ítaca, entre a bussola e as estrelas e poções mágicas de Circe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um dia... só carrego no Stop&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-435552680566811000?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/435552680566811000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=435552680566811000' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/435552680566811000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/435552680566811000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/02/um-dia-levo-te-para-um-elevador-e.html' title='Um dia levo-te para um elevador e carrego no Stop'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8520962034051582517</id><published>2010-01-23T19:02:00.001Z</published><updated>2010-01-25T01:14:14.216Z</updated><title type='text'>UM DIA DANÇO PARA TI...!</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SnL1e4-NfaA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SnL1e4-NfaA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Sarah Mclachlan - In The Arms Of The Angel&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia danço para ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorro em passo marcante, afirmativo e gestos envolventes, um roçar de queixo e nariz, e um cheiro inebriante do teu perfume que me percorre cantos e recantos no meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho em mim o doce sabor dos teus dedos e o cheiro do fim do dia nos teus cabelos.&lt;br /&gt;Ainda tenho o meu corpo molhado e sinto a humidade quente que se instalou entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estremeceram as muralhas construídas com os nossos sorrisos, adicionando formas paralelas aos teus encantos.&lt;br /&gt;Como mantenho as minhas pernas enlaçadas nas tuas ? &lt;br /&gt;e as tuas mãos inquietas que entrelaças e percorres de Este a Oeste e a Sul perdes o Norte ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia danço para ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero apoderar-me de ti em ritmos de salsa e provar-te o diabo no corpo, desatinar-te e adormecer-te a inquietação, enquanto transpiras por todos os orifícios da tua pele de seda, e o meu corpo se agarra ao teu em frémitos de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há entre nós um laço, um nó górdio, serpentinas que se enroscam em ti como um caminho sem fim&lt;br /&gt;Os teus olhos que exalam partituras musicais e os teus beijos sequiosos, em marés e vagas de estio que rasgam o Outono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia danço para ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dança de guerreiro acossado por dragões e na memória de ti, desembainho a espada e defendo o teu castelo de princesa, até me prenderes na masmorra onde me queres e onde sem ti, definho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí chegados, percorro a tua pele enquanto me sulcas por dentro e espevitas o meu ser, numa sincronia de respirações anelantes, no qual a tua boca concisa e segura se instala nas minhas frases, discorrendo palavras feitas e gemidos com dislexia verbal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia danço para ti, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dança fecunda e seminal, e beijo os recantos da tua boca, fazendo alquimia dos meus gestos ritmados nos teus, num estalar difuso de felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8520962034051582517?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8520962034051582517/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8520962034051582517' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8520962034051582517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8520962034051582517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/01/ujm-dia-danco-para-ti.html' title='UM DIA DANÇO PARA TI...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2635970724768388985</id><published>2010-01-21T01:32:00.000Z</published><updated>2010-01-21T01:32:33.347Z</updated><title type='text'>COMO UM ANJO</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0pTgNj7IN80&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0pTgNj7IN80&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Rodrigo Leão - Rosa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparecias como Anjo esvoaçante e escultural&lt;br /&gt;Pé ante pé, num equilíbrio de passos nas nuvens como se há muito evitasses o contacto com o solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiste no teu jeito certo, percorrendo espaços comuns como se lá tivesses habitado anos.&lt;br /&gt;Por vezes e como qualquer Anjo que se preze, desapareces quase incógnita.&lt;br /&gt;Tenho por bem que vais reabastecer a alma e confortar o espirito tornando as asas mais brilhantes. É esse o brilho da luz que emanas e o pó de cristal que trazes em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros vivem errantes sem nunca encontrarem qualquer lugar, vivendo pendurados entre varandas de uns e portas de outros, deixando assar no fumeiro da indiferença, virados de juízo para baixo e o coração de pernas para o ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Deuses contudo, caminham contigo e explodem em cânticos a cada gesto teu, fazendo do cinzento das trevas, azuis sorridentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as noites estão pesadas e os dias tristes... mesmo para um Anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dou por mim no limiar do desespero entre teias que teço a cada canto e a fuga do indómito e cavernoso tempo entre ramos de solidão e as folhas de uma angustia presente.&lt;br /&gt;Preciso que me salves dos fantasmas que me assolam memória e dos corvos que me agridem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mumifico presença perante as asas que te cobrem. Esvoaças por entre as ruas da minha alma, saltitas nas vielas que me acolhem num puzzle assustador de emoções ao rubro.&lt;br /&gt;Por ti tenho mais paisagem, mais mar, mais céu, mais cor, mais espaço e mais de mim. &lt;br /&gt;Tenho acordes e melodias tocadas em pianos de cauda, desde que abriste as asas, salpicando-me de ternura, quando as tuas mãos me percorrem num sentido sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anjo ou Deusa, ou Deusa no meio dos Anjos, percorres o teu espaço e entrelaças a minha na tua mão num caminhar conjunto de pétalas abertas ao mundo, risos de sabedoria, choros amargos, trincheiras de adolescente repletas de emoção, rios transbordando ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se por ventura te sentires indisposta ... é porque o amor gelou as veias, paradas de sangue e nelas o nosso tempo. &lt;br /&gt;Ou se algum dia sentires que já não sou eu, recolhe o pouco que sobra e dissolve-me na espuma das marés que nos embriagam os dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor, esse, faz-se também na solidão, apagam-se os gritos e cala-se a voz.&lt;br /&gt;Porque sem Anjos ninguém vive. Não sou eu, nem tu. Somos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2635970724768388985?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2635970724768388985/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2635970724768388985' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2635970724768388985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2635970724768388985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/01/como-um-anjo.html' title='COMO UM ANJO'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8472741753887189386</id><published>2010-01-17T00:48:00.000Z</published><updated>2010-01-17T00:48:54.999Z</updated><title type='text'>Adeus...!</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eYSbUOoq4Vg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eYSbUOoq4Vg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Nina Simone - My Baby just cares for me&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueci hoje a chávena pela última vez antes de partir, resolvi os assuntos e falei com o meu pai.&lt;br /&gt;Vou embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sinto o vazio na sala ampla deste coração. Já sinto a alma a apertar e o tempo a passar. &lt;br /&gt;Coloquei a possibilidade de parar o tempo ou muda-lo de lugar e tudo isto ainda me parece um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que&amp;nbsp;parto, mas não tenho noção se volto.&lt;br /&gt;E sinto-me violentado pela partida, qual criança arrancada a &lt;em&gt;forcep´s&lt;/em&gt; do sossego uterino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um chá. &lt;br /&gt;Coisa rara em mim. Se me visses saberias utilizar a tua expressão que me encanta. &lt;br /&gt;Tenho medo de perder o tempo e de perder o medo. Tempo e medo são duas palavras que vão viver toda a vida comigo, neste sitio inóspito, rodeado de minas e armadilhado em cada canto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por cada carta minha ou missiva tua, saberei que voaram alguns dias. &lt;br /&gt;Saberei viver longe de ti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueci hoje a chávena pela última vez antes de enfrentar uma guerra e mil perigos. &lt;br /&gt;Quantos de nós já não voltam? Quem voltará? &lt;br /&gt;Ao olhar cada um e cada rosto vou fazê-lo por quanto tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reboque do silêncio fingi-me desorientado, dar-te tempo para que me pedisses que ficasse. &lt;br /&gt;Não que o fizesse ou pudesse, mas sabia-me bem ouvi-lo.&lt;br /&gt;Meigamente e a custo, beijei-te quando dormias e perdi-me na tentação de te amar uma vez mais, apenas mais uma vez.&lt;br /&gt;A nossa despedida foi curta, como curta é ainda a nossa história, mas nem por isso menos intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou para um espaço que não me pertence, um sitio de ninguém, algures entre o céu e a terra na perpendicular de um horizonte, entre tiros de morteiro e bombas de” &lt;em&gt;Napalm”,&lt;/em&gt; numa África esquecida, e ainda cheiro a ti, ao teu cabelo enrolado e à tua língua que me pinta a boca como &lt;em&gt;Rembrandt&lt;/em&gt; as telas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou agora enviar-te cartas à maneira antiga, perfumadas e com selo e irei precisar dos teus braços que não tenho, os teus beijos sequiosos embalando-me os sentidos, que me faltam.&lt;br /&gt;Agora será assim, despojado de tudo e de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já trago a tristeza alojada em mim, como tiro certeiro na omoplata esquerda, bem juntinho ao coração.&lt;br /&gt;E é entre nuvens desassombradas e calor estival, baralhado nas coordenadas sem certezas absolutas que me faço guerreiro, à míngua de melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe ficarei ferido de guerra em prenúncios de um fim, estilhaços de outro encostado a mim, fazendo disparar os alarmes na distância que nos separa como barras de titânio nas articulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E espero que apenas um amor faminto me carregue às costas como mochila de campanha, e me encharque com “&lt;em&gt;kits”&lt;/em&gt; de amor, línguas contornando a pele, sarando feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por sorte fique apenas de raspão, mas caso a “&lt;em&gt;maldita&lt;/em&gt;” vença, festeja esta partida na tasca dos amigos em brindes à memória do que fui, com gargalhadas estridentes e anedotas passadas.&lt;br /&gt;Festeja e festeja-me.&lt;br /&gt;Por certo, alegrar-me-á o coração... e fará deste espírito acalmia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Ficou a chávena e o chá gelado...não gosto de despedidas...até um dia, quem sabe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8472741753887189386?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8472741753887189386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8472741753887189386' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8472741753887189386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8472741753887189386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/01/adeus.html' title='Adeus...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4445064197018661093</id><published>2010-01-14T00:39:00.000Z</published><updated>2010-01-14T00:39:09.935Z</updated><title type='text'>Um piscar de olhos...!</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KKll4C40TEU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KKll4C40TEU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Come as you are - Nirvana&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era capaz de jurar que não foi mais que um piscar de olhos entre a eternidade e o fim.&lt;br /&gt;Foi assim, sem mais. &lt;br /&gt;Porque é assim que tudo começa ou pode acabar. &lt;br /&gt;Um piscar de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração salta e não sabe o que sente.&lt;br /&gt;Bate e rebate, soluça, mexe, remexe, balança da esquerda para a direita e em sentido contrário, cambaleando como relógio ancorado em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E… não sei, se te resisto.&lt;br /&gt;Se te rompo placenta e nasço de novo. &lt;br /&gt;Não sei se me atiro, se te puxo, se rodopio ou afasto ou me embrenho em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então finge que não vês, que não sou eu.&lt;br /&gt;Que mordeste os dedos e eu cortei os pulsos. Finge uma tendinite, uma apoplexia, pede comprimidos milagrosos e duradouros.&lt;br /&gt;Faz-te febril. Esquizofrénica, intemporal. &lt;br /&gt;Tosquia-me as palavras, recolhe adjectivos e afasta-me os pretéritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode mesmo um de nós dizer que sim, que o outro diz logo não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou fingir que não estou, que não sou eu.&lt;br /&gt;Fugir, esconder, pintar a cara, disfarçar as olheiras, esconder as rugas. &lt;br /&gt;Baixar a guarda, percorrer-me no interior, torcer-me por dentro, emaranhar-me por fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era capaz de jurar que pisquei os olhos, talvez um cisco perturbador, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finge então falta de ar, alquimia, bruxaria, insatisfação.&lt;br /&gt;Tropeça na casca que te lancei mas agarra-te em pedaços à memória. &lt;br /&gt;Redobra-te de cuidados de vampiros inquietos e cabeças de hidra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sejas loba nem capuchinho. Faz de ti incógnita, raiz quadrada ou apenas subtracção.&lt;br /&gt;Não multipliques nem te inquietes… &lt;br /&gt;Mas faz… era capaz de jurar que vi um piscar de olhos …&lt;br /&gt;E … não sei se te resisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4445064197018661093?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4445064197018661093/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4445064197018661093' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4445064197018661093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4445064197018661093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/01/um-piscar-de-olhos.html' title='Um piscar de olhos...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7128245146490185876</id><published>2010-01-02T17:05:00.000Z</published><updated>2010-01-02T17:05:13.694Z</updated><title type='text'>FELIZ 2010 para TODOS OS AMIGOS, BLOGGERS E VISITANTES</title><content type='html'>Ryuichi Sakamoto-Energy Flow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/btyhpyJTyXg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/btyhpyJTyXg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7128245146490185876?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7128245146490185876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7128245146490185876' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7128245146490185876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7128245146490185876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2010/01/feliz-2010-para-todos-os-amigos.html' title='FELIZ 2010 para TODOS OS AMIGOS, BLOGGERS E VISITANTES'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1458050095203695256</id><published>2009-12-30T00:47:00.000Z</published><updated>2009-12-30T00:47:33.414Z</updated><title type='text'>Tanto ou quase nada...!</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cmN4zF-wMEA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cmN4zF-wMEA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto ou quase nada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes escrevo sem te escrever, por outras em que te vejo sem te olhar.&lt;br /&gt;E quantas vezes um abraço um afago e o peito que me estala.&lt;br /&gt;Saber dos meus olhos escuros que se espreitares consegues ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou desarrumando o passado e despenteando o presente e escrevo porque me apetece implodir, esquartejando o edifício das palavras, as frases e as pontuações, parágrafos imensos.&lt;br /&gt;Caminho nelas inconsciente ou semi-cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensarilho os meus sentimentos com recordações e visões pessoalissimas das coisas. &lt;br /&gt;Coisas tão minhas, coisas tão próprias. Conduzir, correr, ser abanado pela brisa marítima e sorrir, a adrenalina e a análise das expressões, os gestos e as feições, à laia de quem procura um dente são no labirinto de uma boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os toques nas coisas, as pequenas coisas ou pequenos nadas.&lt;br /&gt;Gosto de te ver e sentir nos pontos cardeais, preenchendo o milímetro quadrado por um quarto de meio metro de lado.&lt;br /&gt;Um final de tarde de cor alaranjado ou arroxeado ou simplesmente um final de tarde ou noite. &lt;br /&gt;A noite que me devora sono retemperador e pelo qual não luto - prefiro viver .&lt;br /&gt;E esta noite de línguas doces que me engole secamente, namoradeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de te ver na névoa baixinha e fria que enfeita sonhos. &lt;br /&gt;Gosto dos amigos, de um jantar com amigos, das gargalhadas deles e das minhas.&lt;br /&gt;Gosto da minha voz quando me oiço porque por vezes os silêncios entopem-me.&lt;br /&gt;Gosto de rostos e de olhos de mãos e lábios, como aqueles adocicados onde sobressai um travo de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de te ter entre cordilheiras de roupa atirada borda-fora e desamparos negligentes de mãos atiradas ao acaso, quando em lençóis de cetim sou posto e descomposto nas tessituras e quantas vezes me apetece arrepiar caminho por tantas vezes me sonhar fantasma, e vagueio numa geometria enfeitada por mim como sombras chinesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto mesmo quando estou só e me espalho pelas paredes do quarto em juras sucessivas, e gosto quando me sais suavemente pelos poros, esfumada pelos dedos, nas narinas, nos ouvidos, mesmo quando me poluis o cérebro e te armazenas em mim até eu melhorar, na esperança que as saudades apertem e me&amp;nbsp;afastes as pernas traiçoeiras nas curvas do desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de um bom cheiro, um perfume, o inevitável levitar na cor, num arco-íris musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto assim, holograma de prazer em jeito de lírica árdua, rompendo a placenta de ternura por rotas arquitectadas e desenhadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura, o aperto de mão e o abraço, uma dança bem executada, um espectáculo, um bom livro num prenuncio de mais nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Somos isso mesmo, quase nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1458050095203695256?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1458050095203695256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1458050095203695256' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1458050095203695256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1458050095203695256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/12/tanto-ou-quase-nada.html' title='Tanto ou quase nada...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6912106169244773817</id><published>2009-12-16T21:50:00.002Z</published><updated>2011-04-14T14:48:03.077+01:00</updated><title type='text'>Um dia, beijo-te a meio de uma frase...!</title><content type='html'>&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/M_8d0DJpbBI" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, beijo-te a meio de uma frase...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nestas teias de palavras que me solto, que sou mais "eu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrevo nos gestos intimos dos meus sonhos, na alegria que sobra depois de arrastada a dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou a hora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente disso, nada mais mudou. As mesmas caras, as mesmas casas, as luzes dos candeeiros toscos, os riscos do meu carro estacionado cem metros à frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua sombra pensada por mim inebriando os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, beijo-te a meio de uma frase...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz que oiço, a tua voz que me canta, num açoite de memória. Quem diria que apenas uma voz pela calada da noite, tomando formas e gestos de fada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou a hora e nada mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passaram quinze minutos desde que comecei e apenas a voz, mais a minha caligrafia paciente de monge copista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um carreirinho de carros na direcção da Foz, o "Sétima Vaga" com esplanada aberta e um cenário de luz e cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ris comigo, e eu gosto de "te rir", apesar das amarras que te esventram a casa e escancaram janelas e o espelho da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu sorriso que não conheço, mas sinto, como a voz da rádio que me inquieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, beijo-te a meio de uma frase...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nossas bocas que se encontram no trajecto nitido de uma palavra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matriz dos dias, sonoridade absoluta, percursos seguros nas circunferências traçadas das nossas bocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E invento o mundo em aguarelas de cor e vento com sabor a sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gotas de chuva misturadas com o teu suor no rosto em fotos " &lt;em&gt;à la minute&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho ilusões, mas vontade de ti, e tantas vezes tão só, que tenho saudades de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo redundâncias e escrevo este texto sem selo nem remetente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apeteces-me como nunca, nas formas e aromas dissolvidos em beijos nos teus musculos cansados de leituras nocturnas e sonetos de Chopin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, beijo-te a meio de uma frase...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é contigo...!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6912106169244773817?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6912106169244773817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6912106169244773817' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6912106169244773817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6912106169244773817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/12/um-dia-beijo-te-meio-de-uma-frase.html' title='Um dia, beijo-te a meio de uma frase...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/M_8d0DJpbBI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2958237495530818779</id><published>2009-12-08T01:53:00.002Z</published><updated>2009-12-08T01:56:53.882Z</updated><title type='text'>Já me sinto muito grande para este corpo...!</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5DCacIEbAlM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5DCacIEbAlM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Katie Melua&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me sinto muito grande para este corpo, ou será a alma que se quer desprender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oiço longe o meu grito, e ele chega-me como "boomerang" em ondas aflitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dobro a esquina neste empedrado que me amortece a alma, para fugir dele, mas acabo por o devorar no medo das noites silenciosas, sonhando sombras de rebuçados coloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baloiças suavemente por dentro de mim, como um brinquedo guardado na imaginação fértil que te povoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é Novembro, e afinal tu não estás aqui.&lt;br /&gt;Mentiste mais uma vez, preferindo mil vezes mais, viver na sombra do que em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me sinto muito grande para este corpo e sinto a alma a desprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cicatrizo as feridas abertas lambendo-as até à exaustão. Tenho a vida feita pânico com a tua ausência.&lt;br /&gt;A minha língua forrada de palavras mas a boca adormecida. Eu não falo e tu não brincas baloiçando por dentro do meu corpo jovem que te ampara o desassossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empecilhas-me o tédio e alteras inesperadamente a química do meu organismo, qual medicamento tomado a horas certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto finar-me… a passar-me literalmente... e a alma a desprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como faço. &lt;br /&gt;Se te rebusco e modifico metendo mãos enérgicas nas entranhas e virando do avesso órgãos harmoniosos mas aprisionados, se te confronte e aprisione à minha boca numa sonoridade tangível, para perdurar como bruma e matriz dos dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino café na baixa, a noite vinha apressada e a luz da estação do rossio a cair em catadupa, relevando orquestras de músicas natalícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apareces do nada…inquieta, fumegante e a minha boca aprisionada numa língua adormecida sem sonoridade.&lt;br /&gt;Tocas-me na mão e muito suavemente deslizas com ela sobre o teu peito arfante, deslizando de novo até ao umbigo, morrendo aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como faço.&lt;br /&gt;Se invento mil e uma formas de me implodir se aguardo o retorno do grito que me apavora meninges cansadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no teu sorriso nervoso,&lt;br /&gt;no teu olhar como pétala de um Outono florido em odes madrigais perco-me, fechando os olhos e sentindo o meu corpo dissolver-se em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me sinto muito grande para este corpo, e não sei se a alma ainda se quer desprender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2958237495530818779?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2958237495530818779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2958237495530818779' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2958237495530818779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2958237495530818779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/12/ja-me-sinto-muito-grande-para-este.html' title='Já me sinto muito grande para este corpo...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1517703917760984549</id><published>2009-11-28T02:41:00.000Z</published><updated>2009-11-28T02:41:51.086Z</updated><title type='text'>PALAVRAS RABISCADAS</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/irp8CNj9qBI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/irp8CNj9qBI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red; font-size: xx-small;"&gt;Queen - Bohemian Rhapsody&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prendes-te com atilhos e laços nos rebordos de mim e não desatas nós, nem por sombras...&lt;br /&gt;Escreves papelinhos coloridos que espalhas pelos meus bolsos e desenhos vários colados com pedaços de baton nos espelhos em que me vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pintas com tinta da china e pastel, enrolas-te em telas açucaradas e deixas que te prove às colheradas.&lt;br /&gt;Alinhas o teu no meu corpo e defines fronteiras de sabor em lábios sedentos de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorris nervosa a cada pedaço meu por cada pedaço teu e não te cansas quando te conduzes no meu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Congelo memórias de sorrisos timidos na parcimónia quando te deitas em mim... e era eu o teu local de culto, o teu espaço preferido, faça chuva ou faça sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afrouxo-te os impetos que considero desiguais e devoro a distância entre nós.&lt;br /&gt;E todo eu pintor, todo eu arquitecto, todo eu engenheiro, contorno cordilheiras, cobrindo-te de papel cavalinho ou folhas A-4, como anjos disfarçados na neve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço-te em sorrisos, discursos fluentes, em paradigmas que me fazem vibrar, umas olheiras inquietas e mal dormidas e uma ou outra ruga a mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ontem, hoje e sempre quero-te mesclada entre o ser e a natureza, entre o dever e o divino e o mimetismo dócil que me faz criança em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no dia em que este voar terminar, as noites serão enormes, os dias imperfeitos,e passarei a oco de árvore velha, já sem ramos, já sem folhas, cobrindo de cinzas o arco-íris no teu olhar juvenil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1517703917760984549?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1517703917760984549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1517703917760984549' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1517703917760984549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1517703917760984549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/11/palavras-rabiscadas.html' title='PALAVRAS RABISCADAS'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6140526796728113810</id><published>2009-11-21T01:31:00.003Z</published><updated>2009-11-21T01:50:14.308Z</updated><title type='text'>5 revelações</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/Swc7Z4APiMI/AAAAAAAAApo/8SfGd4mZQ9A/s1600/um-pouco-de-mimS.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/Swc7Z4APiMI/AAAAAAAAApo/8SfGd4mZQ9A/s320/um-pouco-de-mimS.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://modos-de-olhar.blogspot.com/"&gt;Paula&lt;/a&gt;&amp;nbsp; do "Modos de Olhar" invadiu-me o espaço com o desafio de completar as 5 frases que se seguem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu já tive&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;... a ideia de que andava tudo louco, e ainda não perdi a esperança disso ser verdade... (lol)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu nunca&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;... mais alinho nestas coisas... (lol)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu sei&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;... que mais vale tarde que nunca, que a verdade vem sempre acima como o azeite, que confio demais nas pessoas e que me gasto em coisas que sei não valerem o esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu quero&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; ...ver os meus filhos bem, felizes e com saude, e homens bem formados .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Eu sonho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; ... com um mundo sem falsidades, sem cinismo, sem guerra e sem fome, e mais tolerante ... (&lt;em&gt;sei que estou a pedir o impossivel... mas quem sabe se forçando...lol )&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E... segundo diz, tenho que passar a 10, e estes valem a pena ...!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://searasdeversos.blogspot.com/"&gt;searas de versos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://falamosdepoissff.blogspot.com/"&gt;falamos depois sff&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asnovenomeublogue.blogspot.com/"&gt;as nove no meu blogue&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://umtoque.blogspot.com/"&gt;um toque&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://delirios-e-devaneios.blogspot.com/"&gt;delirios-e-devaneios&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://angelblue-angelblue.blogspot.com/"&gt;angelblue&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://viveroutravez.blogspot.com/"&gt;viver outra vez&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tantodemimrabiscos.blogspot.com/"&gt;tanto de mim &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://thepassarocaknowsbest.blogspot.com/"&gt;thepassarocaknowsbest&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aidiabo.blogspot.com/"&gt;Diabinhos fora&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6140526796728113810?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6140526796728113810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6140526796728113810' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6140526796728113810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6140526796728113810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/11/5-revelacoes.html' title='5 revelações'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/Swc7Z4APiMI/AAAAAAAAApo/8SfGd4mZQ9A/s72-c/um-pouco-de-mimS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7367190725941150304</id><published>2009-11-19T20:21:00.000Z</published><updated>2009-11-19T20:21:40.729Z</updated><title type='text'>De novo Natal</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zhj8mQ-6mpE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zhj8mQ-6mpE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;       Amy Macdonald - This Is The Life (Buenafuente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já me revejo no Natal.&lt;br /&gt;O sapatinho de há quarenta anos no fogão, enquanto o senhor das barbas descia embrulhos vistosos pela boca da chaminé.&lt;br /&gt;Brinquedos com chocolates dentro, como o meu pai adorava fazer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta coisa do Natal outra vez. A data em si. &lt;br /&gt;Eu Capricórnio, o meu pai também, aniversários próximos, o seu desaparecimento e o de minha mãe por esta altura, e a época, mais as luzinhas e os santinhos e os abracinhos e um "&lt;i&gt;feliz natal&lt;/i&gt;" despido, prendinhas disto e daquilo, mais embrulhos e lacinhos, mais os que olham de lado rosnando... "&lt;i&gt;festas felizes&lt;/i&gt;"...&lt;br /&gt;...uma porra é que é.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E neste tempo, uma cadela com cio, frutos das árvores que apodrecem e os gulosos dos cães em fila. &lt;br /&gt;A cadela vaporosa e saltitante com um corrupio de latidos e amantes ou clientes ou apenas conhecidos, de passagem... que amansam a fera. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E o frio que não chega, a chuva que tarda e um Novembro que adivinha pandemia de gripe e o texto que sai com dor, sofrido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se fosse financeiramente independente, saltava este mês.&lt;br /&gt;Fechava literalmente para obras. Obras internas. &lt;br /&gt;E no entanto dói. Vai doer sempre.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E parto. Parto de mim, fazendo pausas, navegando outras ondas, outros mundos, cheirando jacarandás, absorto, abstraído de tudo. &lt;br /&gt;Esta dor que ninguém vê, dor fina e ardente.&lt;br /&gt;E a mão que procura a caneta e os dedos enlaçados nela e no papel, tentando adornar escritos, frases. &lt;br /&gt;Não necessariamente com sentido, mas que apaguem ou afaguem a memória.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E eu sozinho, nesta consulta interior. &lt;br /&gt;Já me conheço a habitar estes espaços num adormecimento propositado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E na época, eu e o meu irmão Artur. Um desassossego na espera, sapatinho no fogão...&lt;br /&gt;-&lt;i&gt; Ele vem ? sabe onde moramos ? Conhece a chaminé ?&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Respostas não encontradas nesse dia, apenas uma noite sem dormir em congeminação de irmãos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agora não me apetece falar. Apetece-me estar assim, quieto nesta cadeira.&lt;br /&gt;Apetece-me um cigarro e não fumo, mas apetece-me mais ainda o meu pai e o meu irmão e aquele tempo, nem que seja por uns minutos, as prendas no sapatinho e o homem das barbas a reboque de um trenó e as luzinhas que acendem a cada "&lt;i&gt;feliz natal&lt;/i&gt;" rosnado por gente sem gente dentro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apetece-me que as cadelas desta vida cheguem ao lugar que pretendem, com ou sem cio. Que os cães marialvas abanem as patas e lancem corridas desenfreadas, que os jacarandás exalem perfume e o sapatinho sirva para no mínimo, aquecer o coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7367190725941150304?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7367190725941150304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7367190725941150304' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7367190725941150304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7367190725941150304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/11/de-novo-natal.html' title='De novo Natal'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8739816875230908498</id><published>2009-11-17T22:02:00.002Z</published><updated>2009-11-17T22:15:25.613Z</updated><title type='text'>Rastos de gente por aí...!</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4cpX1ZjuaiA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4cpX1ZjuaiA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esqueleto de alguém que anda.&lt;br /&gt;Esse corpo e alguém com ele. &lt;br /&gt;Vou ter de entender isto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez janelas repletas de fantasmas que vão soltando por aí.&lt;br /&gt;Saem do corpo, deixando-os pendurados – &lt;i&gt;Vão chatear outro&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanecem em silêncio no meio dos silêncios. Talvez também fantasmas silenciosos.&lt;br /&gt;Acham estranho… – &lt;i&gt;Vão chatear outro&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tão magra que os dentes lhe sobejam no sorriso, e as sete partidas de Lisboa vistas da ponte, luz e cor, vidas soltas, amarras de amantes em cacilheiros vadios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragam-me serenidade em vez de bife do lombo, serenidade bem passada como o bife.&lt;br /&gt;E a nostalgia das horas aqui e ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rastos de gente entupida de ansíoliticos e anti-depressivos até ao “&lt;i&gt;cocuruto”.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Esta palavra estranha a lembrar-me música bem mexida, solta e fresca, rastos de gente, cadáveres ambulantes a pedirem mais dança, mais corpo, mais amantes amarrados menos soporíferos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cego na procura de sombra, uma luz ténue, um tactear na busca de caminho.&lt;br /&gt;E sei dos teus olhos e do que não vês, mas outros olhos por trás destes.&lt;br /&gt;Outros braços por trás desses, cansados, desamparados, sem poiso nem regaço, Um outro coração, um outro bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os teus olhos onde ficam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra metade de uma alma, metade de uma asa, espiral de solidão.&lt;br /&gt;O esqueleto de alguém que anda. Esse corpo e alguém com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vislumbro casais ao longe e um manto de nevoeiro nas margens do rio e um beijo ardente. Ardente o beijo e o seu fumegar e baforadas juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esqueleto em pedaços de gente e a sua finitude e a finitude dos outros.&lt;br /&gt;Um caminhar sem olhar e outros olhos por trás destes, uma outra metade de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rastos de gente por aí.&lt;br /&gt;Porções de gente galopante, encharcadas de lavanda e sabão azul e branco.&lt;br /&gt;Uns, cavernosos de cigarro embutido entre dentes desfeitos, outros com cardápios de perfume a tiracolo em cheiro adocicado e nuvens densas misturando odores e “baton” de mulher de vida fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos cegos na vida que não queremos ver, que nos passa e trespassa como anexos de outra vida qualquer, paralela, inconveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vemos e revemos os mesmos gestos, os mesmos olhares incómodos, esqueletos abandonados, rastos de gente sem gente dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esqueleto de alguém que anda, esse corpo e alguém com ele…&lt;br /&gt;Ainda não consigo entender isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8739816875230908498?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8739816875230908498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8739816875230908498' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8739816875230908498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8739816875230908498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/11/o-esqueleto-de-alguem-que-anda.html' title='Rastos de gente por aí...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-1901681138385295369</id><published>2009-11-11T20:55:00.000Z</published><updated>2009-11-11T20:55:50.857Z</updated><title type='text'>A minha professora (psora!)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hdoA2-m7igs&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hdoA2-m7igs&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha professora primária, com uns braços nus, perna lengosa, apetitosa, peito firme de mulher quente e eu a gaguejar os rios, caminhos de ferro e cordilheiras.&lt;br /&gt;Angola, Moçambique, Guiné, tudo na ponta da língua e o orgulho dela que inchava, e eu pasmado, trocando os afluentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As serras e as cercanias e as meias de vidro que ajeitava na barriga da perna, torneava a anca, o lápis que caía e um roçar de mãos na pele e o comboio que entra no rio, Angola que desagua em Espanha e nem uma planície quanto mais uma montanha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu a segurar cotovelo na mesa, mão em concha na cara que repousa e um olhar difuso. &lt;br /&gt;Ali, entre o ontem e o “&lt;i&gt;qualquer-dia&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;Duas filas atrás de mim, o “&lt;i&gt;Zafra&lt;/i&gt;” que relincha palavras sem nexo com sotaque acentuado do Porto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bandos de pássaros que circulam entre o telhado da escola e o alpendre próximo. Eu que os vejo e oiço do outro lado, vou desvanecendo o pensamento nela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A minha “&lt;i&gt;Psora&lt;/i&gt;” tamborilava os dedos na secretária vazia por trás de uma boca carmesim. &lt;br /&gt;Vincos serenos dos lados da boca.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Sérgio, todo dioptrias, aproveitava a falta de vista para um aligeirar de mãos nas miúdas, levando aqui e ali uns estalos que entendia como um adorno no marialvismo de tenra idade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Olhos de gata incendiavam os mapas, e eu... distritos e províncias, cordilheiras e vales e sonhos e aulas de geografia a desoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o seu modo lento de olhar. Não uma expressão absoluta antes um adocicar de almas e eu a voar para junto dos pássaros, todo eu asas, todo eu céu, todo eu nuvens.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E ela, meias de vidro, collant´s, perfume inebriante e depósitos de creme na cara como tulicreme para barrar.&lt;br /&gt;Será ela actriz  num cenário das nove ou apenas metrópoles, estações, rios e distritos? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A bandeira da nação, mais o mapa mundo, varinha e régua com olhos, as linhas de comboio que perdi, provincias que não encontro, o seu trejeito de pernas o cabelo esvoaçante e os mistérios reservados nas meias de vidro e o toque mágico num roçar de mãos, entre relinchos cavalares e as dioptrias mais a boca carmesim, com a imagem protectora do Presidente do Conselho e o crucifixo da esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valha-me Deus... “&lt;i&gt;Psora&lt;/i&gt;”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-1901681138385295369?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/1901681138385295369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=1901681138385295369' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1901681138385295369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/1901681138385295369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/11/minha-professora-psora.html' title='A minha professora (psora!)'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-891342253927302556</id><published>2009-11-03T01:10:00.000Z</published><updated>2009-11-03T01:10:26.048Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>O teu calor que me coze o frio na barriga.&lt;br /&gt;As copas das árvores e eu a sorver-te num fôlego e tu a escorregar por dentro de mim.&lt;br /&gt;Gosto de te ter assim na minha boca… adocicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe em mim este semblante de tristeza que se reflecte como “&lt;i&gt;néons&lt;/i&gt;” no escuro da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os teus espasmos em mim, e as minhas mãos enregeladas, curvadas, torcidas e retorcidas, enquanto desces na direcção do esófago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engoli-te como seria desejável entre as dez e as onze, para morrermos assim, enquanto te espalhas como ramos secos nas intersecções dos meus órgãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o passado. Excesso de passado em ti, agora que te transportas em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele jeito de Princesa, feita boneca de porcelana com tiques firmes a adornar o cigarro.&lt;br /&gt;Baforadas e gestos largos e sublimes a tocar os lábios depois da fumaça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um toque mais. Outro toque, e eu lânguido, absorvido pelos gestos, ensombrado pelo fumo que se ergue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lábios carmesins-os teus, e um cigarro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e o teu calor que me coze o frio na barriga.&lt;br /&gt;Eu e tu e um metro quadrado de elevador, os dois e a vizinha, mais o nosso ar.&lt;br /&gt;O ar que respiramos os dois, a partilhá-lo com a vizinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela de sorriso trocista, imaginando que me habitavas mais por fora que por dentro, mas só nós sabíamos que por dentro me devoravas frenética, inquieta, degustando-me gulosa, entranhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu assim apunhalado, trucidado, remexido.&lt;br /&gt;E foram assim, dois a três dias, de noite, na manhã seguinte, na noite do dia seguinte e outro dia também.&lt;br /&gt;E era nessa luta interior que nos misturávamos que nos dividíamos apenas em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espasmos, o teu passado em mim, o jeito de Princesa com punhal no lugar do cigarro, e o gesto firme e quente e o meu “&lt;i&gt;néon”&lt;/i&gt; psicadélico, desfalecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu com o teu sabor em mim, adocicado na minha boca, e o teu calor que me coze o frio na barriga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-891342253927302556?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/891342253927302556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=891342253927302556' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/891342253927302556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/891342253927302556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/11/o-teu-calor-que-me-coze-o-frio-na.html' title=''/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-5576415199513328290</id><published>2009-10-16T21:28:00.001+01:00</published><updated>2009-10-16T22:40:54.022+01:00</updated><title type='text'>Ser Gato</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GSuHK72wjaE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GSuHK72wjaE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero viver contigo e em ti&lt;br /&gt;Enrolar-me num lençol de cetim&lt;br /&gt;E de quatro fazer dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ronronar por ti, afagar-me em ti e arranhar-te naquele momento próprio do desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero subir aos sofás, rasgar cortinados e enrolar-me nas tuas pernas largando pêlo no teu regaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser gato em ti&lt;br /&gt;Gosto quando me sorves em parágrafos, quando me lês de uma vez e ficas sedenta de mais das minhas historias das minhas palavras e dos meus silêncios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um afago e o aconchego, um ronronar e pêlo eriçado, as tuas bradicardias que me pedem café. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser gato em ti.&lt;br /&gt;De manhã enquanto acordas e me passeio pelo teu corpo num despertar siamês e todo o tempo em que espreguiças os teus braços e te mordo os dedos e pulsos, sentindo o sangue quente que te envolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus olhos faiscantes nos teus de princesa, o meu bigode de gato das botas, as orelhas pontiagudas, e as unhas penetrantes, enquanto franqueias espaços de guerra para um encontro de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero viver num lençol de cetim, com coleira anti-pulga, entre as dez e as onze, num quarto arejado a escorregar de loucura, entre corridas atrás do novelo, até que me faças parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E subas paredes comigo&lt;br /&gt;Para seres&lt;br /&gt;gata em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-5576415199513328290?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/5576415199513328290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=5576415199513328290' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5576415199513328290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5576415199513328290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/10/ser-gato.html' title='Ser Gato'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2153529578890900622</id><published>2009-10-15T15:47:00.000+01:00</published><updated>2009-10-15T15:47:22.468+01:00</updated><title type='text'>Às vezes um Anjo</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KAggWL7WuGo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KAggWL7WuGo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes um Anjo&lt;br /&gt;E eu a trocar-me todo entre o Senhor de olhar distante, circunspecto, ao miúdo que saltita entre espaços no jogo da macaca, que chuta a bola e que salta a corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes não oiço&lt;br /&gt;Tolhe-me o pensamento e a surdez que me obriga a esforço de entendimento.&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;O quê? Sim?&lt;br /&gt;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;E o lado esquerdo mais enquadrado inclinando-se para a voz que me fala.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Porquê o lado esquerdo se oiço mal dos dois?)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes um anjo&lt;br /&gt;E eu por aí.&lt;br /&gt;Não perdido, mas fora de mim. Fora de tudo, noutra dimensão.&lt;br /&gt;O meu corpo aqui. O sorriso ali, e eu fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe, muito longe, tão longe que nem eu sei.&lt;br /&gt;Vagueio por aí em sombras, minhas e dos outros, mas apenas sombras.&lt;br /&gt;Estou por lá um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui por umas horas, muitos anos depois, sou eu a olhar para ela. &lt;br /&gt;Apenas os dois no café. Um sorriso tímido.&lt;br /&gt;Bigode fininho, bem aconchegado ao lábio, risca ao meio, fatiota aprumada e uma xícara de chá.&lt;br /&gt;Ela, boca de chocolate, cabelo elevado e sentimentos em pratas de bombons a saírem-lhe dos olhos.&lt;br /&gt;Mindinho esticado a baloiçar o chá na porcelana francesa, um biquinho, um beicinho, e o fumegar da planta na água quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai nos oitenta e nem uma ruga, nem expressão fora do lugar&lt;br /&gt;Eu, ritmado pelo seu dizer, saliento espaço para levantar o sobrolho e apreciá-la avidamente como se a visse ontem pela primeira vez. &lt;br /&gt;Estou recheado de vincos, como uma camisa mal passada, enrugada.&lt;br /&gt;Mas prefiro assim, vê-la assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho a imagem ali, a cabeça aqui e o sorriso corpo fora.&lt;br /&gt;Retrocedo então, pequenos passos e regresso a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes um Anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes receio. &lt;br /&gt;O dedo indicador na sala de espera do consultório dos aflitos. &lt;br /&gt;O dedo na minha direcção e o embate.&lt;br /&gt;- Você! Os seus exames chegaram…. Lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim. Só assim. Simples, curto, conciso e um segundo.&lt;br /&gt;Um mísero segundo e tudo muda. Entre o tempo antes e o tempo depois do segundo, tudo muda.&lt;br /&gt;O dedo indicador, o desígnio, o destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes um Anjo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me traz estes pensamentos e lembra a finitude.&lt;br /&gt;E a infância em desenhos, uma corrida na adolescência e a finitude.&lt;br /&gt;Este Anjo que me rodeia e que sinto quando bate as asas. O pó mágico que delas cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu vizinho, muito velho, a mulher muito doente, e muito tempo a visionar a rua, do peitoral da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi escrever-te, mas não podia ser inverno. Nem podia ter secado.&lt;br /&gt;As mãos não mexem, os dedos não agitam, a alma vai congelando e o cérebro num espera-desespera.&lt;br /&gt;Como um monstro cinzento feito nuvem que me engole e de cujas entranhas retiro sombras para chegar a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para trás e parece que toda a vida foi um sonho, perfeito ou imperfeito, mas um sonho. Um sonho de sentimentos e emoções escavadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu a trocar-me todo entre o Homem e o miúdo, o dedo indicador esticado, o destino, memórias e o Anjo com asas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, mesmo assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Anjo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2153529578890900622?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2153529578890900622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2153529578890900622' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2153529578890900622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2153529578890900622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/10/as-vezes-um-anjo.html' title='Às vezes um Anjo'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-795290991855427204</id><published>2009-10-11T21:41:00.000+01:00</published><updated>2009-10-11T21:41:54.158+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0FuvX0vz9mA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0FuvX0vz9mA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de rir&lt;br /&gt;Sempre gostei de rir, de pregar partidas, de jogar com as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detesto cinzentismos. Já me chega a vida e o inverno com os seus ares de trovoada e diabinhos à solta pontapeando a nossa existência.&lt;br /&gt;Veio-me à memória o “homem das castanhas”, um saco de serapilheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas todas juntas, ainda quentes, ele, mãos grandes, enegrecidas. &lt;br /&gt;Faz um cone com jornal e vende uma-dúzia-cinco-tostões.&lt;br /&gt;Está cara a vida… uma-dúzia-cinco-tostões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas que se pegam a nós, não nos largam. &lt;br /&gt;A Ribeira num crepúsculo, o Inverno em Trás-os-Montes, o verde do Minho, as ondas desérticas da areia do Sahara, e a figura “Maria das gravatas” que corria Porto fora, desatinando tudo o que era gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes também me apetece fazer isso, desatinar toda a gente.&lt;br /&gt;E no entanto gosto de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tenho um “gato de botas” um “zorro invencível”, um “Homem aranha” avassalador, um pássaro que fala comigo, uma galinha que me pisca o olho e quatro namoradas na escola, e no entanto uma-dúzia-cinco-tostões.&lt;br /&gt;Está cara a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já despachei racionalmente o “Gato” mais o “Zorro” e o “Homem-Aranha”. O “Velho-das-barbas” vai depois, com o Homem das castanhas e o saco de serapilheira mais as quatro namoradas da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda gosto de rir, mas uma-dúzia-cinco-tostões ??&lt;br /&gt;Está cara a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-795290991855427204?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/795290991855427204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=795290991855427204' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/795290991855427204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/795290991855427204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/10/gosto-de-rir-sempre-gostei-de-rir-de.html' title=''/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-8905359961401337579</id><published>2009-10-05T14:36:00.001+01:00</published><updated>2009-10-05T14:41:29.843+01:00</updated><title type='text'>Cinco de Outubro na memória...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/an4cByzNRww&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/an4cByzNRww&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num Cinco de Outubro, saltamos portões, agitamos a quinta, trepamos arvores, devoramos fruta, corremos como lebres e refastelamo-nos à porta do Ricky, ensopados em suor com Bolas de Berlim do "Cunha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, mais tarde, abandonei a infância, a adolescência ficou amarrada a projectos desportivos.&lt;br /&gt;De repente, vejo-me longe das conversas dos amigos, das brincadeiras vividas, dos risos e choros, das desordens ordenadas, de partilhas, de namoros, de jogos, de festas, dos bailaricos com Pink Floyd e o “&lt;i&gt;Dark Side of the Moon&lt;/i&gt;” que abrasava o gira discos do Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Veloso e o “Chico Fininho” saíam à rua com a “Rapariguinha do Shopping” e o Augusto aparecia de MGB descapotável, lançando inveja nas garotas da avenida.&lt;br /&gt;E eramos nós, a malta, da “Ribeira até à Foz”, com os "Já fumega" e os "Minipop"...&lt;br /&gt;E durante anos, fui desatando os nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava ser amanhã o reencontro, ser outro dia o abraço, ser novamente ontem, para nos rirmos e brincarmos como sempre.&lt;br /&gt;Mas, o destino trocou-nos os caminhos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone já não toca como tocava. Os reencontros vão-se tornando raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Figui advoga com o tempo contado. O Ricky, anda a saltar do Porto para Esmoriz, o João controla as corridas dos seus atletas e os cabelos brancos surgem em catadupa.&lt;br /&gt;O Amado desapareceu, dele nem rasto.&lt;br /&gt;O Pedro, Paulo, Costa, Leonor, Paula, Fátima, Laura, Beta, Sérgio, Zé, Carlos, Nanda, tantos, tantos que eramos. Um grupo excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enchiamos o comboio para Esmoriz de alegria vivida. Cerveja com groselha em pequenos almoços mirabolantes com rabanadas de molho divinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francesinhas da Tí Alice, regadas com o verde do Monteiro, que dizia sempre: - “&lt;i&gt;este é dos bons, já cá canta&lt;/i&gt;...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tia do Amado, suspirava pelas noticias que lhe levávamos, com ele a conta gotas espreitando da esquina em frente.&lt;br /&gt;O "S. João" com filas de 60, numerados em saltos de fogueira, as corridas pela Boavista e o dormir na praia da Foz.&lt;br /&gt;Dizíamos: - “Três dias e três noites sem ir à cama, seus morcões”.&lt;br /&gt;O jogo do "pilha" e a “sameirinha”, a “patela” e os jogos de bola no Velasquez.&lt;br /&gt;Chumbadas nas calças de ganga, de “assaltos” à fruta na Quinta do Monte Aventino,...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos encontramos, tudo parece ontem.&lt;br /&gt;Saltamos e brincamos e falamos tanto e tanto em tão pouco tempo, que sofregamente, enchemos Santa Catarina.&lt;br /&gt;No retorno a casa, fazemos promessas de encontros frequentes... e o telefone.. e o E.mail...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e a vida volta, e o tempo alonga a distância, e o Inverno passa, o Verão volta, e amanhece de novo.&lt;br /&gt;E mais cabelos brancos e rugas espantadas em espelhos de jovem.&lt;br /&gt;E contamos aos filhos como era bom, como nos divertíamos, o que era a “verdadeira amizade”, as partilhas, o jogo da “casquinha”, o “porta a porta”, a “esmolinha p´ro St. António e "P´ro S. João”, e a sopa de couve na casa da Avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E virámos o 25 de 74, de mochila às costas na Praça D. João I, a ver chaimites e “magalas” de sorriso largo olhando as moças que passam.&lt;br /&gt;... E como hoje é diferente.&lt;br /&gt;Como a “Playstation” e a “Net” e o “Pokemon” e a TV Fox, subtrai a amizade a potências de solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá lá pessoal, só mais um copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o último não.&lt;br /&gt;Passaremos pelo Oliveira Martins ou o Alexandre Herculano e esperamos as miúdas às cinco da tarde no Rainha Santa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois embarcamos na paz do tempo e algum tempo depois encontramo-nos a caminho...&lt;br /&gt;de novo... até um dia, quem sabe ... ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sem antes secar esta que aqui enrola e espreita num canto do olho na vã esperança de vos ter de novo, todos juntos, como ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-8905359961401337579?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/8905359961401337579/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=8905359961401337579' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8905359961401337579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/8905359961401337579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/10/cinco-de-outubro-na-memoria.html' title='Cinco de Outubro na memória...'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6650855049971497187</id><published>2009-09-23T12:16:00.001+01:00</published><updated>2009-09-23T12:22:36.464+01:00</updated><title type='text'>As vezes o Amor...!</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fPhC5j9ybwo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fPhC5j9ybwo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belas as cartas que releio na premonição do tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seladas, lacradas, fechadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi ali naquele espaço, ao alcance dos meus dedos, da minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugiste-me. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda guardo esse cheiro no canto superior esquerdo, o lado do remetente oposto ao selo. E a fita-cola e o carimbo e 20 anos já ali ao virar da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquina da saudade, o tempo e o passado, a distância e a lágrima que nos corre pela cara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De saudade, de alegria de momentos, de bocados, pedaços de nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes passavas e nem levantavas a cabeça e eu ali, sereno, a vaguear com o olhar na direcção da tua sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia monólogos ensaiados no aproximar do cumprimento, do balbuciar o teu nome, trémulo, inquieto, quase remendado a fita-cola como as tuas cartas que releio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava ser sangue e circular nas tuas veias, percorrer-te os segredos, cantos e recantos. E pousar suavemente na tua mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dedos que percorrem o papel em que ensaio escritos para ti e quase te toco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase te toco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrevi, não dez mas quase certo, um cento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevia e rasgava, voltava de novo e rodopiava na escrita e na lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia poesia de olhares macerados, e canções de amor lançadas ao mar do cabedelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era... já não lembro quem, que tocava nos discos de vinil. &lt;br /&gt;Um selo, dois tostões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cheiro, o teu cheiro na dobra final da carta. Selada, lacrada de ti, em pedaços de escrita, por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo correu voraz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serás agora um jardim, provavelmente já não flor, mas sim Jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De mil cores e mil cheiros rasgados e abertos ao céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E imagino-me na dor de não me lembrar de te dizer isto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, era mesmo eu.&lt;br /&gt;Uma sombra colada a fita-cola com o teu cheiro em mim, e um selo de dois tostões no lado oposto ao remetente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6650855049971497187?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6650855049971497187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6650855049971497187' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6650855049971497187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6650855049971497187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/09/as-vezes-o-amor.html' title='As vezes o Amor...!'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-3034794127138582476</id><published>2009-09-21T20:30:00.001+01:00</published><updated>2011-10-22T15:25:08.401+01:00</updated><title type='text'>"Amiga negritude"</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BJtFSOGdA1I&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BJtFSOGdA1I&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chega uma altura em que passamos a ter mais uma amiga a rondar-nos a porta.&lt;br /&gt;Sentada. Às vezes de pé, longe e perto, mas atenta.&lt;br /&gt;Paciente. &lt;br /&gt;Sabe que nos tem como certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega ao catálogo do dia e hora... escolhe... prepara as coisas ... e ...&lt;br /&gt;E nós..-  &lt;i&gt;mas tem de ser já ? Nem um almocinho, um café, um copo ?&lt;/i&gt; Sente-se aqui, já agora, (&lt;i&gt;nós a adiarmos a hora&lt;/i&gt;) e ela afoita, esperta como as raposas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha de soslaio....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa a conviver connosco. &lt;br /&gt;Nos hospitais... -&lt;i&gt; Quem é aquela ali? Parece que conheço, mas não sei  de onde...&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;Na rua, junto ao passeio,  vestido comprido preto de cerimónia, sem cerimónias nenhumas. Ao nosso lado, como se fosse a nossa pele, colada a nós. &lt;br /&gt;Nas filas intermináveis das repartições, passa-nos a mão-pelo-pêlo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes sentimos-lhe o cheiro, acre, pesadão, irrespirável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dorme connosco, como uma amante. Utiliza o nosso espelho, usa a nossa toalha, a nossa tosse, o coração, o corpo, como uma amante. &lt;br /&gt;Pior que uma amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fundo sempre esteve connosco. Nas análises ao sangue, à urina, as ultrapassagens na estrada, na guerra colonial, o colesterol, a arritmia, o fígado, ao espelho - &lt;i&gt;quem é aquela que está atrás de mim??&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;Como uma amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que uma amante&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Veste o casaco que vamos sair. Traz trocos para o autocarro &lt;/i&gt;(já ninguém anda de autocarro, muito menos com uma amante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconchega-nos o cachecol ao peito. As rugas que nos cobrem o rosto, os joelhos que tremem, a mão que não para, as pálpebras que não abrem, a respiração que não se ouve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chega a altura em que a olhamos sem ver, com olhos mortiços, sem razão e sem sentido, como uma amante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois somos nós na fotografia da estante, afastada, sobre o náperon às rodinhas que a tua avó fez já lá vão 85 anos. &lt;br /&gt;É de renda e valiosa, uma relíquia, como tudo o que ela fazia.&lt;br /&gt;E o vazio, não da presença dela,  mas do retrato, na cómoda,  encostado à bíblia e ao espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo que se afasta e que não é de ninguém, o carro que não pega a casa que se foi e a tua Avó Esmeralda, importante como o nome, e a dentadura a boiar no copo e ele à janela com ela ao lado e o vizinho que insiste em urinar contra a serventia do lado do portão. Quase como os cães,  de perna alçada, um pingo bem sacudido, como os cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a corrida contra o tempo, um tempo sem corrida e sem espaço, um pingo de soro, a máquina que apita, a injecção que ela acompanha de pé.&lt;br /&gt;Pé-coxinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ver se vale a pena... um-dois-três, vou nascer outra vez  ... começar de novo... a ver se vale a pena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela ri e dá-nos a mão, afastamo-nos, longe. Lá longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a foto a preto e branco encostada, a televisão na novela das cinco, e a tua Avó Esmeralda sem dentadura na moldura ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raio de sorte a minha. &lt;br /&gt;Logo a tua Avó Esmeralda, importante como o nome, e o meu Benfica que perdeu com o Manchester, mais o Zé Águas e o Coluna, Bobby Charlton e uns Beatles a caminho de Liverpol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a tua Avó Esmeralda ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-3034794127138582476?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/3034794127138582476/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=3034794127138582476' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3034794127138582476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/3034794127138582476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/09/e-chega-uma-altura-em-que-passamos-ter.html' title='&quot;Amiga negritude&quot;'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-4150954247152251162</id><published>2009-09-18T22:51:00.000+01:00</published><updated>2009-09-18T22:51:28.817+01:00</updated><title type='text'>Não ponho açucar no café...</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W_ACXuhQiS4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/W_ACXuhQiS4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou o verão e arrasto-me fatiado pelo Outono de cor roxo desmaiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens desenham-me o perfil e encosto-me pela sombra como pedaços ancorados no rebordo da janela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Faço-me ver no lado esquerdo do vidro, pelo canto do olho e inquieto-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transporto no meu interior a lâmina afiada do sabre e balanço-me entre a pacatez dos dias e o aterrorizar dos sentidos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não gosto de me sentir assim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A meio canto, meio soturno, pela metade de mim, trago-me em bolandas numa dança estranha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não, não ponho açúcar no café. Porque insistes nisso?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E a praia com o sol que me afaga. O raio de um sol que tão bem me faz. &lt;br /&gt;As moças que se pavoneiam em quadris bamboleantes e o brasileiro da bola de berlim... “ &lt;i&gt;Só tem sem creme...”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Gosto do silêncio. Gosto de fazer silêncio e agradeço-te por isso.&lt;br /&gt;Entranho, absorvo, encho, mastigo e dilacero para depois retornar mais forte mais solto e mais capaz, penso eu… ou não.&lt;br /&gt;Os meus estados de alma, mais p´ra lá do que p´ra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ruga no lado esquerdo mais saliente. Mas eu não tinha rugas aqui.&lt;br /&gt;Não. Não ponho açúcar no café mas tenho rugas por aqui. &lt;br /&gt;E a bola de Berlim sem creme numa praia bamboleante, a meio canto, bolandas numa dança estranha.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Afasta-se o sol e nuvens que me atiçam a alma deixam a memória num pranto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Passam ciganas de olhos de mar e cabelo negro, caixinhas de madeira com medalhas e botões de punho dourado, leituras de linhas cruzadas na mão, destino fechado a sete-chaves ou um sete de copas numa “&lt;i&gt;bisca lambida&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Custa-me pensar, dói-me fazer, as consoantes saltam nas vogais e estas embrulham-se sem sentido. Estou embalsamado de tempo e parei no momento, naquele instante do café.&lt;br /&gt;Não, não ponho açúcar no café e estou bem assim.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E este pedaço de idade que me chega em Dezembro, a distância que guardo do mês e da época, pelas lembranças e inquietudes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Queria que as estações não me pesassem tanto na pele, para ser possível não estar fatiado no Outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciganas de olhos de mar numa leitura de linhas de vida e ritmos sedutores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tu não pões açúcar no café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque insistem nisto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-4150954247152251162?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/4150954247152251162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=4150954247152251162' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4150954247152251162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/4150954247152251162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/09/nao-ponho-acucar-no-cafe.html' title='Não ponho açucar no café...'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-5264369496262187888</id><published>2009-09-15T22:30:00.001+01:00</published><updated>2009-09-15T22:32:56.651+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Kl1rRxG251s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Kl1rRxG251s&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anoiteço devagar e a  tua musica feita de dó sustenido e o teu corpo que arqueia quando te toco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua na minha voz e o som que exaltamos numa conjugação de dois verbos, em quase tudo ou quase nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu beijo sabor a sal que não pede perdão e o tempo que não abre nem se destapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lanças-te em mim como letras num poema de &lt;i&gt;“Brell&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vives como uma imagem, um poster, &lt;i&gt;doze-por-doze&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;vinte-e-quatro-por-vinte-e-quatro&lt;/i&gt;, um relógio no pulso entediante, com cucos que te despertam para todo o lado menos para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vives de abraços nem de beijos.&lt;br /&gt;Tens um pé no estribo outro no sinal de partida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vives de retrato. O rímel colocado, rugas no esticar do sorriso, um olho aberto outro escondido pela franja, baton sedutor, caminhar perfeito no teu interior imperfeito pela graça dos Homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhas-me no teu caminho e não me vês.&lt;br /&gt;Não é suposto veres-me. Sou apenas um traço comum, simples, abstracto, absorto em lembranças e senil como a gata que ronrona pelos três cantos e meio lá de casa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que se pareça. &lt;br /&gt;Os meus saltos são terrenos e a metade do meu rosto é mesmo minha... já está paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiras monstros dos sonhos que te embalam e eu embalo-me como no verão, festas de aldeia e a minha Tia-Avó, com aforismos, silogismos e significados.&lt;br /&gt;Não te encaixas nesse jeito, Carlinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sonho com a tua dança, a tua figura cinematográfica, num póster de &lt;i&gt;vinte-e-quatro&lt;/i&gt; e um relógio no pulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cu-cu-cu-cu, salta o cuco mais o gato e a minha Tia-Avó sem jeito nem cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás desarticulada em tom pastel, pés tortos e difusos e eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...  anoiteço devagar como anoiteço todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-5264369496262187888?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/5264369496262187888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=5264369496262187888' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5264369496262187888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/5264369496262187888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/09/anoiteco-devagar-e-tua-musica-feita-de.html' title=''/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-884933310286425901</id><published>2009-08-28T22:32:00.000+01:00</published><updated>2009-08-28T22:32:36.286+01:00</updated><title type='text'>Braços como pendentes</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/76J-zatgzfM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/76J-zatgzfM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos que não mexem e os braços como pendentes.&lt;br /&gt;Não sei se acordado, se a dormir, se apenas sonhos ou pesadelos.&lt;br /&gt;Tenho receio do que sonho, do que vejo e não descortino.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O crescimento tem coisas difíceis, muito difíceis. &lt;br /&gt;De repente tudo muda. Os locais, os amigos, namoradas, familiares que desaparecem.&lt;br /&gt;Deixamo-los espalhados por aí, como os braços pendentes.&lt;br /&gt;Alguns pelas escolas, outros nas ruas em brincadeiras, pelos bailes de garagem, nos clubes, em cima de bicicletas  ou rodopios de mota,  alguns outros que perdemos nas esquinas da vida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Amigos que construímos e estruturamos na nossa medida.&lt;br /&gt;Mudamos nós, mudam eles. &lt;br /&gt;A tal mudança inquietante da vida que enrola e desenrola.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tomamos como certo este silêncio que se arrasta.&lt;br /&gt;E eu arrasto silêncios. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E se não tivesse os braços pendentes ?&lt;br /&gt;Se não houvesse dedos, fosse mudo, desarticulado, disléxico... e se não encaixasse em nada disto que escrevo?&lt;br /&gt;Eu, com esta celulite, analfabeto, ignorante, bronco e incapaz, braços pendentes e as mãos que não mexem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Feitiços e talismãs que adorno ao pescoço e nos pulsos com preces ao Pai de Santo.&lt;br /&gt;Logo eu que não conheço África nem Brasil, calibro redenções entre silêncios e meias palavras.&lt;br /&gt;Um exagero é o que é.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E as tuas cartas à maneira antiga, empertigadas num selo e lembranças interiores, um calor de vozes salgadas.&lt;br /&gt;Vejo por lá o teu indicador e o perfume que se alastra.&lt;br /&gt;Tu não queres o meu bem.... o teu perfume....&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Palavras que escreves, encriptadas, rasuradas e truncadas.&lt;br /&gt;E eu como um soldado no regresso da missão, cabeça cheia de sonhos e revoltas, sem peso nem medida.&lt;br /&gt;Um feito defeito, essas tuas palavras ancoradas no limar doce. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um segundo. Espera um segundo, tenho os braços como pendentes e as mãos que não mexem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-884933310286425901?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/884933310286425901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=884933310286425901' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/884933310286425901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/884933310286425901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/08/bracos-como-pendentes.html' title='Braços como pendentes'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-2471695176825743795</id><published>2009-08-28T22:26:00.002+01:00</published><updated>2009-08-28T22:27:52.575+01:00</updated><title type='text'>Coisas da pele</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xA0lAbkC2eM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xA0lAbkC2eM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal foste embora. Esfumaste-te.&lt;br /&gt;Escoaste dos meus braços. Tinhas vindo agarrada a saudades. Fados cantados por Amália, lágrimas que nasciam como ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saías aos poucos,&lt;br /&gt;Primeiro o braço, depois as pernas, o sorriso.&lt;br /&gt;Tu completa, inteira. Mas o sorriso era absoluto.&lt;br /&gt;O sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escorrias-me pela pele, pelos poros, um aroma salgado que me entontece.&lt;br /&gt;Um escorregar por ti, por dentro de ti. &lt;br /&gt;Remexer no teu interior e tirar de dentro algumas peças desarrumadas que ancoram por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas agarradas à pele, como os beijos.&lt;br /&gt;Beijos que se dão e se recebem. Beijos na pele, melosos, vertiginosos, repenicados, inquietos, roubados. De língua e lábios. Doces de açúcar mesclado ou de morango. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal foste embora.&lt;br /&gt;Escorreste-me por completo, uma fuga inquieta e demorada com um sorriso rasteiro sem entusiasmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cólera que transportas contigo, por isso saíste de mim. Como se a boca me comesse de um trago e a vida acontecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaços na vida, espaços na pele, escorregadelas vitais como surfista gingando nas ondas do teu entusiasmo, mergulhando no aroma, nos lábios, na fuga, no sorriso.&lt;br /&gt;Esfumaste-te na minha boca de um trago.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-2471695176825743795?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/2471695176825743795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=2471695176825743795' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2471695176825743795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/2471695176825743795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/08/afinal-foste-embora.html' title='Coisas da pele'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-7889663419321742530</id><published>2009-08-24T17:18:00.001+01:00</published><updated>2009-08-26T01:14:46.748+01:00</updated><title type='text'>Ponto de Luz</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/R2i_-F8JftE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/R2i_-F8JftE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="295" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-7889663419321742530?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/7889663419321742530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=7889663419321742530' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7889663419321742530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/7889663419321742530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/08/blog-post_24.html' title='Ponto de Luz'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26881305.post-6969941051065187936</id><published>2009-08-21T23:43:00.002+01:00</published><updated>2009-08-21T23:55:03.075+01:00</updated><title type='text'>Agradecimento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/So8jIuu9yfI/AAAAAAAAApQ/IzxT-2Uel8Q/s1600-h/selo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 199px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/So8jIuu9yfI/AAAAAAAAApQ/IzxT-2Uel8Q/s320/selo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372551513367235058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado ao "Diabinhos Fora" pela simpatia nestas palavras que aqui transcrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Ao Pedro Viegas, porque o 1000 conversas é o blog mais lindo que conheço"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sensibilizado e feliz por esse alento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ti, a todos vós, que me acompanham e têm o trabalho de me espreitar, e que deixam palavras de incentivo, o meu obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui as sábias palavras de um Grande Senhor recentemente desaparecido, chamado Raul Solnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;                    "FAÇAM O FAVOR DE SER FELIZES!"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Post by JPV&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26881305-6969941051065187936?l=1000conversas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://1000conversas.blogspot.com/feeds/6969941051065187936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26881305&amp;postID=6969941051065187936' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6969941051065187936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26881305/posts/default/6969941051065187936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1000conversas.blogspot.com/2009/08/agradecimento.html' title='Agradecimento'/><author><name>Pedro Viegas</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-aHA1jgmO0ZU/Tk70VaaQEBI/AAAAAAAAAtA/go1U_HTR_H8/s220/231.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VZUazgoSPE4/So8jIuu9yfI/AAAAAAAAApQ/IzxT-2Uel8Q/s72-c/selo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
